Como entrar na Deep Web e o que é possível encontrar nela

O que você sabe sobre a Deep Web? Provavelmente não muita coisa, mas todas elas bem ruins, não é mesmo?

Apesar da má fama que essa parte mais profunda da internet tem, a verdade é que nem tudo nesse meio é tão ruim assim. Obviamente, é lá que as pessoas compartilham o pior do conteúdo existente, devido a possibilidade de mantê-lo em sigilo; mas depende de quem está acessando abri-los ou não, certo?

Como surgiu a Deep Web?

Agora, falando sobre a origem da Deep Web, assim com a surface ou superfície, que a internet que todos nós usamos diariamente; ela surgiu devido às forças militares americanas. Foi o Laboratório de Pesquisas da Marinha do país que desenvolveu o The Onion Routing para realizar pesquisas, design e analisar sistemas de comunicação anônimos.

Só para que você entenda melhor, “onion”, em inglês, quer dizer cebola e tem tudo a ver com a proposta militar. Isso porque, para usar a rede, às vezes, é preciso atravessar várias camadas até chegar ao conteúdo desejado na Deep Web.

Mas, voltando a falar do The Onion Routing, um tempo depois, em uma segunda versão, ele acabou sendo liberado para o uso de pessoas de fora do governo e passou a ser chamada de TOR. Desde então, ele vem sendo aprimorado.

Aliás, atualmente, quando você acessa um site por meio desse recurso seu endereço de IP não é identificado, já que uma rede anônima de computadores entram em cena e fazem pontes criptografadas até o endereço que você deseja acessar. Da mesma forma acontece com o dono de uma página da Deep Web, que pode lançar mão de serviços de hospedagem e de armazenamento invisíveis a fim de não serem identificados.

Como ela funciona

Antes da parte prática do acesso à Deep Web, você precisa ter em mente que todo cuidado é pouco nesse ambiente. Ao contrário da superfície que acessamos, o design ali não é importante, o que dificulta muito o acesso se você não entender bem o inglês. A navegação ali também é bem mais lenta, já que manter os conteúdos seguros é a principal preocupação das pessoas que alimentam esse lado da internet.

Agora, se quiser acessar o principal site por lá, o “kpvz7ki2v5agwt35.onion/wiki/index.php/Main_Page”, não adianta nada tentar procurá-lo em um navegador convencional, como o Google. Como você vai aprender É preciso ter uma configuração específica, como o TOR, para que ele permita o acesso. Isso acontece para que as páginas não sejam achadas facilmente e algumas chegam a ser alteradas constantemente.

Lá dentro, aliás, a maioria dos sites tem o “.onion” no final por conta do TOR, mas o navegador também abrem outras extensões.

Como acessar a Deep Web

Agora, se você quiser realmente acessar a Deep Web, a primeira coisa que você precisa providenciar é um navegador próprio para isso. O TOR é o mais famoso, mas nessa mesma matéria listamos alguns outros que você pode usar. Nesse link você tem acesso direto ao download do navegador.

Depois, como você faria com qualquer outro aplicativo ou navegador, basta fazer a instalação e, então, abri-lo. O funcionamento do TOR é basicamente como o de qualquer outra ferramenta de busca que você já usou, com a ressalva de você precisar ser um pouco mais cauteloso para não cair em armadilhas.

O que você precisa saber sobre a Deep Web:

1. Navegadores especiais

Se você está se perguntando que tipo de navegador se usa na Deep Web, a resposta pode ser bem variada, mas não tem anda a ver com os navegadores que você já conhece. O mais comum é o TOR, por criptografar dados, deixar os usuários invisível; mas também são usados alguns outros, como o I2P, o Freenet e o LINUX, por exemplo.

Opções também funcionais, mas menos populares são os Netsukuku, Freifunk, Funkfeuer, OneSwarm, GnuNet, RetroShare, Phantom, GlobaLeaks, Namecoin, OpenNIC, Dot-P2P, Guifi, AnoNet2, dn42, CJDNS, Osiris, FreedomBox, Telex, Omemo, Project Byzantium e Hyperboria, entre outros.

2. A Deep Web não é má

Ao contrário do que as pessoas interpretam, a Deep Web, em si, embora não seja boa, está longe de ser má. O que pega nesse ambiente são as intenções das pessoas que a utilizam que, nesse caso, costumam ser as piores.

Na Deep Web, por exemplo, você pode fazer download de séries, filmes, livros, manuais e pode também conseguir outras informações raras. No meio disso tudo, claro, existe uma parte não boa, como pornografia e outras coisas bizarras que são encontradas nesse ambiente.

Quem escolhe o que vai ser acessado e para quem finalidade a Deep Web será usado é o usuário. Se a pessoa for perturbada, por exemplo, a finalidade dela não será nada boa.

3. Vírus

Sim, existem vírus pesados na Deep Web, assim como existem vírus terríveis na internet popular. Mais uma vez, quem define o lado bom ou o lado ruim dessa camada do mundo online é o usuário.

Por exemplo, se você estiver usando um navegador criptografado e estiver procurando por conteúdos impróprios, cujo criador está tentando manter em sigilo, obviamente, você está se expondo à possibilidade de pegar um vírus da pesada. Afinal de contas, o hacker vai deixar alguma coisa para tentar proteger aquele conteúdo, não acha?

Então, nada de ficar atrás de conteúdos bizarros, preencher cadastros duvidosos, fazer downloads sem se certificar de que a fonte é confiável e assim por diante.

4. Inglês é o idioma “oficial”

Se você não fala inglês e se não entende nada de programação provavelmente vai conseguir se virar bem na Deep Web. Lá, o idioma mais usado é o inglês e não há sites que traduzam os conteúdos postados, como é possível fazer usando o Google, por exemplo.

5. Acessar a Deep Web é ilegal?

Não é bem assim. Como já comentamos nos tópicos acima, quem conduz as pesquisas na Deep Web e os conteúdos que serão acessados, assim como na internet comum, é o próprio usuário.

Por isso, embora seja realmente possível encontrar conteúdos impróprios e ilegais nesse ambiente, o FBI não vai rastrear você assim que você der seu primeiro clique na Deep Web.

Portanto, se você realmente tem curiosidade de saber o que tem naquele ambiente, vá em frente: baixe o TOR, ou algum outro navegador que mencionamos, e faça uma busca comum, como você faria no Google. Muito provavelmente a diferença nos resultados nem vai ser tanta assim, a não ser que você realmente deixe seu lado podre falar mais alto.

Agora, como prova de que não só a “deep” tem coisas bizarras, essa outra matéria provavelmente vai dar um nó na sua cabeça: 16 canais do YouTube mais perturbadores e sombrios já vistos.

Fontes: Fatos Desconhecidos, Olhar Digital