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Carro elétrico – História e características dos veículos movidos a energia

O carro elétrico foi criado no século 19, mas passou muito tempo sem ser produzido. Atualmente, várias empresas investem no modelo.

Atualizado em 14/10/2020

Apesar de ser um assunto recorrente, o carro elétrico está longe de ser uma invenção recente. Isso porque, o primeiro modelo desse veículo foi criado no final do século XIX. Desde sua criação, essa forma de locomoção passou por altos e baixos e chegou a ficar um tempo longe do mercado.

Atualmente, o carro elétrico está em alta nos grandes assuntos, por se tratar de uma forma alternativa de transporte. Além disso, como não é movido a combustíveis fósseis, esse tipo de veículo também é considerado uma maneira mais limpa de locomoção.

A história desse veículo começa, oficialmente, em 1800, quando  inventores da Hungria, da Holanda e dos Estados Unidos criaram protótipos de carros movidos bateria. No entanto, cada um desses países viu surgir os veículos em anos diferentes e em formatos distintos.

História do carro elétrico

Fonte: Clima Info

A priori, o carro movido a energia elétrica surgiu 1828, quando o engenheiro, físico e  sacerdote Anyos István Jedlik criou o primeiro modelo. Entretanto, o título de inventor oficial do carro elétrico vai para Thomas Davenport, que criou uma locomotiva movida a imãs no ano de 1834.

Apesar de não ser exatamente um carro elétrico, a criação de Davenport ajudou a criar o que viria a ser. Desse modo, entre 1832 e 1839, o escocês Robert Anderson criou uma espécie de carruagem elétrica. No entanto, não há relatos exatos que comprovem a data o a eficiência desse modelo.

Até aqui, temos modelos e tentativas, mas nenhuma delas é efetivamente, um carro elétrico. Já na França, nos anos de 1859 e 1881, dois inventores criaram baterias recarregáveis de chumbo. Essa invenção foi decisiva para a que o carro elétrico surgisse.

Desse modo, entre os anos de 1880 e 1890, o estadunidense William Morrison trabalhou em modelos de um carro elétrico. Thomas Edison também ajudou a criar modelos desse veículo. Sendo assim, em 1990, os carros elétricos representavam cerca de um terço do total dos carros dos Estados Unidos.

Eles eram mais silenciosos que os demais e também mais fáceis de operar. No entanto, algumas desvantagens fizeram com que o carro elétrico fosse deixado de lado em relação aos movidos a gasolina. A principal delas era, sem dúvidas, a baixa capacidade de carga da bateria.

Desaparecimento

Fonte: Engenharia 360

Após a criação de diversos modelos, o carro elétrico perdeu força e desapareceu, quase totalmente do mercado. Isso porque, a partir dos anos de 1920, ficou evidente que os veículos a gás eram mais potentes e rodavam mais tempo. Desse modo, Henry Ford passou a fabricar carros a gás em massa e o arranque elétrico inventado por Charles F. Kettering dispensou a necessidade de uso da manivela.

A partir de 1935, o carro elétrico deixou de ser produzido em definitivo. Apenas em 1966, sua produção cogitou ser retomada, como parte de um conjunto de medidas para frear a poluição ambiental. Desse modo, a partir da década de 70, diversas montadoras passaram a investir na criação de novos modelos.

A produção do automóvel elétrico ganhou impulso em 1990, com um acordo ambiental chamado de Veículos Emissão Zero da Califórnia, que criava um sistema de créditos. Desse modo, empresas que produzissem e vendessem carros elétricos tinham certas vantagens.

Retomada

Fonte: Auto Papo

Os carros elétricos passaram a ganhar força a partir do final do século 20. Em 1997, a Toyota lançou o Prius, primeiro carro híbrido produzido em série. Já em 2006, a Tesla Motors lançou o Tesla Roadster, veículo esportivo de luxo que foi produzido em massa e mudou a concepção acerca do carro elétrico.

Já em 2011, foi a vez da Nissan lançar o Leaf, mais uma opção de automóvel elétrico. Dessa vez, contudo, trata-se de um modelo considerado ecológico e popular, não mais um carro de luxo. Apesar de diversos modelos disponíveis, o carro elétrico ainda enfrenta dificuldades em se firmar no mercado automobilístico.

Certamente, a principal dificuldade do automóvel elétrico é o tempo necessário para recarga da bateria. De modo geral, é necessário deixar o veículo recarregar por 8 horas, conectado em uma fonte de energia elétrica, após 300 quilômetros rodados. Além disso, esses modelos costumam ser mais caros que os tradicionais.

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Fonte: Auto Papo, Engenharia 360, Clima Info

Por <a href='https://segredosdomundo.r7.com/author/amandasales/' rel='dofollow' class='dim-on-hover'>Amanda Sales</a>
Por Amanda Sales
Jornalista, escritora, redatora e social media. Gosto de coisas demais para caber aqui. Instagram: @tobemcansada