História

O Diário de Anne Frank – Fatos que explicam o livro e a história de Anne

O Diário de Anne Frank é um livro aclamado no mundo que, literalmente, é o diário da garota judia que viveu os terrores da 2° Guerra Mundial

Por Lucas Alves

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Hoje, com toda a certeza, o Diário de Anne Frank é um dos livros mais famosos do mundo. Ele é a reprodução do diário da garota nos anos que ela ficou escondida durante a Segunda Guerra Mundial.

Esse diário ela ganhou quando completou 13 anos. No entanto ela começou a usá-lo no período que estava escondida nos fundos de um prédio comercial de três andares, na rua Prinsengracht, em Amsterdã, na Holanda.

Ela e a família eram judeus e por isso tiveram que ficar escondidos lá de 12 de junho de 1942 a 1º de agosto de 1944. Apesar de tudo eles foram encontrados e enviados para um campo de concentração. Campo esse que foi liberado semanas depois após a morte de Anne.

Primeiramente a publicação do livro póstumo “O Diário de Anne Frank” aconteceu em 1947, na Holanda. Se ainda estivesse viva completaria 91 anos em 2020.

Vamos então conhecer um pouco mais sobre o Diário de Anne Frank e a história dessa garota que emocionou todo o mundo.

Curiosidades sobre O Diário de Anne Frank

O diário é autêntico?

A princípio acharam que o diário de Anne Frank tinha sido algo forçado e não escrito pela garota. Duas hipóteses foram levantadas: a secretária do armazém, Miep Gies, foi quem guardou todos os pertences que não foram levados. Assim, ela encontrou o diário e o entregou ao único sobrevivente da família; Por outro lado acreditavam que o pai da garota era quem tinha escrito o diário.

No entanto especialistas forenses em caligrafia constataram a veracidade do diário.

Quando ela escrevia?

O Diário de Anne Frank - Fatos sobre a vida da garota do livro
O Globo

Durante todo este tempo que ficaram escondidos, eles precisaram ainda compartilhar o anexo secreto com outras duas famílias. Assim, além do convívio diário, ainda tinham a difícil rotina de não fazer nenhum barulho durante o dia para que não levantassem suspeitas. A manhã era de estudos e leitura. Já a tarde, quando todos iam dormir, Anne aproveitava para escrever o seu diário.

O esconderijo foi denunciado ou descoberto?

Esse fato ainda não foi totalmente finalizado e várias histórias surgiram. O local era realmente um ótimo esconderijo e as famílias tinham todo o cuidado para não serem descobertas.

A princípio acreditava-se que tinha sido uma denúncia. No entanto, em 2016, um estudo da Casa de Anne Frank, coordenado pelo pesquisador Gertjan Broek, revela que realmente o esconderijo tenha sido encontrado por acaso.

Mas como assim? Os nazistas estavam investigando fraudes na distribuição de cupons de alimentos e descobriram que dois funcionários da empresa estavam envolvidos. Assim as famílias estavam escondidas nos fundo da empresa e foram encontradas durante essa investigação.

Quantas versões existem?

O Diário de Anne Frank - Fatos sobre a vida da garota do livro
Terra

Até hoje existem quatro versões de “O Diário de Anne Frank”. Primeiramente é o manuscrito original, sem nenhuma edição ou interferência da família ou editoras.

Enquanto estava “presa” ela ouviu na rádio que um membro do governo holandês, que estava em exílio,  transformaria todos os manuscritos em documentos históricos assim que a guerra acabasse. É a partir deste fato que começam a existir novas versões.

A segunda versão é o diário com uma revisão de Anne em que ela reescreve com outros nomes e sobrenomes. Já em terceiro lugar é a versão reescrita pelo pai de Anne, Otto Frank, em 1947, que retirou alguns escritos que considerava desnecessários para o momento. Por fim, a última versão é uma revista ampliada que foi organizada pela escritora alemã Mirjam Pressler.

De fato, essa última versão foi a definitiva. Ela foi lançada em 1995, tem 700 páginas e ainda traz alguns trechos descartados nas revisões de Anne e do pai.

A obra já entrou em domínio público?

Para a obra ser um domínio público, de acordo com a legislação holandesa, ela pode ser publicada por editora, sem pagar direitos autorais ou pedir autorização, logo depois de completar 70 anos da morte do autor ou revisor.

No caso de “O Diário de Anne Frank” o pai dela chegou a fazer edições. Assim ele foi um dos autores e com isso a obra se torna um domínio público apenas em 2051. Pois ele morreu em 1980.

Fatos sobre o diário de Anne Frank

Vida de Anne Frank

Anneslies Marie Frank nasceu no dia 12 de junho de 1929, em Frankfurt, na Alemanha. No entanto, ela e a família mudaram para Amsterdã em 1930.

Anne e a irmã Margot tinham três anos de diferença e faleceram em fevereiro de 1945, no campo de concentração  Bergen-Belsen. Dizem que Margot também tinha um diário, no entanto esse nunca foi encontrado.

Inicialmente, tudo que a garota escrevia no diário era para Kitty, personagem de um conjunto de livros infantis. No entanto, ela mudou de ideia quando ouviu o anúncio na rádio que depois que a guerra acabasse tudo seria transformado em documento histórico.

A única filmagem de Anne Frank é dela debruçada na janela para ver um casamento. Está disponível no youtube.

Após a morte de Anne Frank

O Diário de Anne Frank - Fatos sobre a vida da garota do livro
NL Times

Há poucos relatos sobre e morte de Anne e a irmã. Muito se fala da pequena diferença de tempo entre suas mortes e a liberação do campo de concentração. Elas faleceram em fevereiro de 1945 e o campo foi livre em abril do mesmo ano.

A mãe das meninas morreu de fome enquanto estava no campo de concentração e o pai, único sobrevivente da família, faleceu vítima de um câncer em 1980.

E aí, o que achou dessa matéria? Se gostou, dê uma olhada na matéria a seguir: Anúbis – Origem e história do deus dos mortos na mitologia egípcia.

Fontes: BBC; Mega Curioso.

Imagem de Destaque: Super Interessante.

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