Mundo Animal

Aves que não voam – Características e habilidades das espécies ratitas

Apesar de associadas sempre ao voo, existem espécies de aves que não voam e precisam utilizar de outras habilidades naturais.

Por P.H Mota

Assim que surgiram nos primeiros pontos da evolução natural, todas as aves tinham a capacidade de voar. No entanto, ainda que tenham mantido as asas, algumas espécies perderam essa habilidade natural. As aves que não voam estão inclusas na ordem Struthioniformes e são classificadas como ratitas.

Essa incapacidade de voar deve-se à perda da carena, um estrutura óssea presente no peito que permite o batimento das asas. Além disso, as plumas dessas aves também possui uma formação diferente das outras espécies.

Por outro lado, as aves que não voam são marcadas por pernas bem desenvolvidas. Dessa maneira, compensam a falta de voo com uma habilidade de corrida superior.

Origem das aves que não voam

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
Dinopedia

A princípio, todas as aves conseguiam voar, mas a habilidade foi perdida na linhagem evolutiva de algumas espécies. Um dos principais fatores que motivou essa adaptação foi a falta de predadores naturais para as espécies em alguns ambientes. Uma vez que precisavam voar com menos frequência, especialmente pelo gasto energético, o hábito foi perdido.

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Por outro lado, outras espécies ficaram com o voo prejudicado em razão do grande tamanho e peso que conseguiram desenvolver.

Ainda que não haja um consenso científico sobre o início da perda do voo, estima-se que isso tenha acontecido até o período Cretáceo Terciário. No entanto, há registros fósseis que indicam que aves que não voam já estavam presentes no Mioceno.

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Características das aves que não voam

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
National Geographic

As aves que não voam ocorrem somente no hemisfério sul, com exceção do avestruz. Além disso, as espécies são essencialmente herbívoras. Apesar de que exigem peculiaridades exclusivas de cada espécie, existem traços comuns a todas elas.

Uma vez que não voam, as aves ratitas são mais adaptadas para correr e nadar. Os ossos das asas também são reduzidos e mais pesados e as plumas mais presentes. Esses fatores permitem que as aves tenham mais peso, já que não precisam da redução para se manter no ar.

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Essas aves também não contam com o a quilha. Nas espécies voadoras, esse osso se conecta aos músculos que garantem o batimento das asas durante o voo.

Espécies de aves que não voam (Ratitas)

Avestruz

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
Maryland Zoo

O avestruz é a maior ave do mundo, podendo chegar a até 3m de altura. As espécies são naturais da África subsaariana e apresentam dimorfismo sexual, com machos de cor predominante preta e branca e fêmeas acinzentadas. Na época de reprodução, os machos também participam da choca dos ovos, que podem pesar até 1,5 kg. Os avestruzes podem correr a uma velocidade máxima de 70 km/h.

Ema

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
WikiAves

As emas são naturais da América do Sul e são encontradas principalmente no Brasil, nos estados de Goiás e Mato Grosso. São muito parecidas com os avestruzes, mas com tamanho reduzido de até 1,70 m. A corrida também é mais lenta, podendo atingir até 60 km/h. As espécies também possuem um alto poder de digestão, ingerindo até mesmo pedras como hábito. Isso porque elas ajudam a triturar alimentos no processo de digestão.

Emu

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
eBird

Apesar do nome parecido com o da ema, o emu é uma espécie diferente, nativa das planícies australianas. É a segunda maior ave do mundo, alcançando 2m de altura, ficando atrás apenas do avestruz. Além do tamanho, outra diferença é a ausência do dimorfismo sexual na espécie.

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Casuar

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
Newsweek

Os casuares são aves que não voam que também possuem talento de natação, inclusive na água do mar. São nativas da Oceania, com ocorrência em regiões da Austrália, Nova Guiné e ilhas vizinhas. A fisiologia é marcada por um corpo preto e cabeça e pescoço azuis. Pode atingir 1,70 m de altura, e velocidade 50 km/h, mas destaca-se pelo pulo de até 1,5 m.

Kiwi

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
Auckland & Beyond

Os kiwis são típicos da Nova Zelândia, sendo considerados símbolo desse país. Diferente das outras aves que não voam, são pequenos e têm em média 35 cm de altura e 3 kg. Outra diferença é a predominância por hábitos noturnos, com uma caça baseada no olfato e voltada a busca de pequenos animais, insetos e aranhas.

Pinguim

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
WWF

Pinguins são animais da ordem Spheniciformes, que inclui 18 espécies nativas de países do hemisfério norte. Apesar de não utilizarem as asas para o voo, conseguem nadar com muita precisão. Elas são capazes de reunir uma porção de ar ao seu redor, técnica que permite saltos precisos na hora de sair da água.

Outros tipos de aves que não voam

Pato vapor cinzento

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
cidade e cultura

A maioria das espécies do pato não entra na lista de aves que não voam, mas o pato vapor cinzento é uma exceção nesse grupo. A ave é encontrada em regiões da América do Sul, especialmente nos arredores da Terra do Fogo. São animais de hábitos primordialmente aquáticos, passando a maior parte da vida nesses ambientes.

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Marreco de Campbell

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
o eco

Assim como diz o nome, a espécie de marreco é endêmica das Ilhas Campbell, ao sul da Nova Zelândia. Atualmente, é classificada como em estado crítico de extinção, principalmente por conta dos fenômenos naturais que atingem a ilha.

Mergulhão-do-titicaca

Aves que não voam - características e habilidades das espécies ratitas
Observation

Por fim, o mergulhão-do-tititaca é mais uma das aves que não voam exceção dentro da maioria das espécies semelhantes. A espécie é nativa da Bolívia e do Peru e, apesar do nome, pode ser encontrada em regiões além do lago titicaca. Apesar das asas curtas impedirem o voo, garantem uma boa habilidade de natação e, é claro, de mergulho.

Fontes: Britannica, Info Escola, Perito Animal

Imagens: Wild Planet Trust, Dinopedia, National Geographic, Maryland Zoo, WikiAves, eBird, Newsweek, Auckland & Beyond, WWF, cidade e cultura, o eco, Observation

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