Veja como seriam legumes e frutas sem a seleção artificial

Alimentos transgênicos (geneticamente modificados) e os muito industrializados, como o polêmico miojo, são o centro das atenções há algum tempo e dividem opiniões quanto aos mais malefícios que benefícios. O problema, no entanto, é que esquecemos que a manipulação de comida começou muito antes da industrialização.

Há séculos, muitos séculos mesmo, os seres humanos começaram o que conhecemos hoje como seleção artificial, melhorando o aspecto e o sabor de legumes e frutas. Com isso, por mais que pareça improvável, aquela fruta saudável, adocicada e esteticamente perfeita que você compra nos supermercados (mesmo as orgânicas) não parecem em nada com suas versões originais, digamos assim.

A matéria de hoje, aliás, é exatamente para mostrar para você como seriam os legumes e frutas mais comuns, caso não tivessem passado por uma seleção artificial, em que as melhores plantas ou sementes foram unidas, para dar origem a uma espécie mais agradável ao paladar humano.

E, só para adiantar, você vai levar uma surpresa “daquelas” quando ver o que seus antepassados mais longínquos eram obrigados a comer. Quer ver só?

Veja como seriam legumes e frutas sem a seleção artificial:

Banana silvestre

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Quem entende do assunto garante que as bananas cultivadas surgiram há, pelo menos, 7 mil anos; primeiro no território da Papua Nova Guiné e depois no Sudeste da Ásia. Agora, o que mais chama atenção na origem da fruta que conhecemos hoje é que ela não era NADA parecida com as que comprados nos supermercados.

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Antes da seleção artificial, as bananas estavam entre os legumes e frutas que seriam completamente diferentes. Inclusive, para chegar ao que consumimos hoje com naturalidade, foi preciso unir duas variedades selvagens de bananas, a Musa acuminata e a Musa balbisiana. O cruzamento, como você pode notar, deixou a banana mais refinada, com sementes menores e maleáveis, além de um sabor mais adocicado.

Cenoura silvestre

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Sim, a cenoura, assim como outros legumes e frutas, também não era nada parecido com o que conhecemos atualmente se não fosse pela seleção artificial, praticada há centenas de anos. Isso porque, as primeiras cenouras que se tem registro foram cultivadas no século 10, na Pérsia e na Ásia Menor. Aliás, elas eram roxas ou brancas, bem mais finas e com um monte de ramificações.

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Com o tempo, no entanto, a pigmentação das cenouras modificadas foram ficando mais amareladas e chegando ao tom laranja, mais comum hoje em dia.

Melancia silvestre

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Agora, a melancia seria uma das recordistas em diferenças (e estranhezas), caso não praticássemos a seleção artificial de legumes e frutas. Como você pode ver na pintura, datada do século 17, a fruta parecia ter seis buracos, meio triangulares, com uma cor bem mais pálida que a presente nas melancias de hoje em dia.

Imagina só o choque que seria se o pessoal dessa época desse de cara com uma das melancias que temos hoje? Isso porque já conseguimos até mesmo criar melancias sem semente alguma, completamente carnuda e de um vermelho vivo.

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Aliás, só conseguimos isso porque selecionamos essas frutas para que tivessem, mais e mais, o interior “carnudo”, ou cheio do que, na verdade, se trata da placenta da fruta.

Berinjela silvestre

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Esqueça aquele roxo expressivo das berinjelas que conhecemos hoje. Antes da seleção artificial de legumes e frutas, o que era comum eram as berinjelas menores, bem parecidas com tomates, como você vê na imagem. As espécies selvagens de berinjela, inclusive, exibem, além de frutos roxos, colorações branca, azul e amarela.

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Dizem até que, além do aspecto diferente, as berinjelas selvagens costumavam ter espinhos entre o caule da planta e os frutos. Isso tudo sumiu com as várias seleções pelas quais passaram a planta, modificando também seu formato e fazendo com que a tonalidade roxa predominasse.

Pêssego silvestre

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Nem mesmo o pêssego seria igual, se não tivesse a tal da seleção artificial de legumes e frutas. Isso porque, na versão silvestre, a fruta conta com pouca polpa; além de serem tão pequenos quanto uma amora.

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Com as várias seleções que fizemos com a fruta, ela ficou 64 vezes maiores que as originais, 4% mais doces de até 27% mais doces. Isso porque, antes, quando plantados pelos chineses em torno do ano 4 mil a.C; o pêssego era de sabor terroso e levemente salgado, como uma lentilha.

Milho silvestre

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Sem a seleção artificial de legumes e frutas, acredite, você não comeria um belo milho cozido como fazemos agora. Isso porque antes, o milho era praticamente intragável! Aliás, o milho silvestre, como mostramos na primeira foto, foi modificado, pela primeira vez, por volta do ano 7 mil a.C.

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Só mesmo há cerca de 15 séculos é que o milho começou a tomar as formas que conhecemos atualmente. Antes, além de se parecer mais com uma espécie de trigo, o milho era seco, duro e tinha menos açúcar em sua composição.

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E, falando em comida, conheça também: 10 alimentos que viciam mais que cocaína.

Fontes: Science Alert, Hypescience