Fotógrafa retrata albinos africanos que vivem isolados por medo de feitiçaria

Naturalmente os albinos correm maiores riscos devido ao defeito genético que afeta a produção de melanina, o que eleva drasticamente as chances de cegueira e câncer de pele, por exemplo. Mas na Tanzânia, África, os riscos são ainda maiores para quem nasce com essa condição.

Enquanto em alguns lugares do mundo os albinos conseguiram encontrar brechas contra o preconceito e os estigmas sociais, até mesmo ganhando espaço no mundo da moda, na Tanzânia, porém, eles são caçados por seus ossos – superstições locais dizem que eles podem trazer riquezas.

Jacquelyn Martin, uma fotógrafa e jornalista, retratou a vida de um grupo de albinos vivendo em uma vila protegida, onde o albinismo se torna uma questão de vida ou morte

A fotógrafa documentou a perseguição que essas pessoas com albinismo sofrem na Tanzânia, elas são atacadas por bruxos/feiticeiros que cobiçam partes de seus corpos, usadas em poções mágicas para trazer a riqueza. “Os membros são vendidos por centenas de dólares, um corpo inteiro pode valer até US $ 75.000”, diz ela em entrevista à Smithsonian.

Confira a série de fotografias da jornalista Martin:

Lukia Dominic, de 50 anos, vive no Kabanga Protectorate Center para albinos em Kabanga, na Tanzânia, depois de assassinatos perto de sua aldeia, incluindo o de uma criança

Adultos e crianças se reúnem para um jantar de ugali e feijão no Kabanga Protectorate Center.

Angel Salvatory, 17 anos, se refugiou com sua mãe, Bestida, e seu irmão, Ezekial, no centro. Bestida conta que o pai de Angel queria ataca-la desde os três anos, devido ao sonho de ficar rico.

Crianças dormem sob mosquiteiros dentro do dormitório do Kabanga Protectorate Center

Epifania “Felicidade” Ezra, 16 anos.

Musa, idade desconhecida, foi abandonado no Kabanga Protectorate Center.

Zainab Mohamed, 12 anos.

Maajabu Boaz, de 20 anos, carrega facas por segurança, ele vive em uma aldeia no oeste da Tanzânia. Ele prefere viver em sua aldeia e se recusa a se mudar para um centro.

Zawia Kassim, 12 anos , vive no Kabanga Protectorate Center. Ela sonha em ser uma professora.

Yonge, 4 anos, foi abandonado pelos pais no Kabanga Protectorate Center. Um reverendo da Tanzânia pretende adota-lo.

 

 

Fonte: Smithsonian
Imagens: Jacquelyn Martin/Smithsonian