5 figuras históricas que não descansaram depois da morte

Depois da morte, como pregam algumas religiões pelo mundo, o corpo humano apodrece, mas a alma alcança o descanso eterno, caso a pessoa tenha merecido isso durante seu tempo de vida. Se isso é verdade ou não, depende da crença de cada um, mas o certo é que antes de mais nada, a pessoa é enterrada, cremada ou tem algum tipo de destino final alternativo a fim de alcançar o descanso eterno para o corpo físico.

O grande problema, no entanto, é que nem todo mundo tem esse privilégio. Muitos são aqueles que não conseguem encontrar a paz eterna, pelo menos não para o material. Bons exemplos disso você vai conferir hoje, aliás, com os destinos quase trágicos de algumas figuras históricas.

Isso porque devido à fama que alcançaram em vida, muitas figuras históricas das quais você ouviu falar nas aulas, acabaram sendo perturbados de alguma forma depois de morrerem. Alguns tiveram partes do corpo arrancadas e até mesmo leiloadas; outros tiveram seus cadáveres inteiros sequestrados e assim por diante.

Um exemplo trágico que você já conferiu aqui, no Segredos do Mundo, nessa outra matéria, foi o do gênio Eisntein. Embora tenha sido uma das figuras históricas mais respeitadas até hoje, depois de morto achou quem lhe vandalizasse o corpo e retirasse seu cérebro (para guardar), sem o consentimento de sua família. Tenso, né?

Confira, abaixo, outras figuras históricas que tiveram destino parecido:

Galileu Galilei

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Você já deve ter ouvido falar que Galileu Galilei foi acusado de heresia por dizer, publicamente, que nossa planeta não é o centro do universo e que somos nós que giramos em torno do Sol. Bom, isso rendeu problemas a ele até mesmo depois da morte, em 1642, já que ele não teve um funeral digno.

Aliás, é nesse ponto que ele se torna uma das figuras históricas que não descansaram nem mesmo depois da morte. Isso porque, um século depois de sua morte, cientistas resolveram fazer uma exumação no corpo do estudioso. Depois disso, ele seria enterrado, com pompas, em um túmulo de mármore, na Basílica de Santa Croce, na França.

Mas, não foi tão calmamente assim que tudo aconteceu. O pessoal da exumação acabou não resistindo à tentação e surrupiou algumas coisas do defunto, como um dente, uma vértebra e até mesmo alguns dedos.

Só depois de anos é que os restos mortais de Galileu começaram a aparecer. O dedo médio dele, por exemplo, surgiu na Universidade de Pádua. Em 1905, os outros ossos roubados do gênio também foram resgatados e hoje estão expostos no Museu Galileo. Resumindo, o coitado ainda continua sem paz.

Napoleão Bonaparte

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Nem todo mundo sabe, mas Napoleão não foi enviado à França, assim tão fácil, depois que morreu em Santa Helena, no ano de 1821. Ele estava exilado nessa época e só conseguir ser levado para o País que governou depois de 20 anos de sua morte.

Mas, antes tivesse feito sua morada eterna longe da França. Isso porque, chegando lá, ele passou por uma necrópsia antes de ser sepultado.

Até aí tudo bem. Mas, o que colocar Napoleão na lista das figuras históricas que não conseguiram descanso nem mortas é o que vem junto com a exumação: resolveram cortar o “instrumento” do homem, minha gente!

E, daí por diante, o órgão do imperador começou uma incansável saga. Em 1916, por exemplo, ele apareceu no meio de uma coleção excêntrica, de um francês mais excêntrico ainda, e foi leiloado em Londres.

Depois disso, o órgão passou mais um tempo sumido e, em 1927, surgiu na exposição do Museu de Arte Francesa de Nova York, nos Estados Unidos. Daí, então, fez parte da coleção de vários fanáticos por objetos históricos, até que, nos anos 70, o “instrumento” de Napoleão foi comprado por um urologista americano, que o guardava debaixo da cama. Em 2007, depois da morte do médico, a filha dele passou a ter posse do tão pedacinho do imperador francês.

Beethoven

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O compositor e gênio da música que, na verdade, se chamava Ludwing van Beethoven, morreu surdo, em 1827. Para atender ao último pedido dele, seu corpo foi exumado, em 1863, a fim de descobrir a causa de sua morte, já que a saúde de Beethoven só piorava em seus últimos tempos de vida e a medicina não sabia dizer só que ele sofria.

Foi então que ele se tornou uma das figuras históricas sem sorte depois da morte. Exumado pelo médico Johann Wagner, o corpo de Beethoven acabou sendo vandalizado. O médico abriu a cabeça do compositor de forma tão brutal, que os restos mortais não puderam ser encaixados de forma correta, no final, para o enterro.

Além disso, Wagner também mexeu nos ouvidos do compositor, provavelmente para tentar entender seu problemas auditivo. E, para completar o vandalismo, ele também roubou os ossículos auditivos do corpo, junto com outras “relíquias” do cadáver; que só foram reencontrados em 1945, nos pertences de um antropólogo.

Abraham Lincoln

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Em 1865, Abraham Lincoln foi embalsamado, logo depois de morrer. Então, como qualquer ser humano comum, ele foi enterrado e ganhou um tumba de mármore imponente (o que não é tão normal assim). Até aí tudo bem, nada indicava que um dos maiores símbolos americanos se tornaria uma das figuras históricas que não teriam descanso depois da morte.

Em 1876, no entanto, a paz de Lincoln foi interrompida. Seu corpo foi roubado por um grupo de criminosos que pretendiam usá-lo como barganha, em troca da liberdade de Benjamin Boyd, um falsificador de dinheiro.

Acontece que o Serviço de Segurança dos Estados Unidos interrompeu o plano mirabolante e descobriu todo o esquema dos ladões. Depois disso, o corpo do presidente foi depositado em uma urna de mármore e, novamente enterrado. Antes disso, a urna foi colocada entro de uma caixa de aço, que por sua vez, foi guardada embaixo de um bloco de concreto.

Charlie Chaplin

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Em 1977, o mundo perdia um dos maiores atores da história: Charlie Chaplin. E o pior é que ele logo, logo, se tornaria uma das figuras históricas perturbadas em seu sossego da morte. Apenas 2 meses após seu falecimento, com o corpo ainda fresco (ou quase), dois ladrões planejaram arrancar da viúva do ator cerca de 600 mil dólares e, para isso, roubaram o cadáver de Chaplin.

Para dar seguimento ao plano, os ladrões enterraram os restos mortais de Chaplin no meio de um milharal, há não mais que 1 quilômetro da casa da família do ator. Mas, como se tratava de uma personalidade bastante relevante da época, a polícia não tardou em descobrir tudo e prender os dois criminosos.

Ao ser recuperado, o corpo de Chaplin voltou a ser enterrado no mesmo cemitério, mas com um tampão extra de 1,80 metro de espessura. Isso impediu, até hoje, que outros aproveitadores tivessem (ou concluíssem) a mesma ideia.

Fontes: Mega Curioso, Smithsonian