Mundo Animal

Anta – Características, hábitos e curiosidades sobre o animal

Apesar do sentido pejorativo, a anta é um animal muito inteligente que auxilia no crescimento das matas brasileiras. Mas está em extinção.

Por Marcella Alves de Freitas

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Apesar de ser um animal muito conhecido por causa da associação negativa ao seu nome, a anta é, na verdade, um bicho muito inteligente. Mas, infelizmente, ela está ameaçada de extinção. O animal, aliás, é caçado tanto por divertimento, quanto para a alimentação.

Em suma, suas espécies estão espalhadas entre a América do Sul – do Norte da Argentina e Paraguai, até o Leste da Colômbia -, América Central e na Ásia.

A anta, afinal, é um mamífero que pode ser encontrado tanto em pântanos, quanto em florestas próximas de rios. Esses animais possuem pernas curtas e um corpo bem pesado.

Seu focinho se assemelha a uma tromba de elefante, só que bem pequena. Além disso, ele é flexível e mole.

As antas são parentes dos rinocerontes e dos cavalos. Por isso, podem ser conhecidas por tapir. E, assim como os cavalos, as patas da anta possuem cascos.

A anta pesa entre 225 e 270 kg em sua fase adulta e pode medir até 2,4 m de comprimento. Sua cauda não entra nessa medida por ser bem curtinha.

Entretanto, medindo-a do ombro até o chão, ela chega a apenas 1 m. Apesar disso, este animal é considerado o maior mamífero terrestre brasileiro. Uma diferença entre as espécies de anta é a cor.

Enquanto as espécies que vivem nas Américas possuem a pelagem de cor marrom ou cinza, a espécie da Ásia tem a cor preta, com partes brancas.

Hábitos da anta

Anta - Conheça mais sobre o animal, seus hábitos e curiosidades
O eco

Esses animais possuem hábitos noturnos. Ou seja, eles dormem quase o dia todo e, à noite, saem em busca de alimento.

Sua alimentação consiste, basicamente, em folhas, frutos, ervas e plantas aquáticas. Além disso, seu focinho ajuda na busca de alimentos. Isso porque elas o utilizam para mover as coisas para os lados e encontrar alimentos escondidos.

Eles são animais tímidos, por isso, preferem viver em matas fechadas. Mesmo assim elas podem ser encontradas em matas abertas, desde que estejam em um local que possua fonte de água todo o tempo.

As antas também são ótimas nadadoras. Isso acontece, especialmente, quando estão fugindo de alguns predadores, como onças e tigres.

Sobre seu comportamento, a anta é um animal solitário. Ela vive, no máximo, em grupos de três, sendo eles seus parentes.

Para marcar um ambiente, o animal usa a urina e as glândulas que possuem na face. Elas também emitem alguns sons que são modelos de vocalização para se comunicar entre si.

Risco de extinção

Mas, como já mencionamos no inícios, infelizmente, a anta é um animal que corre o risco de extinção. Tanto por causa da caça, quanto pela destruição do ambiente em que vivem.

No Brasil, o mais preocupante são as populações que vivem na Mata Atlântica. Segundo estimativas, por serem pequenas, essas populações podem ser dizimadas em três gerações, ou menos. Ou seja, sem quaisquer intervenções, elas sobreviveriam mais 30 anos, enquanto as populações maiores acabariam diminuindo também.

Na Mata Atlântica, é possível encontrar populações na Serra do Mar, no Paraná e em São Paulo (estado).

Para manter a existência  e a proteção dos animais, foram criados unidades de conservação da espécie. Além disso, existe muitos projetos de pesquisas e várias ações de conservação para retirá-las da ameaça de extinção.

Reprodução

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Estadão

A anta pode ficar até 14 meses em gestação e gerar apenas um filhote. Eles nascem pesando de 7 kg a 9 kg, e vivem com suas mães até completarem um ano.

Inicialmente, a pelagem da anta tem listas brancas, que os ajudam a se camuflar nas matas. Elas desaparecem, aproximadamente  aos 6 meses de idade. Em seguida, ela passa a ter a mesma tonalidade do animal adulto.

As antas só alcançam a maturidade sexual aos 3 anos. Isso serve tanto para as fêmeas, quanto para os machos.

Apesar disso, esses animais vivem em torno de 22 anos, se estiverem em ambiente aberto. Ou seja, têm muito tempo para a procriação. Por outro lado, ao viverem em cativeiro, podem chegar a ultrapassar os 30 anos de idade.

Por serem animais solitários, as antas só formam casais para a reprodução. Nesse período, os machos conseguem atrair as fêmeas a partir de um assobio muito alto e estridente. Logo após o acasalamento, que pode acontecer tanto dentro quanto fora da água, o casal se separa.

Anta e seu significado negativo

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Ipe

Há muito tempo, chamar alguém de anta é a mesma coisa que chamá-lo de idiota ou burro. Existem algumas justificativas, não tão boas, que explicam essa associação.

A primeira é que o período de gestação do animal se assemelha ao do burro. A segunda é que esses animais possuem uma visão ruim, portanto, ao sentirem uma ameaça, saem correndo e destruindo tudo à sua frente.

Apesar disso, a associação pejorativa ao nome não faz jus ao animal. Na verdade, as antas são muito inteligentes.

Cientificamente, elas possuem um número muito grande de neurônios e são muito espertas. Além disso, as antas têm uma memória tão boa que pode ser comparada com a de um elefante. E, quase como para compensar a visão ruim, a audição do animal é bastante precisa.

Além da inteligência, as antas auxiliam na preservação dos biomas brasileiros. Isso porque elas são grandes e conseguem se alimentar de frutas inteiras, incluindo o caroço. Logo, ao evacuarem aquele alimento em outra parte da floresta, elas acabam deixando também as sementes por ali.

E, para finalizar, elas também foram responsáveis por criar alguns caminhos no princípio da história do Brasil. Como já dito, por sua visão ruim, as antas acabam por atropelar tudo o que tiver na sua frente. Isso acabou fazendo com que elas criassem trilhas no meio da vegetação, que eram aproveitadas pelos índios e pelos bandeirantes.

Gostou da matéria? Em seguida conheça mais sobre outro animal: Corujas – Hábitos, características e curiosidades sobre a ave.

Imagens: Ipe, Oeco, Estadao, Pinterest

Fontes: Britannica, Infoescola, Pontobiologia, Worldanimalprotection

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