Como são feitas as moedas que estão no seu bolso?

Nem todo mundo gosta de andar com os bolsos cheios de moedas, porque as bichinhas costumam pesar e não são nada práticas… a não ser, é claro, que sejam moedas raras ou colecionáveis, como as das Olimpíadas, que são moedas que valem uma grana. Não é mesmo?

Mas, gostos à parte, você já parou para pensar como são feitas as moedas que facilitam seu troco todos os dias? Mesmo que sua resposta seja um “não” sonoro, temos certeza que você vai amar saber o que tem na composição delas… e olha que não é pouca coisa, hein!?

Claro que a Casa da Moeda, responsável pela fabricação de todo o dinheiro brasileiro desde a época do Brasil Colônia, não revela a forma como são feitas as moedas e as cédulas nacionais por questões óbvias: você não pode aprender a fazer seu próprio dinheiro. No entanto, algumas etapas da fabricação das moedas são conhecidas e são bem interessantes.

Como relação à moeda de R$ 1, por exemplo, o aço inoxidável dos núcleos e o aço carbono dos anéis são feitos por fornecedores diferentes. Quando as partes chegam à Casa da Moeda, elas são unidas, passam pela cunhagem e são estampadas nas duas faces. Isso tudo acontece, aliás, em frações de segundos, sendo possível produzir 650 moedas por minuto!

Depois dessa fase, em que são feitas as moedas, elas são contadas, embaladas e passam por um rigoroso controle de peso, feito manualmente, por funcionários. Em seguida, elas são colocadas em caixas, organizadas em paletes, e seguem para o cofre, ondem esperam até serem requisitadas pelo Banco Central. Só então são colocadas em circulação.

Mas, o processo pelo qual são feitas as moedas não é a parte mais interessante da fabricação. Como você vai ver abaixo, a composição das moedas é riquíssima e aglomera um grande número de metais, como ninguém imaginaria. Quer ver?

Veja como são feitas as moedas que estão no seu bolso:

Moeda de R$ 1

Anel
Ferro mais de 99%
Carbono entre 0,06% e 0,08%
Manganês 0,35%
Fósforo 0,03%
Enxofre 0,05%
Revestimento de bronze:
Cobre entre 86% e 89%
Estanho de 11% a 14%

Núcleo
Cromo entre 16% e 18%
Carbono aprox. 0,12%
Silício aprox. 1%
Manganês aprox. 1%
Enxofre aprox. 0,030%
Fósforo aprox. 0,040%
Ferro entre 80% e 82%

Moeda de R$ 0,50

Cromo entre 16% e 18%
Carbono aprox. 0,12%
Silício aprox. 1%
Manganês aprox. 1%
Enxofre aprox. 0,030%
Fósforo aprox. 0,040%
Ferro entre 80% e 82%

Moedas de  R$ 0,10 e R$ 0,25

Ferro mais de 99%
Carbono entre 0,06% e 0,08%
Manganês 0,35%
Fósforo 0,03%
Enxofre 0,05%
Revestimento de bronze:
Cobre entre 86% e 89%
Estanho de 11% a 14%

Moeda de R$ 0,05

Ferro mais de 99%
Carbono entre 0,06% e 0,08%
Manganês 0,35%
Fósforo 0,03%
Enxofre 0,05%
Revestimento de cobre (Exatamente por causa deste revestimento, esta é a moeda que mais sofre com a corrosão).

Você sabia que a “receita” das moedas era complexa assim? E, falando em moedas, você vai gostar de conferir ainda: Porque todo mundo deveria manter uma moeda no congelador.

Fonte: Revista Galileu