Interrogação, porcentagem e outros 5 símbolos que você nem imagina como surgiram

Você pode nunca ter parado para pensar no assunto, mas nossa vida é cercada de símbolos e abreviações que nos ajudam bastante no dia a dia. Bons exemplos disso são os pontos de interrogação e de exclamação que colocamos no final das frases quando queremos indicar um pergunta ou uma exaltação.

Mas, claro, existem muitos mais símbolos em nosso cotidiano. A porcentagem, o símbolo do infinito e o cifrão que utilizamos para indicar quantidades em dinheiro e até mesmo as setas indicadoras de sentido também fazem parte da simbologia comum e que pode ser compreendida em qualquer país do mundo. Interessante, não?

Mais interessante ainda é pensar que esses símbolos tiveram que ser inventados em algum momento para existir e que, antes, eles não eram bem assim. Na lista abaixo, por exemplo, você vai ver que a maioria deles, se não todos, tiveram origens históricas e tinham funções bem parecidas com as de hoje em dia, embora fossem expressos de forma diferentes.

Descubra a origem de 7 símbolos comuns de nosso cotidiano:

1. Interrogação

Existem duas explicações conhecidas para esses símbolos. De acordo com a explicação de origem romana, os livros da antiguidade, escritos em latim, tinha a palavra “questio” (pergunta, em português) no final de de frases que tinham a intenção de ser uma pergunta.

Depois de um tempo, para economizar espaço nos papiros, extremamente caros, eles passaram a indicar frases interrogativas com o símbolo “oq”, sendo que o “q” ficava sobre a letra “o”. Só no século 16 é que chegamos ao “?” que conhecemos hoje, por causa do estilo de escrita pouco legível na época, fazendo o “o” virar um ponto e o “q”, o ganchinho da interrogação.

A explicação grega, por outro lado, diz que no final das frases escritas eles sempre colocavam um ponto e uma vírgula. A única exceção eram as perguntas, em que o ponto e a vírgula mudavam de lugar.

2. Seta

Outro dos símbolos que usamos frequentemente são as setas. Elas, supostamente, surgiram na Grécia Antiga por acaso. Isso porque as direções eram indicadas por pegadas apontando para o lado a ser seguido. Na cidade de Éfeso, por exemplo, o bordel era indicado por uma pegada e um rosto feminino.

Acontece que, durante as chuvas, era comum que essa pegadas ficassem borradas, ficando na imagem somente o forma parecido com as setas que conhecemos hoje.

3. Cifrão

Os símbolos que usamos para indicar dinheiro ($) é bastante conhecido (e até mesmo desejado) hoje em dia, mas sua origem ainda é um assunto controverso. Dizem que ele surgiu na Idade Média, quando a moeda mais usada na Europa eram os reais espanhóis, chamados de pesos (como ainda se chamam a moeda de países como México e Argentina, de língua espanhola). O nome da moeda costumava ser reduzido, durante a escrita, para “PS” e, com o tempo, dizem que respontou apenas a haste do “P” sobre o “S”.

Outra versão popular para a origem do cifrão é que o “S” representa dois pilares com uma cinta, ou seja, um escudo espanhol que simboliza poder e estabilidade econômica. Segundo a lenda de Hércules, o herói ergueu dois pilares de pedra no litoral, em homenagem aos seus trabalhos, e as ondas que banhavam o penhasco representariam a letra “S”.

Existe ainda uma outra explicação, também envolvendo os espanhóis, para o cifrão. Dessa vez, ele teria tido início porque esse povo colocava a letra “S” sobre as barras de ouro antes de enviá-las para as terras colonizadas na América. Quando elas chegavam no novo continente, elas ganhavam uma linha vertical e, quando eram devolvidas, ganhavam outra.

4. Exclamação

Acreditasse que a exclamação venha do latim “exclamatio”, palavra colocada no fim das frases que deveriam expressar alegria. Com o tempo, assim como no caso da interrogação, a palavra foi abreviada para as letras “i” e “o”, escritas uma sobre a outra, formando nosso conhecido “!”.

5. Símbolo do infinito

Historicamente, a primeira vez que esses símbolos foram usados foi em 1655, pelo matemático John Wallis. Ninguém sabe dizer o que inspirou o estudioso a escolher esse sinal para representar o infinito, mas existem boatos de que ele venha da letra greco-romana ômega (ω).

Outras pessoas dizem, no entanto, que o símbolo surgiu da letra grega usada para representar 1000, parecida com “CIƆ” (ou “CƆ”) e que também significava “muito”.

6. Porcentagem

A palavra teria surgido da expressão em latim “pro centrum”, que significa “por cem”. O simbolo “%” , por outro lado, teria surgido da versão italiana de “per cento”, expressão muito usado até 1425.

Especialistas dizem que a palavra era escrita primeiro como “per cento”, depois como “per 100”, daí passou para “p cento” e, então, para “pc-o”. Aos poucos, a abreviação acabou viram o símbolo “o/o” e, então, o “%” que conhecemos.

7. Paz e amor

Outro dos símbolos que utilizamos bastante hoje em dia também tem uma origem antiga e pouco provável. Dizem que a primeira vez que gesto foi feito foi depois da Guerra dos 100 anos, travada entre a França e a Inglaterra.

Na época, os franceses ameaçavam cortar os dedos que os arqueiros britânicos usavam para disparar as flechas. Depois da vitória, no entanto, os britânicos levantavam os dedos em forma de “V”, indicando a a vitória e mostrando que eles ainda estavam ali, coladinhos no lugar.

O tal símbolo teria sido ressuscitado por Winston Churchill, durante a 2ª Guerra Mundial, como um gesto de paz. É por isso que a palma da mão deve estar sempre voltada para o interlocutor. Agora, se a mão estiver virada para trás, o símbolo também pode indicar “cale-se” ou “deixe-me em paz”.

Interessante, não? Você nem imaginava que essas coisinhas tivessem origens históricas, não é mesmo? Agora, falando em símbolos que utilizamos frequentemente, e a possibilidade deles adquirirem outros significados (nem sempre desejados), você precisa conferir esse outro post: Você nunca mais vai usar ponto final em mensagens depois disso.

Fonte: Incrível