Nutella pode causar câncer, segundo organismo de Segurança Alimentar europeu

Os fanáticos por Nutella, o creme de avelã mundialmente famoso da marca Ferrero, levaram um verdadeiro susto há alguns dias. Isso porque, segundo análises da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) na composição do produto, a Nutella possui contaminantes que podem causar câncer depois de anos de consumo.

A notícia, obviamente, escandalizou muita gente. Dizem por aí que algumas pessoas estavam, inclusive, com a boca cheia de Nutella quando leram essa acusação.

Os especialistas disseram que o óleo de palma (conhecido no Brasil como óleo de dendê), que é a principal ingrediente do creme, conta com alto teor de poluentes. Por causa disso, quando submetido a temperaturas maiores que 200 ºC, o óleo libera ácidos graxos cancerígenos.

O reboliço foi tão sério e pegou tanta gente de surpresa que uma grande rede de supermercados italianos chegou a retirar das gôndolas produtos com óleo de palma na composição. E, sim, a Nutella foi retirada juntamente com os demais.

E a Nutella, o que diz disso?

Mas, ao que tudo indica, a situação já não está tão caótica. Antes de você pensar em se livrar de todo seu estoque de Nutella para o final de semana, a empresa responsável pelo produto se manifestou em sua defesa.

Conforme a Ferrero, o consumo do óleo de palma na Nutella não causa qualquer risco ou dano à saúde, já que o ingrediente não chega a 200 ºC na produção do alimento. Ou seja, você pode comer sua Nutella em paz.

A empresa disse ainda que o óleo é mantido em baixa pressão, o que torna o processo de produção da Nutella mais lento e mais caro. E, embora seja possível produzir o creme de avelã com outros óleos vegetais, a empresa explicou que isso tornaria o processo US$ 22 milhões mais caro e com qualidade inferior.

E aí, depois dessa você vai conseguir terminar aquele pote de Nutella do armário? Se sim, essa outra matéria pode ser uma grande aliada nessa sua missão: Comer doces no café da manhã ajuda a emagrecer, segundo a Ciência.

Fonte: Jornal Ciência, O Globo