9 fatos abomináveis de Game of Thrones que acontecem na vida real

O mundo inteiro “perde a cabeça” pela série de George R. R. Martin, mas nem os fãs mais lunáticos de Game of Thrones podem negar que a trama é violenta, cheia de mortes, sangue, traições, decapitações e tudo o que há de mais negro na alma humana. Apesar disso, a inteligência da história prende a atenção e nos deixa loucos pelo próximo episódio.

O problema, no entanto, é que a perversidade retratada no enredo de Game of Thrones não se trata apenas de uma invenção da “mente insana” de seu criador. Para falar a verdade, muito dos atos brutais que a série mostra foram inspirados em acontecimentos históricos reais, que marcaram a trajetória da humanidade, sabia?

Por mais difícil que seja de acreditar, nosso passado está repleto de sangue, especialmente no período em que as antigas civilizações europeias estavam no auge de suas conquistas territoriais. Pode-se dizer até que, nessa época, o ser humano era mais selvagem que hoje em dia e não exitava um só segundo antes de tirar uma ou um milhão de vidas, especialmente quando isso envolvia cortar a cabeça de alguém.

Tenso, né? E isso porque você nem conferiu ainda os relatos de acontecimentos históricos da vida real que inspiraram alguns dos fatos e situações mais abomináveis da série. Mas isso você confere agora mesmo, na lista.

Confira 9 fatos abomináveis de Game of Thrones que acontecem na vida real:

1. Jantar Negro – Escócia, 1440

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Em Game of Thrones, o Casamento Vermelho foi bem sangrento, mas não ultrapassou em nada o verdadeiro episódio que aconteceu na vida real, durante o século 15. Conhecido como Jantar Negro, envolveu crianças, muita maldade e, claro, decapitações.

Na época, o rei James II, de apenas 10 anos, foi instruído por seus guardiões a organizar um jantar, onde estariam presentes o líder de um relevante clã escocês, William Douglas, de 16 anos; e seu irmão mais novo, David.

Tudo corria relativamente bem, quando os protetores de James II colocaram sobre a mesa a cabeça de um touro negro, símbolo da morte naquele tempo. Depois disso, mesmo sob pedidos de misericórdia do jovem anfitrião, os convidados William e David foram decapitados.

2. Guerra das Rosas – Inglaterra, 1455-1487

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Apesar do nome meigo, a Guerra das Rosas não foi nada doce e se compara à sangrenta disputa dos tronos na série. O episódio que aconteceu durante anos, no século 15, se tratava de um entrave entre as famílias Lancaster e York, que disputavam o trono inglês.

Dentre as várias batalhas do conflito está batalha de Wakefield, que resultou na morte de quase todo o clã York, incluindo seu líder. Este, aliás, foi decapitado e teve sua cabeça espetada nos portões de York.

3. Edward de Lancaster – Inglaterra, 1453-1471

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E se Joffrey, em Game of Thrones, era temperamental e odiado, na vida real Edward de Lancaster, de apenas 13 anos, não era mais amado que o personagem. Isso porque o herdeiro do trono inglês tinha como hobbie a guerra e tudo o mais que resultasse em banhos de sangue. Ele gostava, por exemplo, de decapitações e vivia surpreendendo seus “amigos” com lanças e espadas. Fofo, não?

4. Muralha de Adriano – Roma, 122 a.C

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E, se você acha a Muralha de Game of Thrones assustadora, imagine o que as pessoas pensavam sobre a Muralha de Adriano, construída mais de 100 anos antes do nascimento de Cristo? Na época, os romanos ergueram o paredão para manter os bárbaros longe de suas terras, onde hoje está a Escócia.

O pessoal do outro lado do muro, no entanto, não deixou barato. A Grande Conspiração de 367 foi o palco de muito horrores, quando soldados romanos traidores permitiram que algumas tribos do norte atravessassem a muralha rumo à Inglaterra. Incêndios, estupros, e mortes à rodo foi o que resultou daquele episódio.

5. Guerra dos 100 anos – Europa, 1337-1453

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Assim como na disputa pelo trono na série, quando os Westeros entram no páreo após a morte do Rei Robert, na vida real as lutas pelo poder também costumavam ser sangrentas. Um bom exemplo disso foi a Guerra dos 100 anos que, na verdade, durou 116 anos.

A disputa aconteceu na Europa, entre os séculos 14 e 15, quando muita gente morreu no conflito entre Inglaterra e França pelo território francês. Na terra ou no mar as batalhas eram acirradas, criando verdadeiros banhos de sangue. Foi nesse período, aliás, que Joana D’Arc morreu queimada, com apenas 17 anos, depois de entrar na guerra à favor da França.

6. Maldade mongol – Ásia e Europa, séculos 13 e 14

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E se os Dathraki deixam todo mundo arrepiado com a ferocidade com que tiram a vida de seus oponentes, os mongóis não ficavam atrás na vida real, entre os séculos 13 e 14. Nesse período, esse povo nômade espalhou o terror pela Ásia e pela Europa, devastando tudo por onde passavam.

Há até um boato histórico que conta que durante a invasão mongol à China, as ruas da capital ficaram engorduradas com a pele e a gordura das vítimas, espalhadas por todo o lado. Situação parecida também aconteceu na Rússia, mas nesse caso eles permitiram que algumas vítimas sobrevivessem para contar ao mundo o quanto eles eram cruéis.

7. O rei louco – França, século 14

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Embora em Game of Thrones Aerys impressiona com suas maluquices e maldades, a história da humanidade está cheia de exemplo de reis cruéis, que cometeram atrocidades. Charles VI, aliás, é um bom representante dessa “classe”.

Até um período de seu reinado, o monarca francês era popular, charmoso e amado pelo povo. No entanto, ele ficou muito doente, perdendo a partir de então os dentes, os cabelos e a sanidade.

Certa vez, ele matou quatro de seus cavalos, do nada, enquanto passeavam durante uma manhã. Outro episódio de loucura desse rei foi quando ela passou a acreditar que ela feito de vidro e exigia se vestir com revestimentos de ferro, para que ninguém o quebrasse.

8. Sawney Bean, os canibais – Escócia, século 16

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Em Game of Thrones, os Thenns nos assustam com seus hábitos canibais, se alimentando dos homens da Guarda do Norte. Na vida real, no entanto, esse “papel” era desempenhado por um clã escocês, do século 16, chamado Sawney Bean.

Eles ficavam escondidos em arbustos e atacavam quem cruzasse seus caminhos. As vítimas tinham o sangue bebido pelos integrantes do grupo, que dividiam o corpo em partes para que tivessem o que comer durante várias refeições.

Mas essa não era a única semelhança que esse clã da vida real tinha com o pessoa de Game of Thrones. Eles também tinham, como costume, o incesto.

9. Príncipes da torre – Inglaterra, século 15

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Assim como os filhos de Ned Stark foram caçados na série, depois da morte do monarca; na vida real a situação não era incomum quando herdeiros de tronos se viam órfãos. Um bom exemplo disso, aliás, aconteceu na Inglaterra, no século 15, quando os filhos do rei Edward IV, simplesmente sumiram.

Edward, de 12 anos; e seu irmão Richard, de 9 anos; foram presos em uma torre, pelo tio, Richard III, para que os meninos ficassem “seguros” até a coroação do mais velho. No entanto, poucos dias antes de assumir o trono, Edward e seu irmão sumiram misteriosamente e o tio acabou sendo coroado. As más linguás, claro, contam que as crianças foram mortas.

Uma última curiosidade sobre essa história: o tal tio Richard III também não teve um destino melhor que seu sobrinhos. Ele foi o cara que acabou com a cabeça espetada nos portões de York, como mencionamos no início, lembra? Pois é.

Viu só como nossa história também foi abominável? Mais horripilante que isso só a história real que inspirou O Massacre da Serra Elétrica.

Fontes: Revista Galileu, BuzzFeed