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Quais são os sintomas de anemia profunda?

A anemia profunda é uma condição em que o corpo está com níveis críticos de hemoglobina; saiba como preveni-la ou tratá-la.

Alguns dos sintomas de anemia profunda são falta de disposição, tonturas, dores de cabeça, entre outros. Essa condição se trata de um déficit de hemoglobina, proteína que auxilia no transporte de oxigênio pelo organismo, no sangue, o que explica tais sintomas.

De modo geral, a anemia não é uma condição grave, sobretudo a ferropriva, que se caracteriza pela diminuição dos níveis de hemoglobina. No entanto, por conta dos sintomas que ela causa, podem ocorrer alguns acidentes, dessa forma, caso haja suspeita, busque ajuda médica para reverter essa deficiência.

Basicamente, a anemia mais comum pode ser evitada a partir da alimentação balanceada, com consumo adequado de alimentos que têm ferro e vitamina B12 em sua composição. Sendo assim, uma rotina saudável pode ajudar a prevenir tal problema.

Quer saber mais sobre os sintomas de anemia profunda? Confira nossa matéria!

Sintomas de anemia profunda

  • Tontura;
  • Falta de apetite;
  • Falta de disposição;
  • Cansaço frequente;
  • Problemas de memória e de concentração;
  • Desejo de comer coisas que não são comestíveis, por exemplo, terra e tijolo,
  • Pele, gengivas e parte interna dos olhos pálidas;
  • Unhas e cabelo fracos;
  • Alteração da frequência cardíaca;
  • Dores de cabeça constantes.

Causas da anemia

Déficit nos níveis de vitaminas e minerais

Essa é a causa principal da anemia, pois a falta de certos nutrientes dificulta a produção adequada de glóbulos vermelhos no sangue. Nesse sentido, a ausência dessas hemácias provoca o que se chama de anemia carencial, que pode ocorrer por falta de ferro no corpo ou por falta de vitamina B12 e ácido fólico.

Para saber se a taxa desses nutrientes está adequada, é importante buscar acompanhamento médico e fazer um hemograma conforme a recomendação do profissional.

Hemorragias

As hemorragias, que são intensos sangramentos, são críticos, porque com a perda do sangue ocorre a diminuição do número de hemoglobina, então, a quantidade de oxigênio no organismo fica prejudicado assim como o transporte de nutrientes por todo o corpo.

Doenças genéticas

Existem algumas doenças que são passadas através do DNA e que podem causar uma adulteração tanto na quantidade ou mesmo na qualidade da produção da hemoglobina.

As doenças desse tipo que são mais conhecidas são a talassemia e a anemia falciforme. Cada uma delas envolve alterações diferentes, no entanto, ambas causam anemia.

Alterações na medula óssea

A medula óssea é o tecido responsável por produzir as células sanguíneas, dessa forma, se ela for afetada por alguma condição, a formação dos glóbulos vermelhos pode ser prejudicada e, então, causar anemia.

Doenças autoimunes

A anemia hemolítica autoimune é caracterizada pelo ataque dos anticorpos da pessoa, produzido pelo o sistema imunológico, aos glóbulos vermelhos. Embora se conheça esse mecanismo fisiológico, ainda não são conhecidas as causas que levam a esse tipo de condição.

Doenças crônicas

Em virtude das doenças crônicas causarem inflamação no organismo, provocando a morte e alterações na formação das hemoglobinas, elas podem resultar em anemia. Algumas dessas doenças são, por exemplo: doença de Crohn, artrite reumatoide, osteomielite, entre outras.

Outras causas da anemia

A anemia pode surgir como consequência de algumas infecções ou também por conta do uso de alguns tipos de medicamentos, por exemplo, antibióticos e anti-inflamatórios. Além disso, substância como álcool ou benzenos também podem agir de forma a causar tal condição.

Fatores de risco

  • Gestantes;
  • Idosos;
  • Crianças e adolescentes em fase de crescimento;
  • Herança genética;
  • Pessoas que possuem fluxo menstrual intenso;
  • Pacientes com doenças autoimunes, crônicas ou que causam sangramentos;
  • Pessoas que seguem dietas restritivas.

Como saber se tem anemia?

O diagnóstico da anemia se dá a partir do histórico do paciente e também por meio de um hemograma, para conferir a taxa de hemoglobina. Além disso, a avaliação de ferro, vitamina B12 e ácido fólico no sangue.

As taxas de hemoglobina que indicam que pessoa tem anemia varia de acordo com a idade, gênero e gravidez. Assim, é considerada anemia quando os níveis de hemoglobina estiverem menores que:

  • 12 g/dl em mulheres;
  • 13 g/dl em homens;
  • 11 d/dl em pessoas grávidas.

O que é bom para combater e tratar a anemia?

De modo geral, tanto para evitar como para tratar anemia, deve-se aumentar a ingestão de alimentos com alta taxa de ferro. Se o caso for mais grave, o médico poderá receitar alguns suplementos de ferro ou, até mesmo, transfusão de sangue.

O que comer?

Os alimentos que são fonte de ferro são indispensáveis em uma dieta em que se deseja prevenir ou combater a anemia. Além disso, recomenda-se que, na mesma refeição, se consuma alimentos ricos em vitamina C, pois auxiliam a aumentar a absorção de ferro no organismo.

Alguns desses alimentos indicados são:

  • carnes vermelhas;
  • espinafre;
  • miúdos, por exemplo, fígado e coração;
  • frangos;
  • brócolis;
  • peixes;
  • sementes de abóbora;
  • frutos do mar.

Juntamente com:

  • goiaba;
  • abacaxi;
  • acerola;
  • caju;
  • entre outros.

Qual é a diferença entre anemia e leucemia?

Existe uma dúvida muito comum entre a diferença entre anemia e leucemia e, até mesmo, se a anemia pode causar leucemia.

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que essas condições são diferentes, enquanto a anemia, segundo já mencionado, é causada por baixos níveis de hemoglobina, a leucemia se trata de uma doença caracterizada por alterações no sangue provocada por mal funcionamento da medula óssea.

No entanto, a anemia é um dos sintomas da leucemia, por isso é importante sempre investigar se é apenas uma anemia ou se realmente é leucemia.

Leia também:

Fontes: Tua Saúde, Veja Saúde, Hospital São Matheus.

Bibliografia:

MINISTÉRIO DA SAÚDE E DA SEGURANÇA SOCIAL – UNICEF. Protocolo de suplementação em ferro e ácido fólico, vitamina “A” e fortificação com vitaferro. 2019. Disponível em: <https://www.minsaude.gov.cv/index.php/documentosite/direcao-nacional-de-saude/programa-nacional-de-nutricao-saude-oral-e-escolas-promotoras-da-saude/540-protocolo-de-suplmentacao-em-ferro-folico-vitamina-a-e-fortificacao-com-vitaferro/file>

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Programa Nacional de Suplementação de Ferro Manual de Condutas Gerais. 2013. Disponível em: <https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_suplementacao_ferro_condutas_gerais.pdf>

SECRETARIA MUNICIPAL DE SAÚDE DE CAMPINAS-SP. ROTEIRO PARA INVESTIGAÇÃO DE ANEMIAS. Disponível em: <http://www.saude.campinas.sp.gov.br/especialidades/hematologia/01_Roteiro_investiogacao_anemias.pdf>.

WORLD HEALTH ORGANIZATION. Haemoglobin concentrations for the diagnosis of anaemia and assessment of severity. 2011. Disponível em: <https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/85839/WHO_NMH_NHD_MNM_11.1_eng.pdf?sequence=22&isAllowed=y>

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