Por que o NuBank está sendo cancelado?

Nubank enfrenta cancelamento em massa após comentários polêmicos de co-fundadora sobre diversidade e convite controverso para evento da Brasil Paralelo.


Recentemente, o Nubank, um dos bancos digitais mais populares do Brasil, tem enfrentado uma onda de críticas e cancelamentos por parte dos seus clientes. Tudo começou com uma série de eventos que culminaram em uma crise de imagem para a fintech. Vamos entender os detalhes dessa história que tem dado o que falar.

A Entrevista Polêmica de Cristina Junqueira

No final de outubro de 2020, Cristina Junqueira, co-fundadora do Nubank, participou de uma entrevista na TV onde foi questionada sobre a inclusão de negros em posições de liderança na empresa. Sua resposta foi considerada insensível e preconceituosa. Junqueira afirmou que o Nubank não poderia “baixar seus padrões” para contratar mais pessoas negras. Ela disse: “Não funciona você colocar uma pessoa que depois não vai conseguir trabalhar, desenvolver e avançar na carreira”. Essa declaração provocou uma avalanche de críticas nas redes sociais, com muitos clientes expressando decepção e prometendo cancelar suas contas e cartões de crédito do Nubank​ (Thomson Reuters Foundation)​​ (Nasdaq)​.

A Reação nas Redes Sociais

As redes sociais foram inundadas de críticas imediatamente após a entrevista. A hashtag #CancelaNubank começou a ganhar força, e a imagem da fintech, que sempre se posicionou como inovadora e inclusiva, ficou manchada.

A Resposta do Nubank

O Nubank tentou apagar o incêndio emitindo uma declaração pública de desculpas e se comprometendo a aumentar a diversidade dentro da empresa. Em uma carta intitulada “Nubank Falhou”, a fintech prometeu estabelecer metas de inclusão racial até novembro daquele ano. Eles reconheceram que falharam em suas metas de diversidade e prometeram tomar medidas concretas para corrigir isso​ (Thomson Reuters Foundation)​.

O Convite da Brasil Paralelo

Se não bastasse a polêmica da entrevista, outro evento jogou mais lenha na fogueira. Cristina Junqueira recebeu um convite para participar do “Brasil Paralelo Summit 2024”, um evento organizado pela Brasil Paralelo, conhecida por sua abordagem conservadora. Este evento reúne figuras proeminentes do cenário político e empresarial brasileiro para discutir temas de economia, política e cultura, sempre com um viés conservador.

A Nova Onda de Críticas

A associação com a Brasil Paralelo gerou uma nova onda de críticas. Muitos clientes viram o convite como uma confirmação de que Cristina e, por extensão, o Nubank, poderiam estar alinhados com ideais políticos conservadores. As redes sociais novamente explodiram em críticas, com muitos clientes reafirmando a decisão de cancelar suas contas e cartões​ (Nasdaq)​.

Declarações Adicionais e Reações

Nos dias que se seguiram, o presidente do Nubank, Youssef Lahrech, defendeu Cristina Junqueira. Em uma nota interna aos funcionários, Lahrech afirmou que a participação de Junqueira no evento não violou o código de conduta do banco. Ele enfatizou que o Nubank não é parceiro da Brasil Paralelo e que a empresa não apoia movimentos políticos ou religiosos. A nota também reiterou o compromisso do banco com a diversidade e inclusão. Além disso, a nota esclareceu que a postagem de Junqueira no Instagram, agradecendo o convite para participar de uma palestra de Jordan Peterson, não representava uma parceria oficial​ (Agência Pública)​​ (Rede Brasil Atual)​.

Situação Atual

O Nubank agora enfrenta o desafio de reconquistar a confiança dos seus clientes e melhorar sua imagem pública. A empresa está sob escrutínio constante, e cada movimento será crucial para determinar seu futuro em meio a um mercado altamente competitivo e atento às questões de responsabilidade social e diversidade.

Outras postagens