4 casos de histeria coletiva que chocaram a história

Você já ouviu falar em histeria coletiva? Bom, é possível que já, mas se ainda não sabe o que significa, fique sabendo se que trata de algo muito estranho. Isso porque, de forma geral, histeria coletiva seria como uma espécie de surto que se assola sobre muita gente, no mesmo local ou cidade, e que apresentam, basicamente, os mesmos sintomas físicos e psicológicos.

É como se todo mundo em uma escola, por exemplo, não conseguisse mais parar de escrever, por mais doloroso, aflitivo, e angustiante isso possa parecer. Como o nome diz, trata-se de histeria coletiva, algo feito de forma histérica e sem controle. Tenso, não?

Embora hoje em dia casos de histeria coletiva sejam tão raros ao ponto de quase ninguém mais saber do que se tratam, a verdade é que no passado eles eram bem frequentes. Claro que isso é o que dá para entender de alguns relatos mirabolantes que descrevem comportamentos coletivos estranhos, entendidos na Idade Média, por exemplo, como casos de bruxaria, possessões demoníacas e até mesmo insanidade (de cidades inteiras).

O mais interessante de tudo, é que ainda não existe consenso entre os várias estudos que tentaram desvendar o que existe por trás dos episódios de histeria coletiva. Acredita-se, no entanto, que esses surtos estejam relacionados com estresse emocional e mental. Mas algo mais deve existir por aí, tomando por base que os casos mais conhecidos de histeria coletiva aconteceram em escolas, internatos e conventos, onde muita gente convivia junta por muito tempo.

Confira, abaixo, 4 casos de histeria coletiva que chocaram a história:

1. A dança mortal de St. John

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Também como a praga da dança ou a dança de St. Vitus, essa foi um dos casos de histeria coletiva registrados pela história. Conforme relatos, essa espécie de “surto”, aconteceu várias vezes na Europa, entre os séculos 13 e 17.

Mas, o mais famoso deles, com certeza, é o de 1374, que aconteceu na cidade de Aachen, na Alemanha. Nesse ano, centenas de pessoas começaram a dançar, aparentemente sem querer e de forma aflita. A histeria coletiva, conforme contam, teriam durado dias, até que algumas pessoas caíram em exaustão profunda.

2. As freiras que miavam

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Outro dos casos famosos de histeria coletiva que, supostamente, aconteceram no passado é o das freiras que começaram a miar. Aliás, segundo relatos, uma só começou a “moda”. Daí em diante, outras freiras começaram a miar como gatas e, aos poucos, todas as moradoras do convento tiveram o mesmo destino.

Pena que nesse caso, a solução delas não foi muito amigável. Para acabar com a tal histeria coletiva, o exército adentrou o convento e espancaram as freiras até que elas parassem de fazer barulho.

O episódio, se você achou surreal demais, está registrado em um livro de 1844.  “Epidemics of the Middle Ages”, escrito por J.F.C Hecker, conta esse caso com detalhes.

3. As risadas da Tanzânia

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Essa foi mais um histeria coletiva que, aparentemente, marcou muito. Isso porque, em 1962, segundo contam, três estudantes de um internato, em Kashasha, na Tanzânia, começaram a rir descontroladamente. O motivo ninguém conseguiu descobrir, mas em pouco tempo a risada acabou contagiando as outras meninas do lugar.

Contam que o riso persistiu por dias e, à medida que a história ia se espalhando, novas risadas descontroladas e coletivas começavam a acontecer. No final das contas, 14 escolas da região tiveram o mesmo problema e tiveram que ficar fechadas.

4. Julgamento das bruxas de Salém

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Essa, com certeza, é um dos casos de histeria coletiva que mais ficou conhecido no mundo. Isso porque as tais bruxas de Salém, segundo dizem, não tinham nada a ver com bruxas, mas estavam apenas em surto coletivo.

De acordo com a história contada, dezenas de meninas começavam a gritar e a se contorcer sem parar. Como ninguém sabia dizer o que elas tinham e as cenas eram muito estranhas, as meninas acabaram sendo acusadas de bruxaria. Cerca de 25 delas foram condenadas à morte, durante os julgamentos, em Massachussetts, nos Estados Unidos, entre 1692 e 1693.

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Fonte: Ancient Origins, Mentalfloss, Revista Galileu