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Rivotril: para que serve e principais riscos para a saúde

Você toma ou conhece alguém que toma Rivotril? Cuidado! Conheça detalhes sobre o remédio que ninguém conta, mas todo mundo deveria saber.

Medicamento ansiolítico, ou seja, que reduz a ansiedade, o Rivotril possui em sua composição  uma substância chamada Clonazepam que, basicamente, inibe o sistema nervoso central. É por isso que esse remédio é tarja preta e só deve ser consumida sob prescrição médica, já que se trata de um medicamento que afeta a mente e o humor.

Utilizado em transtorno neurológicos e psicológicos, o medicamento combate a ansiedade, porém seus índices de crises de convulsão e dependência são elevados.

De forma geral, o Rivotril causa depressão do sistema nervoso central (SNC). Tanto que, na bula, os fabricantes recomendam que são se faça uso do medicamento caso você precise executar atividades perigosas que exijam agilidade mental, como operar máquinas ou dirigir veículos.

Seus efeitos, aliás, iniciam em média de 30 a 60 minutos após seu consumo, podendo durar de 6 a 12 horas.

Para que serve

Coisas que ninguém conta sobre o Rivotril, mas que você deveria saber
Clínica Marina Baitello

O Rivotril é um medicamento ansiolítico, ou seja, age como tranquilizante no corpo humano. Sua principal função é inibir algumas funções do sistema nervoso central, provocando um efeito sedativo que gera a tranquilização.

Para ser mais preciso, a ação ocorre por meio de benzodiazepínicos , que potencializam a ação do GABA (ácido gama-aminobutírico). O neutrotransmissor tem função depressora e é responsável por reduzir sensações de excitação, agitação, tensão, bem como o estado de alerta, trazendo relaxamento, sonolência e calma.

Sendo assim, seu uso costuma ser indicado para pacientes que sofrem com condições como distúrbios epilépticos, transtorno de ansiedade generalizada (TAG), síndrome do pânico, fobia social, insônia, depressão e transtorno bipolar. Além disso, também pode ser indicado a pacientes com vertigem e outros sintomas relacionados à perturbação do equilíbrio, síndrome das pernas inquietas e síndrome da boca ardente.

Efeitos colaterais do Rivotril

  • Cardiovascular: dores no peito, arritmia e palpitações.
  • Gastrointestinal: gastrite, diarreia, náusea e prisão de ventre.
  • Respiratório: rinite, tosse bronquite, respiração ofegante, congestão nasal e dispneia.
  • Dermatológico: erupções na pele, queda de cabelo e inchaços.
  • Neurológico: vertigem, sonolência, letargia, fadiga, enxaqueca, e coordenação motora prejudicada.
  • Além de sintomas de abstinências na interrupção abrupta do medicamento e um quadro de depressão ao longo do tempo.

Rivotril e outros medicamentos

O Rivotril pode ser administrado juntamente com outros medicamentos, entretanto o médico deve ser informado sobre o uso desses medicamentos que você confere a seguir.

Metadona

Erva de São João;

Olanzapina;

Ácido Fusídico

Talidomida;

Droperidol;

Zolpidem.

Caso essas substâncias se misturem, é possível que hajam efeitos colaterais sérios, além da possibilidade de cortar o efeito do medicamento.

Contraindicações do Rivotril

Como toda droga, o Rivotril pode ser perigoso em alguns casos, como durante a gravidez. Nessa fase da vida, as mulheres só devem fazer uso do medicamento sob recomendação e acompanhamento médicos.

Mas essa não é a única contraindicação do uso do Rivotril. Abaixo, como você vai ver, listamos alguns grupos de risco, que devem ficar longe desse medicamento.

  • Hipersensibilidade aos benzodiazepínicos ou a qualquer dos componentes da fórmula;
  • Problemas respiratórios graves
  • Problemas no fígado;
  • Glaucoma agudo de ângulo fechado.

Problemas da prescrição

Coisas que ninguém conta sobre o Rivotril, mas que você deveria saber
Folha

O uso de Rivotril causa benefícios no tratamento de condições específicas, mas também oferece alguns efeitos nocivos. Isso porque o remédio tarja preta pode acabar, em alguns casos, surgindo como alternativa para alternativas mais simples.

Em pacientes que fazem abuso do medicamento, quadros de dependência física e psíquica podem se tornar comuns. De forma geral, o quadro depende do tempo e da dosagem do uso, bem como da especificidade de cada paciente. No entanto, a recomendação é que o uso não passe de quatro semanas ou poucos meses. Além disso, é essencial que seja feito sob a orientação e acompanhamento de um médico.

Caso a dosagem inicial pare de fazer efeito, por exemplo, é importante ficar atento para uma possível dependência química. Por outro lado, não recomenda-se interromper o tratamento de forma repentina, já que isso também pode gerar efeitos nocivos de abstinência.

Os sintomas de abstinência podem incluir, por exemplo, ansiedade, distúrbio comportamental, psicoses, alucinações, desrealização e despersonalização.

Tenso, não? Você está em algum desses grupos de risco ou já sofreu algum tipo de reação usando Rivotril? Sabia do alto poder de causar dependência desse medicamento? Não deixe de nos contar tudo nos comentários!

Agora, falando em remédios potentes e perigosos, não deixe de conferir ainda: Remédios que matam mais que cocaína e muita gente toma diariamente.

Fontes: Azul Psicologia, Dr. Rocha, Carta Capital

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