Mastopexia pós-parto: quando faz sentido levantar os seios após a gravidez?

Entenda como a gravidez e a amamentação alteram o formato das mamas e confira quando a mastopexia pós-parto é indicada, a importância de aguardar a estabilização do corpo e se o procedimento exige prótese de silicone.

A mastopexia pós-parto pode ser indicada quando a gravidez e a amamentação deixam as mamas mais caídas, esvaziadas ou com excesso de pele.

Isso acontece porque, durante a gestação, os seios podem aumentar bastante de volume. Depois, com a redução desse volume, a pele e os tecidos nem sempre retornam completamente à posição anterior.

O resultado pode ser uma mama mais baixa, menos firme e diferente daquela que a mulher tinha antes da gravidez.

Por que os seios mudam tanto depois do parto?

A gravidez provoca mudanças importantes nas mamas.

Durante esse período, elas podem:

  • aumentar de tamanho;
  • sofrer distensão da pele;
  • ficar mais pesadas;
  • mudar de formato.

Depois do parto e da amamentação, parte desse volume diminui novamente.

Quando a pele não acompanha completamente essa redução, pode surgir o aspecto de mama caída ou esvaziada após a gestação.

A intensidade varia bastante. Algumas mulheres percebem poucas alterações. Outras apresentam uma mudança significativa mesmo após uma única gravidez.

Quando a mastopexia pode ser considerada no pós-parto?

Ela pode ser considerada quando as mudanças permanecem depois que as mamas já passaram pela fase de transformação da gravidez e da amamentação.

Entre as queixas mais comuns estão:

  • seios mais baixos do que antes da gestação;
  • perda de firmeza;
  • aspecto esvaziado;
  • excesso de pele;
  • aréolas em posição mais baixa;
  • diferença entre as duas mamas.

O ponto principal é entender se essa mudança é temporária ou se já representa a nova condição da mama.

É preciso esperar depois da amamentação?

Sim. O ideal é aguardar até que as mamas estejam mais estáveis.

Durante a amamentação e nos meses seguintes, elas ainda podem mudar bastante de tamanho e formato.

Por isso, operar cedo demais pode significar planejar a cirurgia em um corpo que ainda está passando por transformação.

O momento adequado varia de mulher para mulher e deve considerar:

  • término da amamentação;
  • estabilidade do volume das mamas;
  • estabilidade do peso;
  • condição geral de saúde.

Mastopexia pós-parto significa colocar silicone?

Não necessariamente.

Muitas mulheres que pesquisam mastopexia após a gravidez estão justamente buscando uma alternativa para levantar as mamas sem aumentar muito o volume.

Quando existe tecido mamário suficiente, pode ser possível remodelar e reposicionar a própria mama sem utilizar prótese.

Em outros casos, a perda de volume após a gestação é tão importante que a paciente deseja também recuperar projeção ou preenchimento.

Essa decisão depende da anatomia e do resultado que a mulher procura.

Vale a pena fazer mastopexia se ainda quero ter filhos?

Se existe intenção de uma nova gravidez em breve, pode ser interessante esperar.

Uma nova gestação pode novamente aumentar o volume das mamas e distender a pele, modificando o resultado obtido.

Isso não significa que seja proibido engravidar depois da cirurgia.

A questão é principalmente de planejamento: se outra gestação está próxima, talvez faça mais sentido realizar a mastopexia depois.

Como saber se a mudança nas mamas realmente precisa de cirurgia?

Nem toda alteração pós-parto precisa de mastopexia.

Algumas mulheres apresentam principalmente perda de volume. Outras apresentam queda real da mama e excesso de pele.

Por isso, não é possível decidir apenas olhando fotos ou comparando o corpo com o período anterior à gravidez.

A avaliação precisa identificar qual alteração a gestação deixou e o que realmente incomoda a paciente.

Mastopexia pós-parto vale a pena?

Pode valer a pena quando a queda das mamas permanece depois da estabilização do corpo e essa mudança incomoda a mulher.

A decisão costuma fazer mais sentido quando:

  • a amamentação já terminou;
  • as mamas estão estáveis;
  • não há previsão de nova gravidez no curto prazo;
  • a paciente deseja recuperar posição e formato das mamas;
  • existe uma expectativa realista sobre o resultado.

O mais importante é não tratar a cirurgia como uma obrigação depois da gravidez.

Cada mulher reage de forma diferente à gestação e cada mama precisa ser avaliada individualmente.

Onde saber mais sobre mastopexia?

Este conteúdo é focado especificamente nas mudanças das mamas após a gravidez e a amamentação.

Para entender detalhes gerais sobre o procedimento, como técnicas, cicatrizes, recuperação, mastopexia com ou sem prótese e planejamento cirúrgico, o Dr. Jorge Moulim, cirurgião plástico em Vitória, Espírito Santo, possui uma página completa sobre o tema.

Veja mais em mastopexia com o Dr. Jorge Moulim.

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