Curiosidades

Intraterrestres – Mitos e fatos científicos sobre a vida debaixo da Terra

Seres intraterrestres são interesse comum de grupos de ufológicos e esotéricos, mas também de cientistas que analisam a vida das profundezas.

Por P.H Mota

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Criaturas intraterrestres são aquelas que vivem dentro da Terra, ou seja, nas profundeza do solo de nosso planeta. Apesar de existirem pesquisas científicas investigando as possíveis formas de vida sob a crosta, também há uma série de lendas sobre civilizações intraterrenas.

As principais crenças e lendas, por exemplo, sugerem que os túneis e cavernas subterrâneas do planeta também servem como moradias de algumas civilizações. Além disso, ufologistas e especialistas também defendem que algumas dessas criaturas podem ser avançadas.

Atualmente, o principal ponto de encontro da crença dessas civilizações no Brasil ocorre na Serra do Roncador, em Barra do Garças, no Estado de Mato Grosso.

Serra do Roncador

Intraterrestres - mitos e fatos científicos sobre a vida debaixo da Terra
O Globo

Em 1919, a Serra do Roncador foi apontada pelo Coronel Fawcett, membro da Real Artilharia Britânica, como possível local de moradia de grupos interrestres. A partir daí, ufólogos e esotéricos de todo o mundo passaram a investigar o local.

Por ali, uma série de grutas e cavernas com caracteres históricos que chamam atenção. As histórias dizem que enquanto procurava por sinais de Atlântida – uma antiga cidade submersa – na região, o Coronel teria desaparecido de forma misteriosa. Naturalmente, isso ajudou a fortalecer as histórias sobre as capacidades desconhecidas da Serra.

Além disso, a região também abriga um lago de águas cristalinas conhecido como Portal. Apesar de não ter nenhum ser vivo em seu interior, o lago é apontado por vertentes da ufologia como entrada secreta para Atlântida. Uma grande pedra de cristal esférica e transparente também é apontada como possível portal.

Ciência e intraterrestres

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Geomicrobiology

Ainda que a ciência não tenha nada consistente para falar sobre civilizações intraterrestres avançadas, pesquisadores sabem que cerca de 70% dos micróbios do planeta vivem nas profundezas. Ou seja, a vida dentro da terra está repleta de bactérias e organismos unicelulares, numa massa de cerca de 15 a 23 bilhões de toneladas de carbono.

O número foi estimado por centenas de pesquisadores internacionais do programa Deep Carbon Observatory, num trabalho feito ao longo de dez anos.

Como parte da pesquisa internacional, a Agência Japonesa para Ciências Marinhas e da Terra perfurou 2,5 km sob a placa oceânica. Dessa maneira, foi capaz de capturar micróbios de uma camada de sedimentos de cerca de 20 milhões de anos.

Alguns dos seres intraterrestres descobertos podem ser considerados zumbis. Isso porque utilizam toda a energia que possuem para sobreviver e não realizam nenhuma atividade, podendo permanecer ali por dezenas de milhões de anos.

Juan de Fuca

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MB Guiding

Próximo à costa do estado americano de Washington, está localizada a cordilheira de Juan de Fuca. A montanha submersa fica na convergência de muitas placas tectônica e, além disso, recebe muitos nutrientes por conta da proximidade da costa.

Dessa maneira, uma grande rede de observatórios tem sido utilizada para observar quase todo o assoalho do oceano. Essas estações são conhecidas como CORKs, que basicamente são crateras profundas que são cobertas e reabertas após alguns anos.

Entre outras coisas, as pesquisas de Juan de Fuca ajudam a revelar organismos, modos de vida e mudanças populacionais. Além disso, a percepção do movimento das águas do fundo do oceano também pode ser melhor compreendida a partir das observações.

Alguns dos principais pontos de investigação intraterrestre em Juan de Fuca incluem dois vulcões subaquáticos arranjados em uma linha norte-sul, a uma distância de 50 quilômetros entre um e outro.

Vida intraterrestre

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DW

A ação internacional do Deep Carbon Observatory é um grande passo no estudo da vida intraterrestre, mas ainda representa apenas o início da compreensão desses ambientes. Segundo o pesquisador Rick Colwell, da Universidade do Estado de Oregon, por exemplo, “os cientistas ainda não sabem como a vida superficial afeta a vida subterrânea e vice-versa”.

Até pouco tempo, a maioria dos projetos envolvendo as camadas mais profundas da Terra consideravam-nas globalmente estéreis. Com a nova compreensão, entretanto, é possível tomar uma nova consciência do impacto das bactérias nas profundezas do planeta.

Além disso, a descoberta também influencia em campos de pesquisas espaciais. Saber que micróbios conseguem viver nessas condições de pressão e temperatura extrema, mesmo privados de atividade metabólica, pode ajudar a fazer melhores buscas em outros terrenos, como Marte, por exemplo.

Fontes: InfoEscola, Concursos no Brasil, HypeScience, tilt

Imagens: Toronto Star, DW, MB Guiding, Geomicrobiology, O Globo

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