5 mitos sobre comida que o Marketing criou e todo mundo acreditou

Quantas vezes na vida, você ouviu dizer que ovo é ruim para o colesterol, que faz mal se ingerido todos os dias; e, de um dia para o outro ele se tornou um dos alimentos mais ricos do mundo, para os médicos? Isso acontece sempre ao redor do mundo, mas o que as pessoas não sabem é que boa parte de estudos que condenam ou divinizam alguns alimentos são, na verdade, mitos sobre comida que fazem parte de uma jogada de Marketing bem elaborada.

Quem assistiu à série Mad Men, com certeza, conseguiu captar o poder de transformação e, claro, de imposição que as campanhas publicitárias sempre tiveram nos hábitos de consumo das pessoas. Mas, o que os “leigos no assunto”, ou seja, a maioria dos consumidores mundiais não sabe é que não é só a roupa que vestimos ou a marca que escolhemos que segue a ditadura do Marketing. Praticamente, todas nossas escolhas são estimuladas e sugeridas pela publicidade.

Os mitos sobre comida que acreditamos até hoje são ótimos exemplos disso. E o mais genial de tudo é que nós passamos a acreditar neles porque, de alguma forma, as empresas vão além e financiam estudos e até mesmo profissionais da saúde se convencem de que essas histórias mirabolantes são verdadeiras.

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O tal do consumo diário de, pelo menos, 2,5 litros de água por dia é um dos exemplos mais clássicos de mitos sobre comida e coisas relacionadas. Isso porque nem todo mundo precisa beber tanta água, mas a ideia pareceu maravilhosa quando foi preciso tornar as águas engarrafadas mais populares da Europa.

Sentiu o drama aí? O mais interessante de tudo é que muitos outros de nossos hábitos e medos relacionados à alimentação estão completamente ligados a todos essas verdades criadas pelo Marketing ao longo dos anos. Quer ver?

Desvende 5 mitos sobre comida que o Marketing criou e todo mundo acreditou:

1. Café da manhã é a refeição mais importante do dia

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Na verdade, todas as refeições do dia são importantes e, para que o corpo funcione bem, é preciso alimentá-lo várias vezes ao longo das horas em que estamos acordados. Mas nada indica que você vai ficar doente se não tiver o café da manhã, propriamente dito.

Aliás, o que as pessoas não sabem é que este é um dos mitos sobre comida que o Marketing criou para vender mais cereais matinais, especialmente o da Kellogg’s. A própria companhia financiou um estudo que estabelecia relação entre o café da manhã e o índice de massa corporal das pessoas.

A mesma coisa fez o The Quarker Oats Center of Excellence, um centro de pesquisa da marca Quaker, que divulgou um estudo mais que convincente, afirmando que começar o dia com aveia reduz as taxas de colesterol ruim. Entendeu o esquema?

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Outro bom exemplo de mitos sobre comida que deu muito certo está relacionado ao consumo de bacon nos Estados Unidos. Na década de 20, o publicitário Edward Bernays foi pago para aumentar o consumo de bacon do país e, para isso, apostou na propaganda de que todo mundo precisa começar o dia com um café da manhã reforçado, para ter energias durante o dia. Mais de 4.500 médicos validaram essa afirmação e o resultado é que o consumo de bacon entre os americanos é 70% superior durante as refeições matinais.

2. Suco de laranja é saudável

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Claro que a fruta tem muitas vitaminas, mas você pode viver muito bem sem tomar o suco. Na verdade, o alto consumo de suco de laranja nos Estados Unidos começou depois de uma campanha publicitária fortíssima, em 1908, quando ocorreu uma alta produção de laranjas na Califórnia.

Como era preciso que o consumo da fruta aumentasse, uma agência de publicidade tomou para si a missão de inserir o suco no dia-a-dia dos americanos e, para isso, fez propagandas massivas de um espremedor bem baratinho. Associado aos comerciais, estavam os benefícios da laranja para a saúde.

3. É preciso tomar mais de 2 litros de água por dia

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Hoje em dia, é bem comum encontrar por aí pessoas que tentam cumprir uma meta de consumo de água diariamente. A média, como é comum ouvir dizer, são 8 copos de água por pessoa, algo em torno de 2,5 litros. Não é verdade?

Obviamente, se manter hidratado é algo importante para nosso organismo, mas não há qualquer comprovação de que todo ser humano precise dessa quantidade de água para viver de forma saudável. A ideia, na verdade, surgiu depois de campanhas publicitárias que promoviam a água engarrafada e despertavam a preocupação nas pessoas sobre se elas consumiam a quantidade necessária por dia.

O resultado disso é que, atualmente, na Inglaterra, o consumo de água em garrafas é uma centena de vezes (literalmente) superior que no ano de 1980.

4. Cenoura melhora a visão

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Sim, a cenoura realmente colabora com a saúde e pode retardar doenças agressivas à visão, como a catarata; mas a verdade é que a cenoura não melhora a visão de ninguém. Este é mais um dos mitos sobre comida, que nasceram com um empurrãozinho do Marketing.

No caso da cenoura, por exemplo, a história surgiu na Segunda Guerra Mundial, quando o governo do Reino Unido sugeriu que a habilidade de visão noturna dos oficiais da aeronáutica provinha do consumo diário de cenouras. A verdade, no entanto, é que tanto talento em missões noturnas vinha da tecnologia dos radares, cuja existência era uma informação sigilosa, na época.

5. Espinafre deixa você forte

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Consumir espinafre, com toda certeza, é um hábito saudável e traz muitos benefícios ao corpo humano, mas comer a folha todos os dias não vai deixar você mais forte, como acontecia com o Marinheiro Popeye. Aliás, o próprio desenho animado e o mito de espinafre ser uma fonte inesgotável de ferro vem de um erro em um artigo científico alemão, em que os pesquisadores colocaram uma vírgula no lugar errado e acabaram atribuindo uma quantidade muito superior de ferro a essa folhagem.

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O erro foi corrigido há alguns anos, mas esse é um dos mitos sobre comida tão fortes que até hoje as pessoas associam o consumo de espinafre com força.

Viu como a propaganda é poderoso? Agora, por mais que pareça chocante demais, a gente garante que essa outra matéria não se trata de uma jogada de Marketing: 10 alimentos que causam depressão e você não sabe.

Fontes: Revista Galileu, The Guardian