6 usos bizarros de urina e fezes no Império Romano

Ir ao banheiro hoje é dia é moleza. Depois de fazer o que você precisa, seja o número um ou o número dois, você só tem que apertar a descarga e a urina ou as fezes descem encanamento abaixo, por mais que, muitas vezes, não tenham um destino ecologicamente correto.

Há alguns séculos, no entanto, as coisas não eram tão simples assim. As privadas, na grande maioria das vezes, se tratava de um buraco no solo, onde as pessoas se agachavam para fazer suas necessidades. Não havia descarga, então era preciso jogar serragem na sujeira toda, para tentar abafar o odor e fazer isso tudo ficar minimamente higiênico.

Mas, não raro, existiam formas alternativas de se livrar da urina e das fezes humanas. Isso porque, há muitos, muitos anos, mais exatamente durante o Império Romano, os excrementos humanos tinham utilidades práticas no dia-a-dia das pessoas. Dá para imaginar isso?

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Como você vai ver na lista abaixo, as pessoas, literalmente, pagavam para usar o cocô que elas mesmas faziam. A melhor parte, no entanto, é descobrir que uma das principais utilidades dessa coisa repulsiva era a agricultura!

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Mas, claro, as utilidades bizarras da urina e das fezes não param por aí. Muitas coisas nojentas a mais eram feitas com o número um e o número dois, até mesmo limpar os dentes. Nojento, não? Espere até conferir o restante.

Veja 6 coisas bizarras que se faziam com urina e fezes na Idade Média:

1. Limpar os dentes

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Pode até não parecer, mas a urina tem propriedades de limpeza, sabia? Isso porque, depois de um tempo, ela se decompõe em amônia.

Para aproveitar isso, os romanos usavam urina humana e animal como enxaguante bucal. Pelo menos é isso que contam autores como Catullus, que viveu naquela época.

2. Cultivar plantas

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Sabe o que também tem na urina? Nitrogênio e fósforo que, aliás, são nutrientes ótimos para os vegetais. Então, os romanos também utilizavam a urina, e urina de pessoas idosas, para cultivar romãs deliciosas e suculentas.

3. Lavar roupas

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Lembra da tal amônia da urina? Ela também é ótima para lavar tecidos, deixá-los brilhantes e com as cores mais vivas. Os romanos, por exemplo, levavam suas togas para um lugar chamado fullo e começavam a limpeza.

Mas, claro, o processo todo não era tão simples quanto você está pensando. As togas ficavam em tinas cheias de urina e haviam pessoas que pisoteavam os tecidos, já que não havia máquinas de lavar. Depois, pó e cinzas eram adicionados a essa nojeira toda.

E sim, tudo isso conseguia destruir a sujeira, que ficavam brilhantes. A gente só não sabe qual era o resultado final com relação ao cheiro.

4. Curar ferimentos em animais

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Uma coisa que você imaginaria é que seu xixi tem propriedades curativas, não é mesmo? Mas, calma, segundo o autor Columella, isso funciona apenas com animais (tadinho deles).

No Império romano, por exemplo, as ovelhas doentes do estômago bebiam urina e as que tinham problemas pulmonares, recebiam urina pelas vias nasais. Até mesmo a gripe das galinhas eram curadas com urina urina humana, servida quentinha, no bico  das aves. Dá para acreditar?

5. Curtir couro

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E, se xixi era bom para isso tudo, que tal descobrir que urina humana e de cachorro eram boas também para ajudar a curtir couro? Antes de secar, o couro recebia um banho de urina, que ajudava a tirar os pelos.

Mas, a nojeira toda não para por aí. Depois disso, fezes eram acrescentadas ao processo, já que amoleciam o couro.

Melhor não tocar em peças de couro dessa ápoca, se algum dia tiver a oportunidade de ver alguma. Né?

6. Fertilizar o solo

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A gente sabe que esterco, normalmente a partir de fezes de vaca, galinha e cavalo; é ótimo para a fertilização do solo. No Império romano, no entanto, eles não desperdiçavam nem mesmo as “cacas” humanas.

Eles acreditavam que o solo se enriquecia devido aos nutrientes do cocô, como nitratos, fósforo e potássio. Mas, a verdade, é que isso prejudicava mais que ajudava, devido às doenças que podiam causar.

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No entanto, como ninguém sabia disso, havia até pessoas eram pagas para coletar fezes nos banheiros públicos, os stercorarii. Daí, quem quisesse ter o benefício do cocô em suas culturas precisava pagar uma taxa ao governo, inventada pelo imperador Vespasiano.

Mas, o antigo Império Romano não é a única fonte de imundícies de nossa espécie, sabia? VocÊ vai CHOCAR com as nojeiras dessa outra matéria: 13 costumes da Idade Média que vão matar você de nojo.

Fonte: Revista Galileu