10 raças de cachorro que foram desfiguradas pelo homem

Não é de hoje que o ser humano gosta de promover transformações. Uma prova disso é o que resultou da seleção artificial de legumes e frutas, como você já viu aqui. Hoje, no entanto, você vai ver que a influência do homem foi muito além e acabou modificando completamente algumas raças de cachorros.

As primeiras cruzas selecionadas e outras interferências humanas acabaram sendo realizadas para melhorar o desempenho físico das raças de cachorros em suas funções originais, como caça, pastoreio e assim por diante.

No entanto, ao longo de séculos, essas mudanças acabaram atribuindo a esses cães uma aparência completamente diferente da original, chegando a ser bizarra, às vezes.

Foi assim que, com tamanhos e cores diferentes, mais de 160 novas raças de cachorro foram criadas durante quase um século. E isso você vai conseguir ver a partir das fotos de 1915, do livro Dogs of All Nations (Cachorros de Todas as Nações), que mostram como era a aparência de algumas raças originais em comparação com as que conhecemos hoje em dia e os problemas, especialmente de saúde, que essas desfigurações trouxeram aos cãezinhos.

Veja 10 raças de cachorro que foram desfiguradas pelo homem:

1. Pastor-de-shetland

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As alterações genéticas nessa raça trouxeram maiores chances desses cães desenvolverem problemas oculares, como a atrofia da retina. Além disso, a mudança física que pode ser percebida na imagem aumentou as chances do pastos-de-shetland sofrer fraturas nas patas.

2. Airedale terrier

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Essa sempre uma das raças de cachorro caçadoras, muito popular na Inglaterra. Mas as transformações que a raça sofreu nos últimos 100 anos trouxe ao animal algumas complicações.

É comum, por exemplo, que a raça tenha predisposição a problemas na pele, devido aos pelos; torção de estômago e sérios problemas nas articulações do quadril, causando ao airedale terrier dores e incapacidade de se movimentar.

3. Pastor alemão

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Outra das raças de cachorro que o homem transformou foi o pastor alemão. A principal diferença está no tamanho do bicho, que passou de 25kg, em média, para 38kg. Hoje em dia eles têm a estrutura muito mais larga e inclinada para trás.

4. Buldogue inglês

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Com certeza, essa foi uma das raças de cachorro mais alteradas pelo homem. Isso, obviamente, trouxe vários problemas de saúde ao buldogue, especialmente quanto ao clima quente. Eles têm problema respiratório, olhos secos, estão propensos a luxação de ombro, além de dermatites.

5. Bull terrier

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A maior transformação com relação à raça original, com certeza, está no crânio, mais alongado. O abdômen do cachorro também ficou maior. Essas mudanças físicas trouxe à raça uma série de doenças, como de pele; além de dentes em excesso e assim por diante.

6. Basset

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O Basset, que nunca foi uma das raças de cachorro mais altas, ficou ainda mais baixo com as transformações ao longo de várias décadas. As pernas traseiras ficaram mais curtas, acarretando problemas nas vértebras. Isso, sem contar o excesso de pele e os olhos caídos, que também traz uma série de complicações.

7. Boxer

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A cabeça dessa raça ficou alta e o pescoço, mais alongado. A face do animal também foi modificada, proporcionando um nariz mais arrebitado. Eles ficaram com sérios problemas para controlar a temperatura corporal, especialmente nos dias quentes, e são mais propensos a ter câncer.

8. Dachshund

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Mais conhecida como “salsicha”, essa raça tinha pernas mais funcionais e o pescoço era proporcional ao corpo. Hoje, no entanto, eles têm as costas mais alongadas, o peito é mais projetado para frente e as pernas são extremamente curtas. Eles, com isso, podem sofrer com sérios problemas nas vértebras e estão propensos até à paralisia.

9. Pug

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Eles, de forma geral, ficaram menos elegantes ao longo dos anos. A raça costuma ter pressão alta, problemas no coração e no sistema respiratório, dificuldade de manter a temperatura do corpo estável, entre outros.

10. São Bernardo

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Eram cachorros menores e menos peludos. A raça modificada, no entanto, ficou maior e mais pesada, cheia de pele e, com isso, ficou mais difícil a ela conseguir estabilizar a temperatura corporal. Esses cães estão mais propensos à hemofilia, ao câncer nos ossos e à paralisia.

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Fontes: Mistérios do Mundo, Revista Galileu, Gizmodo, Dog Behavior Science