Curiosidades

Mulheres-girafa, tudo sobre a tribo Karen da Tailândia

Por séculos, as mulheres da tribo Karen ou Kayan, chamadas "mulheres-girafa", ostentam elaboradas bobinas de latão em volta do pescoço.

As mulheres-girafa são da tribo Karen e são famosas pela grande quantidade de anéis de pescoço; que alongam o comprimento da pele em proporções dramáticas.

A tribo vive na província noroeste de Mae Hong Son, em Chiang Mai na Tailândia, e é bem conhecida na área por sua aparência distinta e tradição milenar. Vamos saber mais sobre esse povo e esse costume curioso, neste artigo!

O que significam as argolas no pescoço?

Uma lenda antiga afirma que os anéis protegiam os aldeões de ataques de tigres, já que os gatos atacam as vítimas pelo pescoço. Outra teoria dizia que os anéis ajudavam a afastar os homens de tribos rivais, diminuindo a beleza das mulheres.

Hoje, as pessoas acreditam no contrário, ou seja, quanto mais longo o pescoço, mais bonita a mulher – e os Kayans usam as bobinas douradas como acessório.

Continua após a publicidade

De acordo com pesquisadores da tribo, algumas mulheres gostam de manter essa tradição, mas outras se sentem pressionadas a suportar o doloroso costume de ganhar a vida.

Como as argolas são colocadas?

As mulheres de pescoço longo usam os anéis desde a infância, começando com quatro ou cinco, e adicionando mais anualmente à medida que se adaptam ao aumento de peso.

Bobinas pesando até 11 quilos comprimem o peito e os ombros. Isso cria a ilusão de uma cabeça sem corpo pairando sobre um pedestal cintilante de anéis de ouro.

Ao contrário da crença popular, as bobinas não alongam o próprio pescoço e, portanto, podem ser removidas sem que o pescoço se parta. No entanto, as mulheres ainda usam essas bobinas durante todo o ano, com poucas exceções, mesmo enquanto dormem.

Continua após a publicidade

História das mulheres-girafa da Tailândia

Duas décadas atrás, uma intensificação da guerra civil entre os separatistas Karenni e o exército birmanês fez com que os moradores de Kayan ou Karen fugissem de Mianmar.

A Tailândia concedeu a tribo permanência temporária sob o status de “refugiados de guerra”. Agora, os cerca de 500 Kayans (também conhecidos como Padaung) vivem em aldeias vigiadas na fronteira norte da Tailândia.

A tribo tem um costume onde algumas mulheres usam anéis para criar a aparência de um pescoço comprido, isto é, as ‘mulheres-girafas’. Esta tradição exótica inspirou a criação de aldeias turísticas em 1985.

Desse modo, agora, elas vivem na província noroeste de Mae Hong Son, na Tailândia, mas seu destino não mudou muito. Os Kayan vivem nos campos de refugiados rodeados de problemas.

Continua após a publicidade

Eles não têm permissão para sair de suas próprias pequenas aldeias, e seus filhos também não são elegíveis para a cidadania tailandesa. No entanto, eles dificilmente têm oportunidades de obter uma educação adequada.

Como visitar uma aldeia Karen?

Hoje em dia, muitos turistas locais e ocidentais lotam as aldeias de pescoço longo das tribos Kayan para explorar suas vidas e tradições antigas. Isso criou uma oportunidade para eles venderem artesanato para turistas e ganharem a vida.

Contudo, há controvérsia sobre a visita à tribo Karen, pois muitas organizações internacionais afirmam que isso torna a tribo um ‘zoológico humano’ e incentiva os turistas a não visitar as aldeias Kayan.

Desse modo, quem deseja conhecer as mulheres-girafa de perto, deve ter seu próprio tour privado. Embora a vila mais perto de Chiang Mai possa ser alcançada de táxi, você precisará participar de uma excursão organizada para visitar as outras vilas dos Karen no norte da Tailândia.

Continua após a publicidade

Muitas das grandes aldeias permanentes estão muito longe da rota turística. Além disso, as vilas satélites menores podem se mover de tempos em tempos; então você precisará de um guia local que possa levá-lo ao local correto.

Normalmente, um bom guia não só saberá onde encontrar o povo Karen, mas terá horários ideiais para que você entre com menos turistas e faça uma visita, mediante uma taxa de entrada.

Fontes: CNN, 360 Meridianos, Pé na Estrada, Prefiro Viajar

Achou este conteúdo interessante? Pois, leia também: Dani – Origem e tradições da tribo adoradora da morte

Continua após a publicidade
Próxima página »

Escolhidas para você