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Mulher trans que escapou do Egito quase é presa e morta por autoridades

Ritaj, a mulher trans que escapou do Egito durante a pandemia do novo coronavírus recebeu a ajuda de Iman Le Caire, uma transgênero árabe.

Ritaj, a mulher trans que escapou do Egito durante a pandemia do novo coronavírus, recebeu a ajuda de Iman Le Caire, uma transgênero árabe. A vítima recebeu a condenação de 100 chibatadas por homossexualidade e também a prisão. 

Segundo as leis locais, Ritaj poderia ter sido morta a pedradas. Sendo assim, as duas mulheres trans conversavam por telefone e organizavam documentos para fugir do Egito. Além disso, geraram uma página na internet com o nome GoFundMe.

O objetivo do site era fazer a arrecadação de dinheiro para as taxas legais. Portanto, toda a ação foi com o auxílio de Aliyah, uma ativista que também é trans.

A fuga

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Para escapar do Egito, Ritaj teve de manter uma aparência masculina na primeira fase do plano para que não houvesse questionamentos durante a fuga. Por isso, o trajeto levou 36 horas de carro. Ademais, foi necessário ir de avião para o Cairo. 

Ao chegar lá, um advogado a acompanhou até a França, onde conseguiu um visto humanitário. Sendo assim, conseguiu seguir com uma vida nova. 

LGBTQIA+ no Egito

Mulher trans que escapou do Egito quase é presa e morta por autoridades

De acordo com Ritaj, várias pessoas da comunidade LGBTQIA+ não conseguem sair do Egito por serem presas por autoridades locais. Além disso, muitos familiares os abandonam, não conseguem trabalho e viram moradores de rua apenas por ser quem são. Ademais, a ausência de uma lei que as proteja também é um fator problemático.

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Sexualidade e identidade de gênero são vistas como imoralidade no País. Portanto, sofrem por violência física e mental, principalmente cometidos pelos próprios familiares. 

Vida de Iman

Mulher trans que escapou do Egito quase é presa e morta por autoridades

Iman nasceu como um menino em uma aldeia rural no Egito. No entanto, sempre soube que era na verdade uma mulher. Por isso, desde criança recebia insultos devido a sua maneira feminina de se portar. 

Ela conta que aos 8 anos foi vítima de estupro durante 2 anos por uma pessoa próxima à família. Quando o caso foi descoberto, os parentes culparam Iman por desonra e tentaram matá-la com um golpe de faca no peito. Ela recebeu socorro de sua irmã e foi para o hospital.

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 Após a transição, escolheu se chamar “Iman” como homenagem para a irmã que a salvou e possui o mesmo nome. Por ter um namorado, ela virou caça de policiais diversas vezes. Sendo assim, a mulher trans escapou do Egito com um visto de turista para Nova York, nos Estados Unidos da América (EUA). Lá, recebeu um lugar para morar. Anos depois, se dedicou a ajudar pessoas na mesma situação.

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