Arara-azul: segredos e curiosidades da joia rara do Pantanal

Arara-azul é um dos animais mais deslumbrantes encontrados no Brasil. Aprenda mais sobre suas características e sobre seu comportamento.

Close de arara-azul em perfil destacando plumagem azul vibrante e detalhes amarelos no bico sobre fundo verde.

As araras-azuis são as joias da coroa do céu brasileiro. Com sua plumagem de um azul profundo que parece ter sido pintado à mão, essas aves dominam a paisagem visual do Pantanal e das nossas savanas, além de desempenharem um papel vital no equilíbrio dos ecossistemas onde habitam.

Mais do que um símbolo de beleza e resistência, as Anodorhynchus hyacinthinus são exemplo de sobrevivência, inteligência e complexidade biológica que desafia as fronteiras da conservação.

Quer saber mais sobre elas? Continue aqui com a gente!

Taxonomia

Veja a classificação taxonômica desse lindo animal:

  • Reino: Animalia
  • Filo: Chordata
  • Classe: Aves
  • Ordem: Psittaciformes
  • Família: Psittacidae
  • Gênero: Anodorhynchus
  • Espécie: Anodorhynchus hyacinthinus

Características da arara-azul

A arara-azul é a maior representante do seu grupo com cerca de 1,5 metros, da ponta de sua cabeça até ponta do seu rabo, em indivíduos mais velhos e mais fortes. Seu bico também é extremamente grande, dando a impressão que é maior que seu crânio.

Ao nascerem, as pequenas araras bebês têm cerca de 82 milímetros e pesam em média 30 gramas. Com o passar do tempo, elas chegam a pesar cerca de 1,3 quilo.

Apesar de a grande maioria de suas penas serem azuis, a parte interna das asas dessa ave é preta. Ao redor os olhos se encontra um detalhe amarelo, que também dá cor às pálpebras e também em um detalhe na base do bico.

Comportamento das araras-azuis

A arara-azul é um animal sociável, sempre vista em bandos ou em duplas. Na hora de dormir, por exemplo, chega a se agrupar em árvores às dezenas ou centenas.

Outra coisa comum é encontrar essas aves fazendo o preening, ato de limpar as penas, umas nas outras. Tal comportamento é visto principalmente entre casais.

As araras-azuis são aves monogâmicas, podendo viver a dois durante toda sua vida, até mesmo fora da fase e acasalamento. Além disso, elas acabam dividindo as tarefas como cuidar dos filhotes ou buscar comida.

Quando estão na época de acasalamento, as fêmeas botam cerca de 2 ovos, porém apenas um dos filhotes consegue chegar à vida adulta. Ao todo, são 28 dias de incubação e seus ninhos são feitos em troncos de árvores. Os filhotes ficam com os pais entre 12 e 18 meses, saindo do ninho apenas após 3 meses do nascimento.

Habitat e alimentação da arara-azul

Seu habitat principal é o Pantanal, mas elas podem ser encontradas em diversos estados, como Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Maranhão e Bahia. Além disso, também há ocorrência delas em países vizinhos, como Bolívia e Paraguai.

Nesses lugares se encontram as comidas preferidas delas: os frutos do buriti, licuru e macaúba. Com ajuda dos bicos fortes, elas quebram a casca e se alimentam. Muitas vezes a alimentação é feita em bando, uma vez que isso diminui o risco de predadores.

Risco de extinção

Um dos principais fatores que levou a arara-azul-grande a ser caçada é seu comportamento dócil. Elas acabam se aproximando dos seres humanos com muita facilidade e isso faz com que elas sejam capturadas. Elas são vendidas em mercados clandestinos e muitas não sobrevivem ao transporte precário.

Segundo a WWF, as araras-azuis estão em risco de extinção, porém existem diversos programas para ajudar na preservação da espécie. Um dos mais importantes dentre todos é o Projeto Arara-Azul, criado por Neiva Guedes. Com monitoramento, observação dos animais e apreensão de araras vítimas, a população desse animal subiu bastante. Estimava-se que em 1999 existiam 1500 araras-azuis no pantanal e hoje já existem muito mais de 5000.

Outras araras de cor azul

Arara-azul-pequena

Arara-azul-pequena pousada em um galho.

Seu nome científico é Anodorhynchus glaucus e é bastante parecida com a arara-azul-grande. Ela é considerada extinta, uma vez que não é vista em habitat há mais de 80 anos. O último animal que vivia em cativeiro morreu em 1912 em Londres.

Arara-azul-de-lear

Arara-azul-de-lear pousada em galho em frente de um morro rochoso.

Seu nome científico é Anodorhynchus leari e é praticamente idêntica à arara-azul-grande. Sua única diferença é a coloração mais pálida em seu peito e, em alguns exemplares, na sua cabeça, além de ser menor, podendo chegar a 70 centímetros.

Devido a programas de conservação, sua população tende a aumentar com o passar dos anos.

Ararinha-azul

Ararinha-azul pousada em galho.

Seu nome científico é Cyanopsitta spixii e atualmente está extinta na natureza. Ela ficou bastante famosa pelo filme Rio (2011). Existem cerca de 200 ararinhas no mundo, todas em cativeiro. Existem planos de soltura para elas no futuro.

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