Biografias

Salman Rushdie, autor de “Os Versos Satânicos” sofre perseguição

Nos últimos 33 anos, o autor de renome mundial Salman Rushdie viveu sob ameaça por causa de sua obra 'Os Versos Satânicos'.

Salman Rushdie, o autor cujos escritos levaram a ameaças de morte do Irã na década de 1980, sofreu uma tentativa de assassinato em 12 de agosto de 2022, quando estava prestes a dar uma palestra no oeste de Nova York.

Rushdie é alvo de uma fatwa, ou seja, sentença de morte iraniana, desde o lançamento de seu livro de 1988, “Os Versos Satânicos”, pelo qual foi acusado de menosprezar o profeta Maomé.

Uma recompensa de US $ 3 milhões permanece contra ele e ele passou muitos anos escondido, enquanto houve muitos protestos contra seu trabalho. Aliás, o cidadão britânico/americano de 75 anos é visto como um defensor da liberdade de expressão em muitas partes do mundo ocidental.

Vamos saber mais sobre ele neste artigo.

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Ataque a Salman Rushdie

Em 12 de agosto Rushdie recebeu golpes de faca no pescoço e no abdômen, por um homem que invadiu o palco quando o autor estava pronto para dar uma palestra no oeste de Nova York.

Após o ataque, o autor de “Versos Satânicos” foi levado às pressas para um hospital onde passou por uma cirurgia. O autor foi levado para um hospital em Erie, Pensilvânia, de helicóptero.

Rushdie está “no caminho da recuperação”, disse seu agente à imprensa. Seu agressor, Hadi Matar, foi acusado de tentativa de homicídio e agressão.

“Os Versos Satânicos”

Tudo começou depois que Rushdie publicou seu quarto romance, “Os Versos Satânicos”, em 1988. A história gira em torno de dois muçulmanos indianos que vivem na Inglaterra. Ele reimagina partes da vida do profeta Muhammad (Maomé) e em uma seção sugere que o fundador do Islã pode ter flertado com o politeísmo.

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Com efeito, Os Versos Satânicos receberam uma reação imediata e violenta dos muçulmanos que acharam as representações do Islã no livro um insulto.

Poucos meses após sua publicação, a proibição a obra se estendeu em vários países como Irã, Índia, Bangladesh, Sudão, África do Sul, Sri Lanka, Quênia, Tailândia, Tanzânia, Indonésia, Cingapura, Venezuela e Paquistão.

Perseguição a tradutores do livro

A controvérsia também desencadeou protestos violentos e ataques a livrarias em todo o mundo. Várias pessoas ligadas ao romance também estavam sob ameaça – incluindo Hitoshi Igarashi, um estudioso japonês que traduziu o livro, que foi morto em 1991.

Em 1989, o líder do Irã pediu o assassinato de Rushdie, ofertando uma recompensa de vários milhões de dólares. O Irã se afastou da ordem religiosa em 1998, dizendo que “não apoiaria nem impediria as operações de assassinato de Rushdie”. No entanto, ele não retirou oficialmente a fatwa.

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Rushdie escreveu um livro de memórias o lançou em 2012, sobre seu tempo na clandestinidade. Ele vivia sob o pseudônimo de Joseph Anton.

Biografia de Salman Rushdie

Rushdie, 75, nasceu na Índia e depois cresceu na Inglaterra. Em suma, ele escreveu 14 romances, muitos com tradução em mais de 40 idiomas e que receberam inúmeros elogios. Em 2008, Rushdie recebeu o título de cavaleiro pela rainha Elizabeth II.

“Os Versos Satânicos”, de Rushdie, uma das obras mais polêmicas da história literária recente, provocou instantaneamente protestos violentos em todo o mundo.

A esposa de Rushdie por 13 meses, a escritora Marianne Wiggins, se escondeu com ele quando surgiu a ameaça de morte. Ela logo voltou a aparecer informando o fim de seu casamento com o autor.

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Em 1990, Rushdie lançou o romance de fantasia “Haroun e o Mar de Histórias”, escrito para seu filho (de um primeiro casamento), Zafar. Naquele mesmo ano, Rushdie abraçou publicamente o Islã e pediu desculpas aos ofendidos pelos Versos Satânicos.

Ele fez várias aparições em livrarias de Londres para autografar seu mais novo trabalho. No entanto, mesmo após a morte do aiatolá, seu sucessor, o presidente do Irã, Hashemi Rafsanzani, recusou-se a suspender o decreto de morte. Rushdie continuou a aparecer em público apenas ocasionalmente, e depois sob forte segurança.

Até o dia do ataque, Rushdie vivia longe dos holofotes. Aliás, ele se casou novamente e se tornou pai pela segunda vez; e ocasionalmente, fazia aparições no rádio.

Fontes: Uol, BBC, Estado de Minas, Aventuras na História

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