8 bizarros experimentos já feitos pelo exército americano

O exército americano, sem sombras de dúvidas, é um dos mais poderoso do mundo atualmente. Mas, como você já deve saber, isso não é uma realidade recente. Desde o século 19, os soldados da Terra do Tio Sam andam com as “asinhas” e a criatividade para fora, como você vai ver agora mesmo.

Uma bela prova disso são os experimentos, basicamente, malucos que o exército americano já realizou ao longo dos anos. Mesmo antes da Guerra de Secessão no País (guerra civil declarada por vários estados escravistas do Sul, contra o Norte), no início da década de 1860, o exército americano já tinha ideias mirabolantes e as colocavam em testes, mesmo gastando milhares de dólares para isso e mesmo que eles não resultassem em muita coisa.

Aliás, é sobre essas investidas completamente fora de nexo dos exército americano que vamos tratar hoje. Como você vai ver, as forças armadas dos Estados Unidos já foram autoras de projetos megalomaníacos e sem embasamento, que deixam as pessoas ainda hoje de boca aberta.

Inclusive, depois de conhecer tanta maluquice pensada pelo exército americano, a gente chega a se pegar imaginando o que ele não deve estar tramando hoje em dia… e isso sim é preocupante. Mas, isso, claro, é um assunto para outro dia.

Conheça, agora, 8 bizarros experimentos já feitos pelo exército americano:

1. Tropa de camelos nos Estados Unidos

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Um dos mais loucos experimentos já feitos pelo exército americano não data de agora, mas do século 19. Nessa época, a principal forma de transporto dos militares eram os cavalos, mas dirigentes do exército tentaram mudar um pouco essa realidade.

Por se tratarem de bichos resistentes, em 1956, os americanos importaram 12 camelos do norte da África e da Turquia. A intenção era testar se os camelos seriam mais eficientes na hora de enfrentar o território árido de algumas partes da América, como o sudeste dos Estados Unidos.

Claro que os bichos se mostraram resistentes, especialmente durante expedições-teste nas fronteiras do Arizona com a Califórnia. Mas, com a chegada da Guerra de Secessão, esse projeto do exército americano chegou ao fim, isso porque a alta patente perdeu interesse nas novas tropas durante a marcha para o conflito.

A tropa de camelos, então, foram abandonadas logo após a Confederação. Os bichos, que foram leiloados aos cidadãos comuns e donos de circos.

2. Projeto Iceworm

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Foi durante a Guerra Fria, no ano de 1958, que o exército americano colocou em andamento um de seus projetos mais audaciosos e bizarros. Batizado de Iceworm, o experimento consistia em esconder centenas de mísseis embaio das calotas polares da Groenlândia. A intenção era de que as armas fosse preparadas para possíveis ataques nucleares à União Soviética.

Uma base de gelo para testes, chamada Camp Century, chegou realmente a ser construída no gelo Ártico. A desculpa dos americanos, na época, era de que o local serviria para pesquisas científicas, embora nenhum estudo específico tivesse sido divulgado pelo governo americano.

Contam que a tal base contava com 24 túneis subterrâneos, cujas paredes eram seguras por grossas camadas de aço e gelo. Os alojamentos de Camp Century tinha capacidade para 200 pessoas, além de contar com laboratório, hospital e teatro próprios. A energia ali, obviamente, era produzida por um reator nuclear.

Tudo parecia conspirar à favor do exército americano, até que os anos mostraram que a natureza naõ escolhe lados. As calotas polares começaram a mudar, depois de algum tempo, e os túneis começaram a ficar instáveis, com as estruturas comprometidas. O projeto, então, acabou sendo abandonado em 1966.

3. FP-45 Liberator

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Avançando no tempo até a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, chega a vez da FP-45 Liberator, uma pistola pequena, calibre 45, de um só tiro. Ela seria fabricada, nessa época, com materiais baratos, para que pudesse ser jogada fora em território inimigo, em caso de combates.

Aliás, o propósito da fabricação da FP-45 Liberator pelo exército americano era, exatamente, armar os combatentes do grande conflito, a fim de que pudessem assassinar os soldados do Eixo e, então, tomar suas armas. Além disso, o exército americano esperava que a pistola tivesse um efeito psicológico alarmante sobre as tropas inimigas, já que elas estariam cientes de que qualquer cidadão poderia estar armado com as pequenas Liberators.

Ao todo, os Estados Unidos produziram 1 milhão de FP-45 Libarator somente entre junho e agosto de 1942. Mas, apesar do gasto e dos esforços de fabricação, as pistolas nem chegaram aos campos de batalha. Elas foram consideradas ineficientes pelos combatentes aliados, que preferiram a Sten, uma metralhadora fabricada pelos britânicos na época.

Há quem diga que cerca de 100 mil dessas pequenas armas foram encaminhadas ao Pacific Theater, mas ninguém nunca comprovou ou boato nem houve comprovações da eficiência desses armamentos. Hoje em dia, as FP-45 Liberator são cobiçadas por colecionadores e podem ser encontradas por 2 mil dólares ou mais.

4. Experimento Pigeon

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Outro dos experimentos mais sem noção já cogitados pelo exército americano está o Pigeon. De forma geral, ele consistia em usar pombos como guia de mísseis. Como isso poderia acontecer? Bom, isso é um pouco mais complicado de se explicar.

De acordo com relatos históricos, a ideia descabida foi formulada pelo psicólogo B.F. Skinner, que havia percebido o “potencial” dessas aves ao observá-las em um revoada. De acordo com ele, a capacidade de manobra dos pombos é extraordinária e a visão do animal é excelente.

Assim que recebeu financiamento militar para sua pesquisa, o psicólogo colocou a mão na massa. Primeiramente ele ensinou alguns pombos a bicar determinadas imagens, como a de um navio de guerra inimigo, por exemplo.

Mas, nada é tão chocante quanto o que vem agora: a ideia era colocar os pombos dentre de cápsulas de mísseis. Dentro dessa cabine, as aves viam por meio de uma tela de plástico, que projetavam imagens da trajetória de voo do artefato. Assim, quando os pombos viam as imagens certas e bicavam a tela, as coordenadas do míssil seriam alteradas até chegar ao alvo.

Mas, no final das contas, o próprio exército americano percebeu que o projeto era surreal demais. O financiamento da ideia de Skinner foi suspenso e o projeto abandonado de vez em 1944.

5. Porta-aviões flutuantes

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Parece coisa de ficção científica, mas esse foi mais um dos desastrosos experimentos do exército americano alguns anos antes da Segunda Guerra Mundial. Dirigíveis rígidos apelidados de U.S.S Akron e U.S.S Macon, bem mais leves que os alimentados por hélio, foram usados nos testes desse projeto audacioso.

Cada um desses “balões” tinha, em média, 250 metros de comprimento e davam sustentação a hangares embutidos, que permitiam o lançamento, a recuperação e o armazenamento de até 5 biplanos.

No fundo do casco dos dirigíveis ficava uma abertura em formato de “T”, que permitia o lançamento dos aviões. Eles também podiam ser recuperados no ar por meio de uma alavanca em trapézio e de um gancho preso às suas asas.

Tudo corria bem, segundo as formas armadas dos Estados Unidos, até que os dirigíveis caíram. Akaron acabou não suportando os fortes ventos da região litorânea de de Nova Jersey e caiu em abril de 1933. Macon, por outro lado, sucumbiu a uma tempestade na Califórnia, em fevereiro de 1935.

Os acidentes, no final das contas, resultaram na morte de 75 pessoas. Foi assim que o exército americano decidiu suspender o projeto de porta-aviões.

6. Projeto Edgewood Arsenal

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Ainda durante a Guerra Fria, o exército americano queria criar armas que desse vim aos inimigos russo, caso um conflito corpo-a-corpo fosse deflagrado. Foi assim que o projeto Edgewood Arsenal teve início e permaneceu em testes durante 20 anos, usando as mais pesadas drogas ilícitas disponíveis na época.

Com início na década de 50, o experimento estabeleceu base em Maryland. Mais de 5 mil soldados foram cobaias para os testes com drogas psicoativas e outros agentes químicos poderosos, a fim de identificar quais seriam letais e não letais. Estes últimos seriam usados em combate e em interrogatórios.

Maconha, LSD, fenilciclidina, mescalina e BZ foram apenas algumas das substâncias usadas nos soldados que tinham a infelicidade de serem escalados para os experimentos. Muitos ainda recebiam dosagens de agentes potencialmente letais, como sarin e VX.

Apesar do sofrimento e do trauma causado aos cobaias, nenhum resultado milagroso foi obtido com esse experimento. No final das contas, o exército americano encerrou os testes com drogas em 1975, assim que a população tomou conhecimento do que estava em andamento e logo depois do Congresso Nacional intervir com uma audiência.

7. Experimento Pacificador Rail Garrison

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Preocupados com possíveis ataques soviéticos aos Estados Unidos e com os silos de mísseis estacionários no País, o exército americano deu andamento ao projeto Pacificador Rail Garrison. Tudo começou no final da década de 80 e consistia em um arsenal nuclear sobre rodas, composto por 50 mísseis, que seriam mantidos em comboios.

De forma geral, o projeto tinha, como objetivo, deixar esses comboios armazenados em edificações especiais, espalhadas por todo o território nacional. Em período de alerta máxima, então, os tais comboios seriam espalhados por 200 quilômetros de trilhos, aproveitando as estradas de ferro comerciais. Isso seria uma boa estratégia para parar as tentativas soviéticas de ataque.

Conforme o projeto, cada um dos 25 trens de armazenamento teriam espaço para 2 mísseis. O teto dessas locomotivas seria elevável e projetaria uma plataforma de lançamento especial, criada para funcionar até mesmo em movimento. Mas, apesar da aprovação, em 1986, pelo então presidente Ronald Reagean, o Pacificador Rail Garrison foi suspenso 5 anos mais tarde, logo quando a Gerra Fria chegou ao fim.

O mais interessante, ou intrigante, de tudo é protótipos desses vagões especiais chegaram a ser fabricados no país. Um deles está hoje em exposição em um Museu de Dayton, em Ohio, nos Estados Unidos.

8. Morcegos-bomba

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Outra maluquice financiada pelo exército americano, sem dúvidas, é o projeto que visava usar morcegos como guias de pequenas bombas incendiárias em morcegos. O resultado esperado era de que os bichos, libertos em cidades japonesas, pudessem iniciar incêndio em edifícios e outros pontos estratégicos.

Mas, ao contrário do que o exército americano esperava, os morcegos se mostraram difíceis de lidar. Essa e outras dificuldades se somaram ao experimento, que foi suspenso de 1944, mesmo depois de 2 milhões de dólares serem gastos nele. Até porque alguns morcegos-bomba acabaram colocando fogo em um quartal americano.

Ainda sobre alguns absurdos realizados pelos Estados Unidos que pouca gente tem conhecimento, você pode querer ler também EUA: 5 teorias da conspiração verdadeiras que chocaram o mundo.

Fonte: History