4 erros de segurança ao instalar dispositivos para casas inteligentes

Erros comuns de segurança ao instalar dispositivos podem colocar em risco os seus dados e a sua privacidade. Veja como evitá-los!

As casas modernas estão incorporando cada vez mais apetrechos tecnológicos com conexão à Internet. São luzes controladas por voz, termostatos que aprendem a rotina da casa, campainhas que permitem ver quem está batendo à porta, e muito mais. No entanto, essas conveniências são acompanhadas por um revés: a maior vulnerabilidade proporcionada por tamanha conexão. Um único dispositivo mal protegido pode abrir as portas para hackers, violações de privacidade e até mesmo roubo de identidade.

É certo que os dispositivos para casas inteligentes não são inerentemente inseguros, mas muitos proprietários criam riscos sem saber durante a instalação deles. Aqui estão quatro dos erros de segurança mais comuns (e frequentemente ignorados) que as pessoas cometem ao instalarem seus ecossistemas de casa inteligente e como corrigi-los antes que os problemas surjam.

1. Não alterar as senhas e configurações padrão

Ao configurar um novo dispositivo, é tentador clicar sem pensar em “próximo” até que as luzes acendam e tudo funcione. Mas pular a etapa de configuração de segurança é um dos maiores erros que os usuários podem cometer. Isso porque muitos dispositivos inteligentes, como câmeras, alto-falantes e babás eletrônicas, vêm com nomes de usuário e senhas padrão que geralmente são fáceis de encontrar online. Os hackers escaneiam ativamente as redes em busca de dispositivos que ainda usam essas definições de fábrica, já que eles são alvos extremamente fáceis de se invadir.

E não se trata apenas de mudar a senha. Negligenciar as outras configurações de privacidade do dispositivo pode expor mais dados do que se imagina. Algumas campainhas inteligentes e câmeras de segurança, por exemplo, enviam automaticamente as imagens coletadas para a nuvem sem criptografia. Outras rastreiam os hábitos do usuário e enviam dados de uso para terceiros.

Por isso, a melhor solução é sempre criar senhas fortes e exclusivas para cada aparelho e, em seguida, explorar o painel de privacidade para desativar as opções desnecessárias de compartilhamento de dados ou acesso remoto. Alguns minutos dedicados à personalização das configurações de privacidade podem evitar meses de dores de cabeça mais tarde.

2. Conectar tudo à rede Wi-Fi principal

A maioria das residências utiliza todos os dispositivos (laptops, celulares, TVs e agora dispositivos inteligentes) em uma única rede Wi-Fi. Apesar de conveniente, essa configuração pode aumentar a vulnerabilidade de toda a casa, já que basta o hacker comprometer um dispositivo para poder facilmente acessar todo o resto, incluindo computadores pessoais e arquivos confidenciais.

Para solucionar isso, a sugestão dos especialistas é criar uma rede Wi-Fi separada exclusivamente para dispositivos domésticos inteligentes. Muitos roteadores modernos permitem a criação de uma rede secundária para esse fim. Essa simples camada de segmentação impede que um ataque a uma tomada ou lâmpada inteligente se transforme em uma violação de dados em grande escala.

3. Não proteger o tráfego de rede

Mesmo quando cada dispositivo está protegido por senha, o tráfego de Internet geral da casa permanece exposto. Cada comando enviado para as luzes ou câmeras inteligentes trafega pela rede da casa e pode eventualmente ser interceptado. Isso é especialmente arriscado com dispositivos que não oferecem suporte a aplicativos de rede virtual privada (VPN) integrados (o que é o caso de muitos modelos baratos ou mais antigos).

Uma solução altamente eficaz é instalar uma VPN direto no roteador. Ao fazer isso, o usuário criptografa todos os dados que passam pela rede doméstica, inclusive os de dispositivos que não possuem suporte a VPN. Essencialmente, isso cria um túnel invisível e seguro para todos os dispositivos conectados.

4. Ignorar atualizações de firmware e aplicativos

Não são só os smartphones que precisam de atualizações regulares, todos os dispositivos necessitam ser atualizados. Os fabricantes lançam patches de firmware com frequência para corrigir bugs e solucionar vulnerabilidades de segurança recém-descobertas. Infelizmente, muitos usuários ignoram as notificações de atualização, principalmente quando os dispositivos parecem estar funcionando normalmente.

O problema é que softwares desatualizados são um dos pontos de entrada mais comuns para os hackers. Um monitor de bebê comprometido ou uma câmera inteligente desatualizada podem ser facilmente explorados para espionar ou infiltrar a rede doméstica.

Para resolver isso sem precisar de muito esforço, a melhor saída é ativar as atualizações automáticas, se disponível. Se não houver essa opção, deve-se então programar um lembrete mensal para verificar manualmente pelo aplicativo do dispositivo. Do mesmo modo, não se pode esquecer de atualizar também os aplicativos do celular ou tablet.

A ideia por trás das casas inteligentes é simplificar a vida dos usuários, não causar mais complicações. Por isso, é essencial dedicar um tempo para cuidar de cada etapa da configuração dos aparelhos conectados, desde a proteção VPN no roteador até as definições individuais dos dispositivos, para fazer com que a conectividade da casa seja não mais uma vulnerabilidade, mas uma fortaleza digital.

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