Se você conseguisse dobrar um papel ao meio 103 vezes o Universo acabaria!

Nada de achismos e previsões astronômicas catastróficas. A questão que vamos debater agora se trata única e puramente de ciência! Isso porque, segundo os cientistas, se uma pessoa, por acaso, conseguisse realizar a façanha de dobrar um papel ao meio 103 vezes seria o fim dos tempos!

Conforme explica o pessoal que entende do assunto, essa é uma façanha matematicamente impossível de ser realizada, já que as dimensões do papel – quando dobrado por tantas vezes – excederia as dimensões do próprio universo, que é tão gigantesca que levaria bilhões de anos-luz para ser percorrida.

Aliás, para quem não sabe o quanto isso representa, a gente explica: a distância que um fóton – a mesma coisa de bósons, ou seja, partículas elementares mediadoras da força eletromagnética – percorreria em um ano, a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo! Resumindo: uma distância impossível de ser percorrida e, da mesma forma, uma tarefa também impossível de ser cumprida quanto às dobraduras do papel.

Mas, claro, o ser humano só acredita nas coisas quando tem um prova física delas. É por isso que Britney Gallivan, pessoa que detém o recorde mundial do maior número de dobraduras em um mesmo papel, desafiou essa teoria. O resultado foi que Britney conseguiu apenas 12 dobraduras, o que foi suficiente para deixar o papel tão espesso quando a mão de uma pessoa.

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Britney Gallivan

Os especialistas garantem, no entanto, que se a moça tivesse tido condições de continuar e, então, chegar às temidas 103 dobraduras, provavelmente o mundo teria acabado. E isso teria acontecido, basicamente, por três bom motivos:

1. Segundo a física, dois corpos não ocupam o mesmo lugar. Com 103 dobraduras, então, seria preciso de um espaço vazio, da mesma proporção de nosso universo, para colar o papel (e sua espessura gigantesca) em seu interior.

2. Já imaginou o tamanho original que o papel precisaria ter para ser dobrado tantas vezes ao mesmo? Com certeza não caberia em nosso planeta e há dúvidas de que seu tamanho caberia na extensão do universo.

3. Por fim, se fosse possível encontrar por aí um papel tão grande quanto o necessário e se os planetas e as estrelas, finalmente, desse lugar a uma dobradura tão enorme, é provável que o Universo continuasse em risco. Isso porque, com um objeto tão grande e maciço quanto seria a proporção física do papel, é provável que o campo gravitacional criado por ele seria forte o suficiente para implodir tudo que existe ou, na melhor das hipóteses, faria tudo ser engolido por algum buraco negro por aí.

Entendeu? Agora confira só o quão espesso o papel pode ir se tornando à medida que vai sendo dobrado, sucessivas vezes, ao meio:

– 3 vezes: o papel ficaria da espessura de um prego;

1

– 7 vezes: da espessura de um caderno ou um livro de 128 páginas;

2

– 10 a 12 vezes: o papel ficaria da espessura da uma mão;

3

– 23 vezes: corresponderia a 1 quilômetro;

4

– 30 dobras: 100 quilômetros de altura… o suficiente para ultrapassar a camada da atmosfera e chegar ao espaço;

5

– 51 vezes: suficiente para chegar (e se queimar) no sol;

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– 81 vezes: 127 anos-luz, uma espessura quase tão grossa quanto a da galáxia Andrômeda, com aproximadamente 141 mil anos-luz de diâmetro;

7

– 90 vezes: mais espesso que o Superaglomerado de Virgem (que reúne a Via Láctea – nossa galáxia -, Andrômeda e outras 100 galáxias), com mais ou menos 110 milhões de anos-luz de diâmetro. O papel, por outro lado, já teria alcançado 130,8 milhões de anos-luz de espessura.

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– 103 vezes: você e tudo que existe hoje ficaria fora do universo observável, com diâmetro estimado em 93 bilhões de anos-luz.

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Uma verdadeira loucura, não?