Ciência descobre 8 novos planetas onde é possível existir vida

Se alienígenas – como os que vemos nos filmes de Hollywood – realmente existem por aí, ninguém ainda pode dizer com certeza, mas a ciência está empenhada em saber. Aliás, já na primeira semana de 2015, cientistas americanos da Universidade de Harvard e do Instituto Smithsonian descobriram 8 novos planetas em uma área do universo onde, devido às condições, é possível existir vida.

Segundo os cientistas, esses novos astros contam com estrutura possivelmente rochosa, como a de nosso planeta. Além disso, todos os 8 planetas estão em uma zona considerada habitável do sistema solar, há uma distância em que é possível conter água em estado líquido em suas superfícies.

Todos os novos planetas, aliás, foram encontradas pelo telescópio Kepler, no espaço desde 2009. É por isso, inclusive, que os corpos celestes foram apelidados com o nome da sonda, como você vê na foto abaixo:

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Embora todos os novos planetas sejam olhados com entusiasmo pelos cientistas, há dois que estão chamando muito a atenção dos estudiosos: Kepler -438b e Kepler 442b. Segundo os pesquisadores, eles são os mais parecidos com a Terra e orbitam estrelas anãs vermelhas, que mesmo menores e mais frias que nosso Sol, dão condições à suas superfícies condições perfeitas para a vida.

Kepler-438b, por exemplo, dá a volta completa em sua estrela a cada 35 dias e, mesmo com um diâmetro 12% maior que o de nosso planeta, tem a possibilidade de até 70% de apresentar superfície rochosa. Além disso, o planeta recebe cerca de 40% mais luz que o nosso, o que atribui a ele 70% de chances de estar em uma zona habitável.

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O Kepler-442b, por outro lado, completa uma órbita ao redor de sua estrela a cada 112 dias, é um terço maior que nosso planeta e tem 60% de ter uma crosta rochosa. Além disso – e o que mais está deixando os especialistas ansiosos -, sua superfície é banhada com dois terços a mais de luz que a Terra, o que dá 97% de chances de estar na zona habitável de sua estrela.

Mas os cientistas ainda não têm certeza de nenhum desses fatos, já os planetas estão em uma distância que torna a investigação uma missão complicada: Kepler-438b se encontra a 470 anos-luz da Terra e o Kepler-442b está a 1.100 anos-luz. Dessa forma, todos os dados levantados sobre eles e os outros 6 planetas recém-descobertos foram possível por meio de cálculos específicos, que levam em conta “os limites mais amplos possíveis que podem levar de forma plausível as condições adequadas para a vida.”