Por que mostrar o dedo do meio é considerado uma ofensa?

Mais antigo que qualquer um de nós poderia imaginar, o gesto de erguer o dedo do meio para outra pessoa, segundo os estudiosos, pode ter a ver com um costume bastante comum entre os macacos. Isso porque esses animais, na hora da briga e para marcar território não perdem tempo e mostram o pênis para seus oponentes. Dessa forma, o dedo do meio parece ser uma forma mais civilizada e polida de fazer o mesmo gesto de “poder”, digamos assim, só que com o dedo.

Contam por aí que um dos primeiros registro escritos desse costume nada educado aparece no ano de 423 a.C (antes de Cristo), quando o grego Aristófanes, um poeta da época, escreveu a peça “As nuvens”. Em um dos diálogos da obra, o personagem Estrepsíades acaba fazendo a comparação, em meio a uma piada, entre o dedo do meio e o pênis. A tal ofensa, então, teria chegado da Grécia à Roma, onde passou a ser conhecida como “digitus infamis”, ou dedo obsceno.

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Em outra obra, Gestures, their Origin and Distribution (Gestos, sua Origem e Distribuição), o zoólogo britânico Desmond Morris conta que o imperador Calígula (12-41) costumava fazer com que seus súditos beijassem seu dedo do meio, ao invés de sua mão, como era o costume. Isso não só chocava os servos, como realmente consistia em uma tremenda humilhação.

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Daí por diante, ao longo dos séculos, o gesto foi se popularizando e acabou se tornando algo praticamente universal (porque em alguns poucos países o dedo do meio para cima não significa muita coisa) e é usado sempre que alguém quer ofender. Aliás, há até uma estátua gigantesca na República Tcheca, feita pelo escultor David Cerney, que consiste em um grande e ereto dedo do meio roxo, erguido – segundo dizem as más línguas – em homenagem ao presidente do país.

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Fofo, não?