História

Torturas Medievais – 22 técnicas assustadoras usadas na Idade Média

A tortura para interrogar ou punir é uma técnica antiga associada à morte, sobretudo na Idade Média, onde eram usados métodos assustadores.

Por Adelina Lima

A tortura é uma prática antiga que ainda existe hoje. Na Idade Média, diversas formas de torturas eram usadas para punir, interrogar ou disciplinar alguém. Desse modo, as torturas medievais incluíam desde dispositivos que infligiam dor a tratamentos médicos bizarros, que revelaram um lado mais sombrio da inovação.

Para esclarecer, a palavra inglesa ‘tortura’ tem suas raízes no latim ‘torquere‘, que significa ‘torcer’. Com efeito, torcer os membros era um método de tortura caracteristicamente relacionado a Inquisição, visto que o derramamento de sangue era aparentemente desencorajado pela Igreja.

Dessa forma, um dos dispositivos que operavam com base nesse princípio era o Cavalete – uma engenhoca simples, mas terrivelmente assustadora. Continue lendo para saber mais sobre essa e outros métodos de torturas medievais.

21 métodos mais cruéis e assustadores de torturas medievais

1. Aspersor de chumbo

Fonte: Pinterest

O aspersor de chumbo era essencialmente uma concha na extremidade de uma alça. Assim, a metade superior da esfera poderia ser removida e a metade inferior preenchida com metal fundido, óleo ou água ferventes, bem como piche ou alcatrão. Então, os torturadores ‘regavam’ suas vítimas como esse instrumento devidamente cheio com uma dessas substâncias.

2. Botas da morte

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Entre as torturas medievais, existem muitas variações tanto da bota malaia quanto da bota espanhola. Contudo, todas elas eram destinadas a causar traumas graves nas extremidades inferiores do corpo.

Na maioria das vezes, a bota era um dispositivo de pressão feito de madeira ou metal que poderia ser apertado para perfurar a perna e pé, além de ser forrado com pontas afiadas capazes até de quebrar ossos.

3. Burro espanhol

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Fonte: Pinterest

O burro espanhol era um dispositivo que consistia em um tabuleiro principal cortado com uma cunha no topo presa a duas vigas transversais. Então, a vítima despida era colocada no centro, como se estivesse montada em um burro, e vários pesos eram colocados em seus pés.

Como resultado, o instrumento podia ser “ajustado” com pesos mais leves ou mais pesados. De acordo com historiadores, em certas ocasiões, a cunha cortava inteiramente a vítima devido ao imenso peso colocado em seus pés.

5. Cadeira ou Berço de Judas

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Curiosamente, este procedimento permaneceu essencialmente inalterado desde a Idade Média até hoje. Desse modo, a vítima é içada e baixada sobre a ponta de uma cunha em forma de pirâmide. No entanto, ela é posicionada de modo que repouse sobre a ponta do instrumento posicionado no ânus, na vagina, sob o escroto ou sob o cóccix.

Então, o carrasco podia variar a pressão sob à vítima que poderia ser balançada ou cair repetidamente sobre o ponto. O berço de Judas era assim chamado também em italiano (culla di Giuda) e alemão (Judaswiege), mas em francês era conhecido como la veille, “o velório” ou “vigília noturna”.

6. Cavalete da morte

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Entre as torturas medievais, esta consistia numa estrutura retangular elevada do solo e um par de roletes com alças, um em cada extremidade da estrutura. Desse modo, cordas eram usadas para prender os braços da vítima ao rolo em uma extremidade do dispositivo e as pernas na outra. Girando a manivela, os membros da vítima seriam puxados pelas cordas.

7. Colar da morte

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Destinado a segurar o pescoço em uma única posição, este instrumento era apertado o suficiente para ser desconfortável. Todavia, a verdadeira tortura viria depois de dias sem a vítima ser capaz de deitar, descansar a cabeça, comer ou engolir.

8. Dama de ferro

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Provavelmente, esta é uma das torturas medievais mais conhecidas. Dessa maneira, o instrumento semelhante a um sarcófago, consistia em uma estrutura fechada forrada com cravos de ferro que cercariam inteiramente uma pessoa.

Eles seriam deixados lá dentro por intermináveis ​​períodos de tempo, incapazes de fazer qualquer coisa a não ser ficar de pé, para não serem perfurados pelos espigões de metal.

9. Empalamento

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O empalador da Idade Média forçava suas vítimas a se sentarem em um poste afiado e grosso. Então, havia um mastro que quando levantado fazia a vítima deslizar mais para baixo, com o seu próprio peso.

Frequentemente, a haste emergia através do esterno para que sua ponta pudesse ser colocada sob o queixo para evitar mais deslizamentos. A vítima podia levar até três dias para morrer.

10. Esmagador de cabeça

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Com a cabeça colocada sob a tampa superior e o queixo acima da barra inferior, o parafuso superior desse dispositivo terrível era girado lentamente, comprimindo o crânio com força.

Primeiro, os dentes são destruídos, quebrando-se e estilhaçando-se na mandíbula. Em seguida, os olhos podiam saltar das órbitas. Por último, ocorria graves fraturas do crânio e vazamento da massa encefálica.

11. Estripador de peito

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Este item foi usado tanto como um dispositivo punitivo quanto interrogatório. Para punir, ele era usado em brasa para marcar o peito de mães solteiras. Em caráter inquisitório, era usado em mulheres condenadas – por heresia, blasfêmia, adultério, aborto auto induzido, magia branca erótica e qualquer outro crime que os inquisidores selecionassem.

As garras eram usadas, frias ou aquecidas, nos seios expostos de uma mulher. Ademais, uma variação desse instrumento foi chamada de Aranha. Este consistia em barras com garras que se projetavam da parede, então a vítima era pressionada para o lado das barras até que seus seios fossem arrancados.

12. Filha do Necrófago

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A Filha do Necrófago foi inventada como instrumento de tortura no reinado de Henrique VIII por William Skeffington, Tenente da Torre de Londres. Era uma cremalheira de metal em forma de A à qual a cabeça era presa ao ponto superior do A, as mãos no ponto médio e as pernas nas extremidades abertas.

Assim, balançar a cabeça para baixo e forçar os joelhos para cima na posição sentada comprimia o corpo de modo a forçar o sangue do nariz e das orelhas. A Filha do Necrófago foi concebida como o complemento perfeito para a Filha do Duque de Exeter (a prateleira) porque funcionava usando o princípio oposto da prateleira, ou seja, comprimindo o corpo em vez de esticá-lo.

13. Gaiola da morte

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A gaiola da morte era uma técnica de tortura bastante temida na Idade Média. Nesse método, a vítima era colocada dentro de uma gaiola de metal feita aproximadamente no formato de um corpo humano.

Os torturadores podiam forçar as vítimas com sobrepeso a um dispositivo menor ou até mesmo tornar o “caixão” um pouco maior do que o corpo da vítima para deixá-la mais desconfortável. Em seguida, a gaiola era pendurada em uma árvore ou forca.

Crimes graves, como heresia ou blasfêmia, eram punidos com a morte dentro da gaiola onde a vítima era colocada ao sol, permitindo que pássaros ou animais comessem sua carne. Às vezes, os curiosos atiravam pedras e outros objetos para aumentar ainda mais a dor da vítima.

14. Pata de gato

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A Pata de Gato (ou Cócegas Espanholas) era muitas vezes presa a uma alça. Portanto, em tamanho e aparência, era como uma extensão da mão do torturador. Desta forma, o instrumento servia para rasgar e arrancar a carne e ossos, de qualquer parte do corpo.

15. Pêndulo da morte

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Neste método, um cordão simples era amarrado em volta dos pulsos das vítimas atrás de suas costas. Eles seriam então largados, puxando fortemente os ombros. Desse modo, a inclinação do corpo para a frente e os ombros deslocados restringiam a respiração, provocando maior desconforto.

16. Pêra da angústia

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Esses instrumentos eram introduzidos nas cavidades do corpo, que ficavam irremediavelmente mutiladas, e quase sempre matavam as vítimas. Com efeito, as hastes pontiagudas eram enfiadas na garganta, no intestino ou no colo do útero.

A introdução na garganta era frequentemente infligida a pregadores heréticos, mas também a leigos culpados de tendências não ortodoxas. Por outro lado, a introdução no ânus aguardava homossexuais masculinos passivos, e a vaginal em mulheres culpadas de satanismo ou bruxaria.

17. Roda da tortura

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Também chamado de Roda de Catherine, esse dispositivo sempre matava sua vítima, mas o fazia muito lentamente. Para esclarecer, os membros da vítima eram amarrados aos raios de uma grande roda de madeira. Então, a roda girava lentamente enquanto o torturador esmagava os membros das vítimas com um martelo de ferro, quebrando-os em muitos lugares.

Depois que seus ossos fossem quebrados, ele foi deixado na roda para morrer. Às vezes, a roda era colocada em um poste alto para que os pássaros pudessem comer a carne da vítima ainda viva. Por este motivo, podia levar até dois ou três dias para ele morrer de desidratação.

Às vezes era ordenado que o carrasco golpeasse o criminoso no peito e no estômago, golpes conhecidos como golpes de misericórdia, que causavam ferimentos letais, levando ao fim da morte por tortura na roda.

18. Separador de membros

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O separador de membros era um dispositivo de tortura popular durante a Inquisição. Assim, ele dividia os joelhos das vítimas e os tornava inúteis. Construído a partir de dois blocos de madeira com pontas, o divisor de joelho é colocado no topo e atrás do joelho de suas vítimas.

Dois grandes parafusos conectando os blocos são então girados, fazendo com que os dois blocos se fechem e efetivamente destruam o joelho da vítima.

Além disso, este instrumento também era usado para causar danos a outras partes do corpo, como os braços.

19. Tesoura de crocodilo

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A tesoura de crocodilo era um instrumento de tortura usado na Europa medieval e normalmente reservada para aqueles que atentavam contra a vida do rei.

Dessa forma, as tesouras eram feitas de ferro e se baseavam no conceito de pinças, mas – em vez de mandíbulas ou lâminas padrão, as tesouras de crocodilo terminavam em um par de lâminas hemicilíndricas que, quando fechadas juntas, formavam um tubo longo e estreito.

O interior das lâminas era generosamente forrado com dentes ou pontas. Então, depois de ser aquecida ao rubro, a tesoura de crocodilo era usada para arrancar o pênis do corpo do prisioneiro; ou pelo menos infligir dor além de um sangramento arterial grave.

20. Tortura com serras

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Serrotes e serras eram dispositivos de tortura comuns porque eram facilmente encontradas na maioria das casas. Em suma, era uma forma barata de torturar e matar uma vítima acusada de bruxaria, adultério, assassinato, blasfêmia ou até roubo.

Como resultado, na maioria das vezes a vítima era amarrada de cabeça para baixo, garantindo que ela mantivesse a consciência pelo maior tempo possível. Nesse sentido, a tortura podia durar várias horas.

Enquanto algumas vítimas foram cortadas completamente ao meio como um gesto simbólico, a maioria foi cortada apenas até o abdômen para prolongar o tempo de morte.

21. Touro de bronze

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Um método brutal de cozimento lento, o touro oco de metal ou bronze, reservava um espaço para as vítimas serem colocadas lá dentro, enquanto uma fogueira era acesa abaixo da barriga. Uma abertura no nariz permitia que a pessoa respirasse, mas também ampliava seus gritos, enquanto ardia dentro do animal forjado.

22. Tubo ou barril da morte

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O tubo da morte era um dos instrumentos mais cruéis das torturas medievais. Basicamente, uma pessoa com o rosto untado com mel, era amarrada dentro de um barril para que não escapasse, Consequentemente, moscas e outros insetos eram atraídos para a pessoa onde comeriam o mel e se arrastariam para as aberturas no rosto.

Os prisioneiros torturados dessa forma recebiam comida e água para mantê-los vivos. Com o passar do tempo, a pessoa seria deixada em seus próprios excrementos corporais, onde seriam depositados vermes que comeriam o corpo da pessoa à medida que se deteriorassem, ainda vivos.

Agora que você sabe quais foram as principais torturas medievais, leia também: Faraós – Origem, história e curiosidades sobre os líderes egípcios

Fontes: Hypeness, Revista Galileu, Curto e Curioso

Fotos: Pinterest

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