Uma picada de carrapato pode te deixar alérgico a carne, casos têm aumentado

O carrapato estrela solitária é típico da América do Norte e se multiplica consideravelmente nas estações mais quentes, como o verão. Junto com o crescimento populacional desse parasita, vários problemas de saúde aparecem, um deles é a rara alergia a carne relacionada à sua piacada.

Galactose-alpha-1, 3-galactose é o nome da molécula de açúcar que pode causar um “curto-circuito” em nosso sistema imunológico. A molécula pode ser passada para a corrente sanguínea humana após o carrapato picar uma vaca e em seguida picar uma pessoa.

Alergia a carne

Após uma refeição de sangue bovino, o carrapato “contaminado” com a molécula Alpha-Gal, abreviação de Galactose-alpha-1, 3-galactose, pica uma pessoa, imediatamente o açúcar caí na corrente sanguínea da vitima.

Amblyomma americanum ( Carrapato Estrela Solitária)

Depois de entrar em contato com a molécula de açúcar  Alpha-Gal, o corpo pode sofrer um reprogramação em seu sistema imunológico, criando anticorpos contra esse açúcar. O problema é que essa molécula está presente em quase todas as carnes, e qualquer alimento que use gelatina em sua composição.

Casos aumentando

Nos últimos 5 anos, os casos Alpha-Gal Síndrome, nome dado a alergia à carne, aumentaram 300%. Além disso, no passado a doença atingia apenas uma pequena região dos Estados Unidos, hoje há casos espalhados por todo país.

A reação da síndrome é demorada, apenas horas depois da picada é que as vitimais sentirão os sintomas, que pode começar com urticária e progredir para vômitos e diarreia. Em alguns casos é necessário internação em UTI.

Até o momento Não existe nenhuma informação quanto a transmissão dessa doença no Brasil, mas de toda forma, a picada do carrapato pode ser evitada usando repelente contra insetos.

 

Fonte: National Geographic
Imagens: Reprodução