Casal troca festa de casamento por mochilão em 21 países

Você abriria mão do casamento tradicional, com cerimônia e festança, para fazer uma viagem memorável? O casal que você vai conhecer não pensou duas vezes partir para o mochilão pelo mundo e deixar de lado a festa de casamento.

Mas, se você está pensado que foi uma lua de mel simples e comum, está redondamente engando. Os capixabas Bernardo, de 29 anos, e Natália, de 28, partiram para uma viagem de nada menos que 5 meses de mochilão, passando por França, Noruega, Espanha (Caminho de Santiago de Compostela), Portugal, Holanda, Itália, República Tcheca, Alemanha, Áustria, Hungria, Eslováquia, China, Indonésia, Malásia, Laos, Tailândia, Mianmar, Camboja, Vaticano, Vietnã e Coréia do Sul. Está bom ou quer mais?

Claro que tomar essa decisão não foi nada fácil, especialmente porque eles precisaram sair de seus empregos e contar para suas respectivas famílias quais eram os planos. Mas, no final das contas, eles partiram com tudo para uma lua de mel dos sonhos, depois de um casamento civil.

A ideia do mochilão

De acordo com o casal, essa ideia meio maluca começou a tomar forma quando eles decidiram dar um passo adiante na relação. Depois de 5 anos de relacionamento à distância (o que nós vamos contar em seguida), eles resolveram que queriam mesmo era ficar juntos e partiram para o casamento.

Mas, o que não contamos até agora é que Bernardo e Natália compartilham o mesmo amor por viajar, coisa que eles fizeram bastante durante o namoro, nos finais de semanas e feriados em que se encontravam.

Ele, morando em Minas Gerais; e ela, no Espírito Santo, acabaram arrumando a desculpa certa para conhecer boa parte do Brasil, passando por Natal, Curitiba, Rio de Janeiro, Salvador, Chapada dos Veadeiros, Maceió, Cuzco, Chapada Diamantina, Monte Roraima e muitos outros lugares.

Grande lição

Aliás, a história deles não é só divertida por causa do mochilão, mas também serve de exemplo de como o verdadeiro amor suporta qualquer barreira, até mesmo a barreira geográfica.

Os dois, embora tenham se conhecido na Espírito Santo, durante um evento de Engenharia, na época da faculdade, conseguiram manter um longo tempo de namoro à distância, quando Bernardo se mudou para Minas Gerais para trabalhar, em 2011. De lá para cá, eles encaixaram as rotinas e já estão juntos há mais de 7 anos!

Planejamento

Agora fala se a ideia do mochilão não foi perfeita para quem passou tanto tempo com vontade de ser bem juntinho? Fantástico! O melhor de tudo que é que eles dividiram toda a experiência com quem quisesse ver, por meio do perfil no Instagram que mantém junto, o @umpardemochilas.

Claro que, por terem abandonados os empregos, o orçamento da viagem foi bem apertado e precisou de muito planejamento. Conforme o casal, o segredo foi fechar as passagens e as hospedagens com antecedência, para conseguir preços melhores.

Lado bom e lado ruim

Mas, claro, uma viagem dessas são traz só diversão. O casal conta que aprendeu muita coisa durante esses 5 meses pelo mundo e listou os pontos positivos e negativos de um mochilão a dois, como você confere abaixo.

Pontos positivos:

1. Autoconhecimento: Foi um tempo de reflexão, de olhar para fora com uma cabeça aberta mas também, prestar atenção em si mesmos.

2. Aprender a respeitar as diferenças: Depois de namorar muito tempo a distância, não foi nada fácil para eles passar 5 meses convivendo 24h por dia. Eles tiveram que exercitar a paciência e aprender a tomar cada decisão do dia em concenso, mesmo as mais simples.

3. Conhecer diferentes culturas: É enriquecedor testemunhar os contrastes culturais que existem no mundo.

4. Conhecer outros viajantes: Eles fizeram amigos e conheceram pessoas que estavam viajando também, ouviram histórias inspiradoras de gente do mundo inteiro.

5. Diminuir a ansiedade: Eles aprenderam a curtir cada lugar, cada cidade, cada País, sem preocupações com o próximo destino, vivendo intensamente cada momento.

6. Dar mais valor aos amigos e à família: Quando se está perto, a gente acaba não dando tanto valor aos amigos e familiares, mas a distância traz a saudade das pessoas que se ama e da própria terra natal.

7. Ser mais grato pelo que temos e exigir menos: Durante o mochilão, eles encontraram pessoas pobres que estavam satisfeitas com seus trabalhos e com a vida que tinham. Apesar de parecer tão pouco, essas pessoas eram felizes e tinham um sorriso no rosto. Isso fez com que eles refletissem e passassem a encarar a vida de uma maneira diferente.

8. Participar juntos de uma grande aventura: A experiência foi importante para os nós. Eles contam que isso amadureceu a relação dos dois e os uniu ainda mais.

9. Trazer para casa 5 meses de memórias: Para Bernardo, que ama fotografia, o mochilão foi como um “curso intensivo”. Para Natália, os 5 meses de viagem serviram como um grande momento de reflexão e deram a oportunidade a ela de escrever inúmeros diários, sobre os vários lugares por onde passavam.

10. Aprender a se virar com pouca coisa: Toda a viagem aconteceu com apenas uma mochila para cada, sempre carregadas como bagagem de mão no avião, e nas costas, durante os 750 km do Caminho de Santiago de Compostela. Isso significa que eles só levaram o que era verdadeiramente essencial.

Pontos Negativos:

1. Roteiro fechado antecipadamente: Em alguns lugares eles queriam ter ficado mais tempo, ou menos tempo.

2. Orçamento curto: Algumas vezes houveram limitações e tiveram que abrir mão de visitar alguns lugares e de fazer alguns passeios típicos do local.

3. Viagem em casal: Em alguns poucos momentos a viagem fica meio monótona.

4. Cogitação em encurtar a viagem: Cansaço, falta de paciência de um com o outro e dinheiro limitado foram alguns motivos que fizeram o casal cogitar adiantar o retorno, mas eles desistiam da ideia quando pensavam na oportunidade que estavam tendo.

E então, o que achou dessa história? Você teria coragem de encarar o mundo assim?

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Fonte: O Mundo e Minhas Voltas