10 coisas que as mulheres não podem fazer na Arábia Saudita

Ser mulher, em qualquer lugar do mundo, ainda não é fácil e se enfrenta uma série de restrições simplesmente pelo fato de não ter nascido homem. Mas, se você acha que é complicado ser mulher aqui, no Brasil, vai ficar chocado quando descobrir como é a vida das mulheres na Arábia Saudita, com todas as restrições sociais e religiosas às quais são submetidas.

Isso acontece porque, na Arábia Saudita as pessoas são orientadas pela sharia, como é chamada a rígida lei islâmica que impõe a separação de gêneros em espaços públicos e assim por diante. Entre outros impedimentos, as mulheres não podem votar, nem fazer metade das coisas que as mulheres são acostumadas a fazer no dia-a-dia, do lado de cá do mundo.

Dirigir, conversar com homens que não sejam seus maridos ou parentes e até mesmo ir ao médico sozinhas são algumas das coisas mais básicas proibidas à elas na Arábia Saudita. Dá para acreditar?

Mas a lista de proibições é muito mais longa, como você vai ver. A lista foi publicada, originalmente, pelo site Uol, que entrevistou a brasileiras Débora Garcia, que vive em Buraidah há dois anos.

Confira 10 coisas que as mulheres não podem fazer na Arábia Saudita:

1. Ir à Justiça contra agressões

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Somente em 2013, a Arábia Saudita aprovou sua primeira lei contra a violência doméstica e o abuso sexual. No entanto, a punição quase sempre é uma multa em dinheiro.

Isso quando a própria mulher não é penalizada, como no caso de uma jovem, estuprada por uma gangue. A menina foi punida com mais chibatadas que os próprio agressores.

2. Viajar sozinhas

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Em grande parte do território da Arábia Saudita as mulheres não podem viajar sem a companhia de um guardião ou a autorização por escrito de um pai, irmão ou marido. O governo estuda suspender essa restrição, mas existe uma grande probabilidade dos líderes religiosos vetarem a medida.

Em algumas partes, no entanto, a mulheres são mais livres. Elas podem andar sozinhas, mesmo sem permissão; voltam andando para a casa do trabalho, usam vans e até mesmo aplicativos de táxi.

3. Dirigir

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Elas não podem dirigir ou tirar carteira de motorista na Arábia Saudita. Conforme os líderes religiosos, mulheres motoristas minam os valores sociais, prejudicam os ovários e colocam as futuras gestações em risco.

Caso elas sejam flagradas dirigindo, o veículo e a motorista ficam presos, até que um homem da família, tido como tutor, se apresente e assine um termo de responsabilidade garantindo que a situação não vai se repetir.

4. Usar roupas “normais”

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Roupas ao estilo ocidental, na Arábia Saudita, normalmente são proibidas. Na maioria dos casos, as mulheres se vestem segundo a interpretação da sharia, com um vestido longo e preto de manga longa, chamado abaya. Elas também devem cobrir os cabelos com um véu, mas nem sempre o rosto precisa ser totalmente coberto.

Elas também não podem fazer as sobrancelhas, pelo menos não da forma convencional, retirando os pelos. Só é permitido a elas fazer o contorno com pó descolorante.

5. Conversar com homens

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A não ser que sejam parentes ou casados, mulheres na Arábia Saudita não podem conversar com homens, especialmente na rua. Aliás, elas não podem ser vistas junto com homens estranhos caminhando em público, dentro de veículos e não podem ir, nem mesmo, a restaurantes juntos. A única exceção são os próprios atendentes desses estabelecimentos.

Além disso, a maioria dos prédios têm entradas diferentes para homens e mulheres. Parques e até mesmo transportes públicos têm áreas segmentadas para elas.

OBS: Outra curiosidade é homens e mulheres, mesmo namorados ou casados, jamais andam de mãos dadas na rua.

6. Entrar em cemitérios

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Embora sejam enterradas em cemitérios, elas não podem participar do funeral de um familiar morto. Na Arábia Saudita, a crença é que os mortos podem ouvir e é por serem muito emotivas que elas não podem ir em cemitérios e ver sepultamentos. De forma contrária, as mulheres poderiam incomodar os mortos.

Além disso, acredita-se que não se deva fazer súplicas nem se rezar para os mortos. Essas também são coisas característica das mulheres, segundo os árabes.

7. Participar de competições esportivas

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Mulheres não podem participar de competições esportivas na Arábia Saudita e nem mesmo o ensino de Educação Física é permitido para as meninas, nas escolas. Somente em 2012 é que as mulheres sauditas puderam participar de um Olimpíada, a de Londres, pela primeira vez. Mas, isso causou polêmica e as atletas foram chamadas de prostitutas pelos clérigos radicais.

8. Malhar ou usar piscinas

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A não ser que seja um espaço destinado a mulheres, academias e piscinas são proibidas para mulheres na Arábia Saudita. Em cidades pequenas, no entanto, esses ambientes segmentados são raros e é difícil elas conseguirem malhar.

Nem mesmo as estrangeiras podem entrar em academias e piscinas, caso estejam desacompanhadas. Esse foi o caso de uma repórter da agência de notícia Reuters, que estava hospedada em um hotel de luxo em Riad e não teve permissão nem mesmo para conhecer a academia e a piscina do lugar, por ter “homens em trajes de banho lá”.

9. Ir ao médico sozinha

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Na maioria das vezes, mulheres se consultam com médicas. Mas há também o problemas delas não poderem ser examinadas sem a presença de um homem da família, considerado seu guardião. Somente em casos de extrema emergência, elas podem expor partes de seus corpos para os médicos.

10. Comprar Barbies

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Desde 2003 a boneca mais famosa do mundo foi banida da Arábia Saudita. A Barbie foi considerada uma ameaça para a moralidade e foi substituída pela Fulla, uma boneca criada na Síria segundo os preceitos sauditas. As bonecas têm uma coleção de véus, cozinham, cantam, rezam e não têm nenhum Ken como namorado.

Loucura, não? Mas a Arábia Saudita não é o único lugar do mundo com tradições malucas. Confira também 8 coisas comuns que dão pena de morte na Coreia do Norte.

Fonte: Uol