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Asclépio – Origem, simbolismo e personificação do deus da medicina

Na mitologia Asclépio desenvolveu o dom da cura e precursor da medicina grega. Além disso, era representado pela figura de uma serpente.

A mitologia grega possui várias figuras representativas encontradas nos dias atuais. Um deles é Asclépio, que ficou conhecido como o deus da medicina. Por ser associado à medicina, entretanto, o deus preocupava-se com saúde e também com os problemas do homem. Ele também era chamado de Esculápio pelos povos de língua latina. 

No entanto, Asclépio nasceu como mortal, porém as suas ações o fizeram deus encontrado na Terra, entre os homens, curando doenças. Posteriormente, Asclépio também surgiu como deus na mitologia grega, com poder de curar enfermos. Contudo, alguns registros históricos dizem que ele se transformou em uma constelação: o Serpentário. 

Há divergências entre historiadores da medicina quanto ao simbolismo de Asclépio. Todavia, o símbolo que se conhece é representado pelo bastão ou caduceu, e pela serpente entrelaçada.

Ainda assim, a história traz que os cabelos eram de serpentes, dentes grandes, garras de bronze, Além disso, possuía asas de ouro, para que pudesse voar; olhos que lançavam chispas e um olhar que transformava em pedra aqueles que o olhassem. 

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Asclépio - Origem, simbolismo e personificação do deus da medicina
Imagem: wikipedia

Origem

Há divergências também sobre a verdadeira história do nascimento de Asclépio. No entanto, a mais retratada na mitologia é que era filho de Apolo, deus da juventude e da luz e de Coronis, filha de Phlegyas, Rei dos Lapiths da Tessália.

Ainda assim, algumas versões mostram que Coronis era amante de Apolo. Aliás, a mãe do deus da medicina teria sido morta por Apolo, ou melhor, por Artemisa, deusa ligada à vida selvagem. Dizem, inclusive, que ela teria lançado suas setas contra Coronis a pedido de Apolo. 

Não obstante, a mitologia diz que a infidelidade a Apolo foi a causa da sua morte, já que ela era apaixonada pelo filho de ÉlatoÍsquis. A infidelidade foi descoberta por Apolo através de um corvo branco, ou seja, seu mensageiro.

A mitologia grega traz outra interpretação sobre a morte de Coronis. Sendo assim, diz-se que no momento em que ela seria queimada, Apolo retirou do seu ventre o menino, ou seja, Asclépio. 

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Devido à notícia ruim que comunicou, o corvo teve suas penas brancas transformadas em negras. Ademais, Asclépio foi entregue ao centauro Chiron, que o ressuscitou e lhe ensinou a medicina e as artes da cura. 

Apolo, então, passou a educação de Asclépio ao centauro Quíron. Assim, ele passou parte da vida na caverna de Quíron, no monte Pélion, considerado um mestre.

Asclépio - Origem, simbolismo e personificação do deus da medicina
Imagem: Flickr

Arte da cura

Nesse período, tinha interesse nos conhecimentos de medicina, aperfeiçoando a arte de curar, conseguindo remédios para doenças. Asclépio, inclusive, teria ressuscitado o filho de Teseu, Hipólito. Além dele, também teriam sido ressuscitados Licurgo, Capaneu e o filho de Minos, Glauco.  

Contudo, a ressurreição ocorria com o uso do sangue, que escorria do lado direito da cabeça da Górgona, cortada por Atena. Esta, por sua vez, teria sido morta por Zeus, irritado com a interferência de Asclépio nas funções dos deuses.

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Como resultado disso, Apolo matou os Ciclopes por terem feito o raio que Zeus lançou contra Górgona. Assim, Zeus condenou Apolo a ser escravo do rei Admeto por cerca de nove anos. 

Por fim, Asclépio se tornou uma constelação, denominada Serpentário, pois acreditava-se que as serpentes desempenhavam função relevante na cura.  

Asclépio - Origem, simbolismo e personificação do deus da medicina
Imagem: Academia Médica

Filhos de Asclépio  

O deus da medicina foi casado com Epione, deusa do calmante. Contudo, ele teve oito filhos. 

  • Panacea – deusa de medicamentos 

  • Hygeia – deusa da saúde 

  • Iaso – deusa da recuperação 

  • Aceso – deusa do processo de cicatrização 

  • Aglaea ou Aegle – deusa da magnificência e esplendor 

  • Machaon e Podalirius eram curandeiros lendários que lutaram na guerra de Tróia 

  •  Telesphorus – junto com a irmã Hygeia, simbolizava recuperação 

Culto a Asclépio

Basicamente, o culto a Asclépio iniciou em Roma, devido a uma epidemia, ao enviar uma embaixada ao templo de Epidauro, cidade da Grécia Antiga, em busca de ajuda. Diante disso, o deus da medicina teria acatado a solicitação e acompanhado a embaixada em forma de serpente. 

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Ao chegar em Tibre, a serpente tomou posse da ilha, onde ergueu-se um templo dedicado ao deus. Como resultado disso, e devido ao reconhecimento, seus santuários converteram-se em sanatórios.

Entretanto, a arte da cura e da medicina era praticada pelos Asclepíades, como eram chamados seus seguidores. Dentre eles, um dos mais célebres era Hipócrates, precursor da ciência grega da medicina.

Asclépio - Origem, simbolismo e personificação do deus da medicina
Imagem: Mitos e Lendas

Segundo Hipócrates, a doença surge quando a natureza está em desequilíbrio físico ou psíquico. Ademais, consta na história que o culto a Asclépio firmou, principalmente no Peloponeso, onde se estabeleceu uma escola de medicina com práticas mágicas. 

Além disso, havia oráculos e, entre eles, o de Epidauro, onde enfermos buscavam respostas e cura para enfermidades. Assim, as serpentes eram consagradas a Asclépio devido à superstição de que elas possuíam a capacidade de juventude, advinda da troca de pele. 

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Fontes: Infopédia Cultura e Saúde Portal São Franscico

Imagens: Wikipedia Academia Médica Mitos e Lendas Médicos Escritores Flickr

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