Suicídio: 6 comportamentos para ficar alerta

Falar sobre suicídio não é algo agradável, mas não dá para, simplesmente, ignorar o assunto. Aliás, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no Brasil, são registrados, diariamente, 32 casos diários de suicídio. É como se uma pessoa tirasse a própria vida a cada 45 minutos. Tenso, não?

E, por mais que não dê para parar completamente os suicídios que acontecem ao redor do mundo, saber mais sobre o problema e quais os sinais mais perigosos, que denunciam a possibilidade das pessoas tiraram a própria vida, pode ajudar muita gente a continuar vivendo. Na lista de hoje, inclusive, vai entender um pouco mais a respeito.

Saber, por exemplo, interpretar os sinais das pessoas próximas; entender como a depressão pode ser cruel e o efeito das drogas na decisão de cometer suicídio é algo essencial para todo mundo. Isso porque seu irmão, seus pais, seu parceiro ou parceira do dia-a-dia, bem como seus amigos podem estar emitindo um grito silencioso de alerta.

Como você vai ver, na lista abaixo, toda sensibilidade é bem vinda nesses momentos para evitar que uma vida se perca em um momento de desespero. Até porque quem morre por um suicídio não é só a vítima, mas todas as pessoas que amam.

Confira, abaixo, 6 comportamentos alarmantes sobre o suicídio:

1. Falar sobre suicídio pode ser um sinal

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Nem sempre quem fala em morrer está só querendo chamar atenção. Aliás, conforme especialistas, pessoas que tocam no assunto podem estar pedindo ajuda. Então, se um amigo seu ou familiar falar frases de impacto, como “não quero mais viver” ou “não aguente mais essa vida”, não pense que é somente manha, especialmente se esse for um assunto recorrente.

2. Depressão e uso de drogas podem levar ao suicídio

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Conforme estudiosos sobre o assunto, quem já tentou suicídio antes tem muito mais chances de recorrer a uma nova tentativa. Além disso, quase todo mundo que enfrenta algum problema mental, como depressão, ou é dependente de álcool ou outras drogas têm maiores chaces de cometar suicídio ou de tentar cometê-lo algumas vezes. Essas pessoas precisam receber atenção especial e ter acompanhamento profissional.

3. Nem todo depressivo comete suicídio

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Claro que nem todo depressivo vai tentar se matar, mas estatísticas sobre o assunto apontam que, pelo menos, 15%  das pessoas que tem uma depressão grave estão expostas a esse risco. Então, se a pessoa não tem mais interesse em si mesma ou em qualquer outro segmento de sua vida, esse pode ser um péssimo sinal. A situação é ainda mais grave se o depressivo se isola, já que ele pode não estar mais enxergando motivações na vida.

4. Mudanças bruscas são sinal de alerta

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A vida de todo mundo muda o tempo todo, mas no caso de quem tem problemas e tem maior propensão a cometer um suicídio essas mudanças inesperadas podem ser um problema. Aliás, dá para se preocupar se a mudança está acontecendo por parte da pessoa em questão, quando ela deixa de fazer algo que fazia sempre, como ser vaidosa, por exemplo; ou por algo outro motivo, como a perda de um ente querido ou do emprego. Elas precisam ser acompanhadas de perto nesses momento.

5.  Depressão e suicídio na adolescência

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É mais complicado perceber a depressão durante a adolescência, mas ela realmente existe. Só no Brasil, o suicídio entre jovens cresceu mais de 30% na última década. O pior de tudo é que o que indica a depressão na adolescência pode ser confundido apenas como um comportamento rebelde da idade, como a falta de vontade de conversar com as pessoas e a quantidade de tempo isolado dentro do quarto, por exemplo.

6. Não confie em melhoras repentinas

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Muitas vezes, para concluir o ato contra a própria vida, a pessoa depressiva simula uma melhora repentina. No entanto, essa pode ser apenas uma forma de despistar a família e os amigos para que ninguém atrapalhá-la. Então, por mais que a melhora pareça verdadeira e a pessoa pareça estar alegre, não a perca de vista.

OBS: o que fazer para evitar um suicídio?

O ideal é perceber o problema e procurar ajuda profissional o quanto antes para a pessoa que está sofrendo com depressão, por exemplo. Outra coisa muito importante a se fazer, segundo os médicos, é escutar o que a pessoa tem a dizer, já que muitas vezes é só isso que elas precisam.

No mais, acompanhe a pessoa durante o tratamento e, ao perceber comportamentos suspeitos, não deixe que ela tenha acesso facilitado a ferramentas cortantes, armas de fogo, remédios e outras substâncias nocivas à saúde.

E, por falar em assuntos pesados, você deveria conhecer também essa outra matéria impressionante: Canção do suicídio: música fez mais de 100 se matar.

Fonte: Revista Galileu