5 coisas que acontecem com o corpo depois da morte

Mais que um tabu, a morte é um mistério para todo mundo. Isso porque muita coisas sobre ela e seus reflexos sobre os corpos já foi estudada e, mesmo assim, há ainda uma infinidade de outros detalhes que os cientistas ainda precisam compreender.

Nós, os leigos, no entanto, raramente temos consciência do que acontece com nosso corpo depois de fazermos a inevitável “passagem” dessa para outra, não é mesmo? O máximo que sabemos é que alguma coisa ruim deve acontecer, caso o corpo demore muito para encontrar o repouso eterno, causando mal cheiro e uma sequência de acontecimentos não desejáveis.

Hoje, no entanto, vamos compreender, passa-a-passo, os principais acontecimentos que rolam assim que a morte chega e porque eles acontecem. Confira a lista:

1. Temperatura caindo

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O primeiro sinal de que o corpo está entrando em decomposição é a queda de temperatura. Assim que a pessoa morre, seu organismo passa a esfriar cerca de 1,5ºC por hora, até chegar à temperatura ambiente. Em seguida, é a vez do sangue tornar-se mais ácido, uma vez que sem oxigênio, fica acumulado dióxido de carbono nesse fluído. É aí, então, que as células começam a se dividir, esvaziando as enzimas dos tecidos.

2. Ficando pálido

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Outro processo que se inicia, logo após a morte, é a palidez. Isso acontece porque as células vermelhas do sangue passam a se concentrar na parte do corpo mais próxima ao chão, uma vez que a circulação foi interrompida. Aliás, é por isso que manchas rochas ajudam a identificar a posição em que o corpo estava no momento da morte.

3. Enrijecimento 

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Em média, três horas depois da morte, começa o processo de endurecimento do corpo, que atinge seu auge 12 horas depois da “passagem”, findando completamente após 48 horas. Esse processo de enrijecimento acontece devido à falta de circulação sanguínea, que para de regular a distribuição de cálcio no sangue. Como resultado disso, o morto endurece e tem os músculos contraídos.

4. Putrefação

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Uma mistura de micróbios e as enzimas liberadas pelo pâncreas dá início ao processo de apodrecimento do organismo morto. Literalmente, o corpo passa a ser consumido de dentro para fora, liberando uma tonalidade verde e dando início ao mal cheiro tão característico. Inclusive, são as bactérias, que tomam conta do corpo, que liberam esse fedor, composto principalmente por substâncias chamadas putrescina e cadaverina.

5. Enceramento 

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Outro processo que pode acontecer é a cobertura total do corpo por uma espécie de cera, a adipocera, formada por alterações químicas resultantes da decomposição dos tecidos pelas bactérias. Isso é mais fácil de acontecer se o morto ficar em contato com a água fria ou com o solo e funciona como uma mumificação natural, digamos assim. Contam que o processo é tão potente que é capaz de conservar os órgãos internos do corpo por séculos, como no caso de um cadáver, encontrado em uma baía, na Suíça, que os legistas estimam ter 300 anos.

Louco, não?