Curiosidades

7 curiosidades que você precisa saber sobre os transgênicos

Alimentos transgênicos são feitos em laboratórios, combinando duas ou mais espécies diferentes; veja algumas curiosidades sobre eles.

Você sabia que alguns alimentos como milho, batata e soja, podem ser geneticamente modificados? Aliás, os cultivos biotecnológicos são a tecnologia de cultivo adotada mais rapidamente nos últimos tempos. Só em 2012, um recorde de 175,2 milhões de agricultores cultivaram culturas transgênicas em todo o mundo.

Embora esses tipos de alimentos transgênicos sejam limitados e altamente regulamentados, eles são alguns dos itens alimentares mais incompreendidos e polarizadores. Vamos saber mais sobre eles e suas curiosidades no post de hoje!

O que são os alimentos transgênicos?

Alimentos transgênicos significa organismos geneticamente modificados. Refere-se a quaisquer culturas ou alimentos que tenham sido geneticamente alterados por meio de engenharia genética na agricultura.

Essas culturas são geneticamente modificadas por meio de cruzamentos seletivos para obter as características que tornam as culturas mais fortes e até mais saborosas.

Quanto à engenharia genética (GE), é específica para o processo de combinação de DNA de diferentes organismos em uma planta. Dessa forma, o objetivo é obter uma característica direcionada rapidamente sem alterar o resto da planta.

7 curiosidades sobre os alimentos transgênicos

1. Origem

Os cultivos transgênicos foram comercializados pela primeira vez em 1996. A área de cultivos transgênicos aumentou a cada ano entre 1996 e 2012 com 12 anos de taxas de crescimento de dois dígitos.

Portanto, isso reflete a confiança de milhões de agricultores avessos ao risco em todo o mundo, tanto em países em desenvolvimento como países desenvolvidos.

2. Crescimento rápido em nível mundial

Em 2012, a área de cultivos transgênicos cresceu a uma taxa de crescimento anual de 6%, 10,3 milhões acima dos 160 milhões de hectares em 2011.

Milhões de agricultores em 30 países em todo o mundo plantaram uma área acumulada de 1,5 bilhão de hectares, equivalente a 50% a mais do que a massa total de terra dos EUA ou da China.

3. Arroz dourado é transgênico

O nome vem da cor dourada do arroz, efeito colateral da engenharia genética feita na lavoura. O arroz dourado tem modificações para produzir beta-caroteno durante o crescimento, que se transforma em vitamina A uma vez digerido e metabolizado.

Aliás, a pesquisa e o desenvolvimento do Arroz Dourado tiveram como objetivo resolver a Deficiência de Vitamina A, uma doença que mata mais de 600.000 crianças em todo o mundo a cada ano.

4. Primeiro alimento transgênico

O primeiro alimento transgênico a chegar ao mercado foi o tomate. Chamado Flavr Savr, a Calgene desenvolveu e enviou os tomates para aprovação em 1992.

Contudo, o Flavr Savr apareceu no mercado até 1997, quando a Calgene parou de produzir o tomate. Assim, as modificações do Flavr Savr deram-lhe uma vida útil mais longa, o que significa que durou mais tempo após a colheita.

5. As colheitas de transgênicos reduzem o preço dos alimentos

Isso ocorre porque essas culturas têm rendimentos mais altos em comparação com as culturas não transgênicas. Desse modo, permite que a oferta acompanhe mais facilmente a demanda, reduzindo os preços como resultado.

Na verdade, estudos mostram que, sem os transgênicos, os preços dos alimentos seriam de 5 a 10% mais altos do que são hoje.

6. Alimentos transgênicos não danificam o meio ambiente

Outra curiosidade sobre as culturas de transgênicos é que elas prejudicam o meio ambiente. No entanto, não é o caso. Por um lado, os cultivos desses alimentos são, na verdade, menos dependentes de pesticidas porque são feitos para resistir a pragas por conta própria.

Estudos mostram uma queda de 8% no uso de pesticidas com a adoção de culturas transgênicas. Além disso, elas também precisam de menos água para crescer, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos existentes.

7. Rotulagem de alimentos transgênicos no Brasil

Por fim, em 2001 foi decretada a primeira norma de rotulagem de transgênicos do Brasil. O decreto passou a tornar obrigatório que alimentos com mais de 4% de OGMs (Organismos Geneticamente Modificados), tivessem um “T” em alerta.

Assim, a real meta do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), era que a obrigatoriedade valesse para alimentos com qualquer teor de transgênicos, objetivo que foi conquistado em 2016, 15 anos depois.

Bibliografia

BENBROOK, M, Charles. Impacts of genetically engineered crops on pesticide use in the U.S. — the first sixteen years. Springer. 24.ed; 1-13, 2012
BAWA, S, A.; ANILAKUMAR, R, K. . Genetically modified foods: safety, risks and public concerns—a review. Journal of Food Science and Technology . Vol.50. 6.ed; 1035–1046, 2013
HILBECK, Angelika et al. No scientific consensus on GMO safety. Environmental Sciences Europe. Vol.27. 4-ed; 1-6, 2015
CAVALLI, Suzi Barletto. SEGURANÇA ALIMENTAR: A ABORDAGEM DOS ALIMENTOS TRANSGÊNICOS. Rev. Nutr., Campinas. Vol.14. 41-46, 2001

Fontes: Idec, Eali, Xalingo, Educa Mais Brasil, Tua Saúde

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