Glutamato monossódico, o sabor que mata

Nem sal, nem açúcar. O “tempero” mais perigoso do mundo e que vai no seu prato diariamente é o glutamato monossódico, glutamato de sódio ou GMS, mais conhecido por aí como ressaltador de sabor. Você já ouviu falar?

Para quem não sabe, o glutamato monossódico ele é adicionado aos alimentos, especialmente aos industrializados, fast foods e à comida japonesa; para ressaltar o 5º sabor básico que sentimos em nosso paladar: o unami. Assim como o doce, o azedo, o amargo e o salgado, este sabor é encontrado naturalmente em alguns alimentos e, embora só seja sentido após os demais sabores, ele é o responsável pela sensação agradável que permanece na boca.

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Descoberto em 1908, pelo japonês Kikunae Ikeda, o sabor unami estimula a salivação e permite que nosso paladar se abra para uma melhor percepção de outros sabores. É basicamente por isso que o glutamato monossódico é comercializado como ressaltador de sabor, entendeu?

Vilão da cozinha

E se você está se perguntando porque o glutamato é tão nocivo à saúde, a resposta é simples: a concentração de sódio em sua fórmula. Isso porque, embora seja muito importante para o equilíbrio de nossa saúde, o sódio (também abundante em nosso sal) pode trazer sérias complicações se consumido em excesso.

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Hipertensão, AVC, infarto, aneurisma, demência, Alzheimer, insuficiência renal crônica, doenças respiratórias e retenção de líquido são apenas alguns dos possíveis efeitos colaterais do alto consumo de ressaltadores de sabores por muito tempo. Fora os efeitos controversos que os intolerantes à composição do glutamato de sódio podem sofrer logo após a ingestão, como coceira, náuseas, suor excessivo, dor no peito, dormência na boca e na garganta, fadiga, palpitações, dificuldade de respirar e alergias.

Só para você ter ideia dos riscos, organizações internacionais de saúde indica que a ingestão diária de sódio para cada pessoa seja de 2,3 gramas. O glutamato é composto por 21% de sódio e, com certeza, não será o único tempero a ser acrescentado ao seu almoço ou jantar. Além disso, o ressaltador só conta um terço do nutriente que é encontrado no sal de cozinha.

Pode ou não comer glutamato monossódico?

Apesar de todos os dados alarmantes com relação ao aditivo, ainda não existe um consenso sobre o glutamato ser eleito o maior vilão da cozinha e merecer o título do “sabor que mata”.

Conforme a Agência Regulatória para Alimento, Medicamentos e Cosméticos dos Estados Unidos (FDA, sigla em inglês) o glutamato monossódico é seguro se consumido com moderação, muito embora a própria agência já tenha relatado um crescente aumento de reações negativas à ingestão do tempero. Dessa forma, fica com a consciência de cada um consumir ou suspender a ingestão do aditivo.

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A grande problema, no entanto, é que muitas vezes ingerimos o ressaltador de sabor na composição de outros alimentos que dificilmente nos levantariam suspeitas. Na lista abaixo, aliás, você confere alguns dos alimentos que mais contém glutamato e você nem desconfiava:

Molhos e condimentos prontos, enlatados ou instantâneos
Caldos para carnes, aves e peixes
Alimentos em conserva
Comidas prontas ‘diet’
Salgadinhos industrializados como batatas fritas, cheetos e nachos
Carnes e linguiças curadas e defumadas
Temperos e especiarias prontos e industrializados
Comida congelada
Ketchup
Proteína vegetal hidrolisada
Sopas em pó ou enlatadas
Ressaltadores de sabor

Como saber se estou comendo?

Para saber se você está consumindo ou não glutamato monossódico não deixe de ler o rótulo dos alimentos. A menos que você coma em restaurantes japoneses ou compre o ressaltador de sabor, o aditivo normalmente aparece no final da lista de ingredientes dos alimentos industrializados.

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E, como este não é o único “veneno” que você consome todos os dias, não deixe de conferir ainda: 10 alimentos prejudiciais à saúde que você come todos os dias.

Fontes: Mundo Conectado, Vida Sim, PuraEco