9 coisas que fariam você parar no hospício no passado

Se, hoje em dia, é difícil provar nossa sanidade para as pessoas, no início do século 20 a coisa era muito mais pesada. Isso porque a sociedade partia da premissa de que pessoas excêntricas, mesmo que não exatamente perigosas ou medonhas, eram ótimas candidatas a serem internadas em um hospício… a força, é claro.

Aliás, qualquer motivo MESMO era uma boa razão para que jogassem uma pessoa no hospício, às vezes durante a vida inteira. Uma pessoa que sofria algum tipo de mal, como a epilepsia, por exemplo, poderia ser considerada com “sorte” se fosse enfiada em um hospício para sempre, já que a segunda opção era passar por sessões intermináveis e terríveis de exorcismo.

Achou esse caso pesado demais? Espere até ver o que acontecia com mulheres que se envolviam com homens que não queria compromisso ou mesmo com coitadas que, por alguma razão, decidiam vestir calça, ao invés dos vestidos obrigatório da época.

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E, por mais que tudo isso pareça loucura o suficiente, fique sabendo que esses não eram os únicos motivos que poderiam mandar uma pessoa para uma instituição de tratamento mental. Vários outros motivos bobos e irrelevantes, muito longes de serem um grande problema como a esquizofrenia, eram considerados males da cabeça. Quer ver?

Confira 9 coisas que fariam você parar no hospício no passado:

1. Dirigir em alta velocidade

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Na década de 20, nos Estados Unidos, se você fosse pego dirigindo em velocidade muito alta corria o risco de ser preso. Mas uma outra punição ainda era possível: você ter que se submeter a um exame de sanidade mental e, dependendo do resultado, ser mandado para um hospício.

2. Estudar demais

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Todo mundo fica mesmo à beira da loucura na época do vestibular, não é verdade? E, se você acha que isso é exagero, vai mudar de ideia depois de ler essa matéria.

Isso porque duas irmãs de Chicago, nos Estados Unidos, realmente foram enviadas a um hospício, em 1915, depois de uma longa maratona de doutrinas da Ciência Cristã. O mais interessante de tudo é que essa vertente religiosa existe até hoje e prega que a cura vem pela fé, pela oração e pela homeopatia.

3. Ler pela manhã

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Também em 1915, em Chicago, uma mulher chamada Alice Ostwald foi internada em um hospício depois de ser “flagrada” lendo um livro às 5 horas da manhã, no meio da rua. Tenso, não? Com certeza, as instituições de tratamento psiquiátrico estariam MUITO mais cheias nessa época se J.K.Rowling tivesse lançado os livros de Harry Potter nessa época!

4. Ser filho de um alcoólatra

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Outra prova de que não era fácil ser considerado normal no início do século 20 foi um artigo, publicado em 1913. Nesse, médicos afirmavam que crianças delinquentes era quase sempre a prole de um pai alcoólatra e pobre.

Logo, para evitar que a violência crescesse e para “cortar o mal pela raiz”, o mesmo artigo recomendava que as crianças que nascessem nessa condição fossem internadas. Não se tem registro de que algum juiz da época tenha acolhido esse tipo de aconselhamento.

5. Ser uma pessoa pobre

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Pobre sempre sofreu em qualquer época, mas no início do século 20, o negócio era mais sério. Em 1913, por exemplo, uma mulher que sempre trabalhou como estenógrafa (pessoa que escreve na mesma velocidade da fala, normalmente durante depoimentos) acabou ficando desempregada. Quando ela resolveu pedir ajuda a um grupo de caridade, ela acabou sendo internada em um hospício, onde passou 5 anos.

Um caso semelhante aconteceu em 1921. Uma mãe solteira, de pele negra, foi internada em um hospício com o filho porque ficavam perambulando pelas ruas. O grande motivo? A irmã dela já estava em uma instituição semelhante e acharam que ela também pudesse ter problemas mentais, então resolveram “prevenir” problemas futuros.

6. Mulheres vestidas de homem

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Se hoje em dia a transexualidade é vista com certa estranheza, imagina só como não soava por volta do ano de 1900!? Nessa época, uma mulher acabou sendo internada em um hospício por usar calças compridas e exercer funções masculinas no trabalho. Nos jornais que noticiaram o acontecimento nem dá para saber se ela era mesmo uma transgênero mesmo, só relata a abominação que ela era considerada por vestir essa peça de roupa exclusivamente masculina na época.

7. Ser epiléptico

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Hoje em dia a epilepsia ainda assusta, mas, no passado, ela era confundida como possessão demoníaca e, claro, chegou a render incontáveis internações em hospícios. E, como a doença não tem cura, essas pessoas passavam a vida inteira presas em suas instituições para tratamento.

8. Intimidade sem compromisso

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Se relacionar intimamente com um homem que não queria compromisso costumava ser um belo sinal de insanidade no final do século 19. Um relatório de 1896 conta a história de uma mulher que se envolveu com um homem mais velho, se deitou com ele e manteve o relacionamento por um tempo.

Quando ele se cansou da moça, a acusou de insanidade e a coitada foi internada em um hospício. Mas, como a mulher estava grávida, ela não passou muito tempo reclusa na instituição de tratamento mental.

9. Ser “preguiçoso”

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Em 1915, as pessoas que lutavam por uma carga horária reduzida, de 10 horas diárias para 8 horas diárias, eram acusadas de insanidade por seus empregadores. Os tais trabalhadores “preguiçosos” eram obrigados a passar por avaliações médicas e psicológicas que, dependendo do resultado, podiam enviá-los diretamente a um hospício.

E, por falar em ser doido, ou parecer um, você deveria analisar quais suas próprias chances de ir parar em um hospício algum dia. Para isso, confira também: Será que você pode ficar maluco? Interprete os sinais de sua mente.

Fonte: Mega Curioso, Listverse