5 maiores choques culturais que os gringos estão encarando no Rio

Durante os Jogos Olímpicos, o Rio de Janeiro se tornou a casa de inúmeros atletas, turistas e jornalistas de outras partes do mundo. E, embora eles tenha entendido porque esta é chamada de Cidade Maravilhosa, existem muitos outros detalhes sobre nossa cultura e dia-a-dia que são verdadeiros choques culturais para os gringos, em especial os americanos que estão de passagem por aqui.

Como você vai ver na matéria de hoje, o estranhamento por parte do pessoal da “Terra do Tio Sam” é tamanho que até mesmo os jornais mais sérios e conceituados de lá estão comentando alguns de nossos costumes. E, claro, na maior parte das vezes os comentário são em tom de espanto e até de crítica.

Agora, se você está aí tentando imaginar o que pode estar chocando tanto esses estrangeiros, se prepare para a lista abaixo. Isso porque são realmente coisas mínimas que estão causando tantos choques culturais.

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Um bom exemplo, como você vai ver, é nosso cafezinho. Enquanto nos Estados Unidos é comum tomar copos duplos de café ralo, bem ralo mesmo; aqui o café é servido em porções extremamente menores por ser mais concentrado. Pois não tem gente reclamando disso (e “disso” estamos falando do tamanho do copo de café mesmo!)?

Até mesmo a sunga do pessoal na praia, ou a caminho dela, virou algo de críticas e espanto por parte dos americanos. E assim vai, como você confere logo abaixo.

Veja os 5 maiores choques culturais dos gringos no Rio:

1. A ditadura das novelas

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Uma dos maiores choques culturais para os americanos, quando chegaram por aqui, é a força cultural que as novelas têm. Eles ficam chocados quando descobriram que até o futebol, uma das paixões nacionais, precisa se adaptar para conseguir espaço na maior emissora de TV do país, a Rede Globo.

Como divulgado há alguns dias no jornal The New York Times, nem mesmo as Olimpíadas sediadas em território brasileiro tiveram força o suficiente para competir com os folhetins. O resultado disso é que muitas das competições do Jogos, simplesmente, não serão transmitidas pela Globo ou pela Record, a segunda maior.

2. A sunga masculina

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Sim, este também é um dos aspectos que deixaram os gringos boquiabertos com os brasileiros. O jornal americano The Wall Street Journal, por exemplo, disse que aqui é comum usar o traje para nadar ou tomar sol, mas também para praticar esportes na praia e até mesmo nas ruas, para chegar até a praia.

Segundo eles, nos Estados Unidos as sungas são uma exclusividade das competições de natação e poucos são os homens que se arriscam em uma peça tão curta, mesmo nas praias. E, se eles não entendem as sungas, lógico que eles não entendem também nosso famoso “fio dental”, como você já conferiu nessa outra matéria.

3. Cafezinho… “zinho” mesmo

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Outro dos choques culturais para os americanos foi dar de cara com nosso café. Isso porque, se de um lado existe a vantagem dele ser oferecido de graça, especialmente nas áreas reservadas à imprensa durante os Jogos; o tamanho dos copos de nosso cafezinho tem deixado muita gente de fora insatisfeita.

Um bom exemplo disso foi post do jornalista Scott Stinson, do jornal National Post, no Twitter. Eles publicou na rede social uma foto do copinho com a legenda “Eu sei que todo mundo já postou fotos dos copos pequenos de café nos centros de imprensa do Rio, mas sério”.

Claro, o jornalista recebeu críticas á altura. Muito se manifestaram dizendo que nosso café é concentrado e fresco, por isso é servido em porções pequenas, ao contrário dos “chás” que os americanos costumam beber. Outros ainda mandaram o jornalista diluir o cafezinho em um copo grande água, para ficar igual ao que ele toma nos Estados Unidos e assim por diante.

Já deu para perceber que criticar o café brasileiro não é uma boa ideia, não é verdade? Talvez por isso, ou porque tenha realmente gostado do sabor, que a jornalista Jenna Bush Hager, filha do ex-presidente Jorge W. Bush tenha sido mais inteligente e mais suave ao falar de nosso “ouro negro” nas redes sociais.

Segundo ela, “Aqui o café é fresco, doce, com sabor reminiscente de nozes e uma pitada de cacau, brota como água”. Bem melhor, não?

4. O barulho da torcida brasileira

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Essa não é só por parte dos americanos. Segundo a imprensa, atletas do mundo inteiro estão chocados com o barulho que a torcida brasileira faz em todas as competições, “como se estivessem em uma importante partida de futebol o tempo todo”, como descreveu a Revista Veja.

E não é só a vibração positiva dos brasileiros, mesmo em esportes em que o silêncio é bem-vindo, que estão impressionando os estrangeiros. A Agência Reuters também destacou que “vaias e insultos são comuns nas arenas locais”, talvez já para preparar os atletas que não conseguirem a vitória e enfrentarem a situação.

5. “Gambiarra” para que te quero

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E, além da incrível e bem comentada abertura dos Jogos Olímpicos, outra coisa que os gringos descobriram por aqui, e que lhes parece um dos maiores choques culturais até o momento, é a palavra “gambiarra”. As pessoas e os jornais de fora ficam doidos com o termo, já que não existe uma palavra equivalente em inglês.

Para explicar o que nossa “gambiarra” significa o jornal International Business Time chegou a publicar que se trata da “arte brasileira de criar coisas a partir do improviso, usando estratégias simples para reparar ou criar o que você precisa com o que você tem”. O jornal britânico The Guardian, por outro lado, contentou-se em explicar que “gambiarra significa contentar-se”.

Sabem de nada mesmo, não é? Mas, o pior de tudo, é que não são apenas estes detalhes sobre o nosso país que soam estranhos para o resto do mundo. Tem muito mais, como você vai conferir nessa outra matéria: 8 costumes do Brasil que são ofensivos em outros países.

Fonte: Veja