O Halloween é uma das festas mais populares do mundo, e parte de seu encanto está nos símbolos que a cercam. Além das misteriosas bruxas e fantasmas, há um elemento que sempre rouba a cena: as abóboras iluminadas, conhecidas como Jack-o’-Lanterns.
Mas você sabe de onde vem essa tradição e o que realmente significa essa figura tão marcante da data? Neste texto, a gente te conta tudo.
O que significa Jack-o’-Lantern?

Jack-o’-Lantern é o nome dado às famosas abóboras esculpidas e iluminadas que se tornaram símbolo do Halloween.
O termo vem do inglês e significa “Jack da Lanterna”, uma referência ao personagem da antiga lenda irlandesa Stingy Jack, o homem que conseguiu enganar o Diabo e
acabou condenado a vagar para sempre entre o céu e o inferno, carregando apenas uma luz dentro de um nabo oco.
Com o passar dos séculos, essa história atravessou o oceano junto com os imigrantes irlandeses e ganhou uma nova forma: a lanterna de Jack passou a ser feita com abóboras, grandes e fáceis de esculpir.
Desde então, o Jack-o’-Lantern virou um dos símbolos mais reconhecidos do Dia das Bruxas. Esse é um lembrete de que, na noite de Halloween, as fronteiras entre o mundo dos vivos e dos mortos ficam um pouquinho mais tênues.
Qual é a lenda do Jack-o’-Lantern?
A origem do famoso Jack-o’-Lantern, o rosto iluminado das abóboras de Halloween, nasceu entre névoas e tavernas da antiga Irlanda, onde o folclore se misturava com o cotidiano do povo celta.
A história começa com um homem comum, mas de reputação nada exemplar, chamado Jack, o Ferreiro, ou simplesmente Jack the Smith.
Jack era conhecido por seu vício em bebida e por sua esperteza quase diabólica. Vagava de vila em vila, sempre com um truque na manga para conseguir um copo de cerveja sem pagar.
Dizia-se que ele era capaz de enganar qualquer um, e essa fama, segundo contam as lendas, chegou até os ouvidos do próprio Diabo. Intrigado, o demônio resolveu conhecer o homem que parecia tão ardiloso quanto ele.
Certa noite, o Diabo apareceu diante de Jack, pronto para levar sua alma. Mas o ferreiro, com seu jeito astuto, pediu um último desejo: uma rodada de bebida antes do fim. O Diabo, curioso e confiante, aceitou. Quando chegou a hora de pagar a conta, Jack o convenceu a transformar-se em uma moeda de prata para quitar a dívida.
Assim que o demônio o fez, Jack rapidamente colocou a moeda no bolso, junto de um pequeno crucifixo, o que impedia o Diabo de voltar à sua forma original.
Depois de muita barganha, Jack aceitou libertá-lo, mas sob uma condição: o Diabo não poderia reclamar sua alma por dez anos. O pacto foi selado. Quando o prazo acabou, o Diabo retornou, mas Jack, mais uma vez, o enganou, desa vez usando o símbolo sagrado para mantê-lo longe e estender sua vida um pouco mais.
Com o tempo, a esperteza do ferreiro se esgotou, e a morte veio sem aviso. No entanto, sua alma não encontrou descanso: o céu o rejeitou por sua vida de pecados, e o inferno o expulsou por seus truques.
Condenado a vagar pela escuridão, Jack pediu ao Diabo ao menos uma luz para guiá-lo. Como resposta, recebeu um carvão em brasa, que colocou dentro de um nabo oco para carregar consigo.
Dizem que, desde então, ele caminha pelas noites frias da Irlanda, com sua lanterna tremeluzente, entre o mundo dos vivos e o dos mortos. E foi essa imagem, o brilho de Jack perdido na escuridão, que inspirou a tradição de esculpir abóboras e acender velas dentro delas durante o Halloween, como uma lembrança de que nem mesmo a astúcia pode enganar o destino.
Qual é a relação com as abóboras?
Quando os irlandeses começaram a deixar sua terra natal rumo aos Estados Unidos, entre os séculos XIX e XX, levaram consigo suas tradições, crenças e, claro, a lenda do astuto Jack.
No entanto, ao chegarem em solo americano, perceberam que o nabo, usado originalmente para representar a lanterna de Jack, não era tão fácil de encontrar quanto em sua terra.
Foi então que descobriram uma alternativa perfeita: a abóbora.
Grande, abundante e muito mais fácil de esculpir, a abóbora logo conquistou o papel principal nas celebrações do Halloween. Sua casca alaranjada brilhava sob a luz das velas, dando forma aos rostos assustadores e enigmáticos que conhecemos hoje como Jack-o’-Lanterns.
Assim, a antiga tradição irlandesa se transformou e, claro, ganhou o mundo.
Dizem por aí que, nas noites de Halloween, quando o vento sopra entre as casas e as velas piscam dentro das abóboras, é sinal de que Jack está perambulando por aí, carregando sua eterna lanterna em busca de um lugar para descansar.
Por isso, dizem, as luzes oscilam: seria o reflexo da alma inquieta do velho ferreiro, ainda vagando entre o bem e o mal.
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Fonte: Mega Curioso, Cellep.
