Ele salvou 669 crianças dos nazistas, mas nunca disse a ninguém seu segredo

Não há dúvidas de que o Holocausto foi um das maiores tragédias da humanidade. Foi um evento trágico na história que nunca será esquecido. Só podemos imaginar os horrores enfrentados pelo povo judeu na Alemanha nazista.

Não entendendo o que estava acontecendo ou porque estava acontecendo, sendo separadas de suas famílias, as crianças poderiam nunca superar os traumas vividos naquela época.

Apesar de milhões perderem suas vidas, 669 crianças foram salvas por um homem com o nome de Sir Nicholas Winton.

Nicholas Winton

Nascido como Nicholas Wertheim, o nome da família mudou para Winton em um esforço para se integrar na sociedade inglesa. Winton foi batizado depois que sua família se converteu ao cristianismo. No inverno de 1938, ele havia planejado uma viagem para a Suíça, mas foi a Praga, na República Checa, para conhecer um homem chamado Martin Blake. Blake pediu ajuda a Winton, e tendo uma alma gentil, ele ajudou.

Em Praga, Winton sentiu que precisava ajudar as crianças judaicas que estavam sob ameaça de morte pelos nazistas. Da mesa do seu quarto de hotel, Winton criou uma organização para salvar crianças dos campos de concentração.

Refugio no Reino Unido

Em 1938 o Reino Unido começou a aceitar refugiados menores de 17 anos. Os únicos requisitos eram eles terem um lugar para ficar e dinheiro suficiente para sobreviverem até que a guerra terminasse.

Wilton e Blake deram iniciou a organização e rapidamente começaram a receber pedidos de milhares de pais, desesperados por refugio para seus filhos.

Wilton voltou a Londres para conseguir fundos e moradia para as crianças judias. Durante o dia ele continuava em seu emprego, a noite ele fazia tudo o que podia para salvar crianças.

Winton trabalhou arduamente para levar os filhos dos judeus ao Reino Unido. O primeiro grupo de crianças a serem transportadas viajou em um avião de Praga a Londres, em 14 de março de 1939, apenas um dia antes dos alemães terem ocupado a República Checa.

669 crianças foram levadas para o Reino Unido, e com a ajuda de sua mãe, Winton conseguiu encontrar casas e famílias para todos elas. Ele sabia que a maioria de seus pais iriam acabar em Auschwitz, então ele se certificou de que suas casas eram adequadas para estadias de longa duração.

Winton guardou uma lista de cada criança que ele ajudou, incluindo fotos e datas de aniversário. Havia outro comboio programado para deixar Praga com 250 crianças, mas infelizmente no mesmo dia Hitler invadia o país, marcando o início da Segunda Guerra Mundial. Das 250 crianças que deveriam estar nesse trem, apenas duas sobreviveram à invasão.

Herói em silêncio

Embora Winton fosse um herói de proporções épicas, ele escolheu manter suas ações heroicas em segredo. Ele nunca falou sobre o que ele fez para todas aquelas crianças, nem mesmo para sua esposa Grete. Um dia, 50 anos depois, Grete estava limpando seu sótão e encontrou o caderno de Winton com todos os nomes e fotos de todas as crianças.

Grete sabia que seu marido precisava ser reconhecido, então entregou o caderno a um jornalista para tentar encontrar todas as pessoas que ele havia ajudado. Winton foi convidado para um programa da BBC onde ele acreditava que iria ser agradecido por seu trabalho durante a guerra.

Foi muito, muito mais do que isso:

Todas as pessoas que estavam ali, no auditória, foram salvas por Wilton.

Reconhecimento

Depois que suas ações heroicas foram reveladas ao público, Wilton recebeu o reconhecimento que ele merecia. Foi dada a maior distinção da República Tcheca, a Ordem do Leão Branco. Ele recebeu uma carta de agradecimento do falecido Ezer Weizman, ex-presidente do Estado de Israel. Winton também recebeu a cidadania honorária de Praga.

Em 2015, Sir Nicholas Winton infelizmente faleceu aos 106 anos de idade.

 

 

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