História

Festival de Woodstock: saiba TUDO sobre o icônico evento dos anos 60

Um dos festivais mais memoráveis da história, o Woodstock é símbolo da contracultura e dos anos 60. Mas isso é apenas a ponta do iceberg.

O festival Woodstock, com certeza, é um dos maiores marcos da cultura hippie e também da contracultura. Sobretudo, além de consagrar grandes bandas e músicos da época, o festival exaltava a liberdade, a paz e o amor.

Basicamente, o lema do Woodstock era “3 dias de paz e música”. Mas, no final das contas, como você vai ver, o evento acabou se estendendo por quatro longos dias.

E, ao que tudo indica, apesar de toda loucura, a intenção do festival se tornou realidade. Até porque, a despeito de incontável número de pessoas presentes, o nível de violência e de acontecimentos trágicos foram mínimos.

Origem do Woodstock

Primeiramente, o festival foi produzido no início com a intenção de arrecadar dinheiro para montar um estúdio na cidade Woodstock. Basicamente, tudo se iniciou quando os jovens John Roberts e Joel Rosenman decidiram que deveriam aplicar o capital que  tinham.

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Por isso, eles colocaram no jornal da cidade, o anúncio “jovens com capital ilimitado procuram por oportunidades legítimas e interessantes de investimento para negócios”. E foi exatamente por conta desse anúncio que os mentores do festival Woodstock, Artie Kornfeld e Mike Lang, contataram os anunciantes.

50 anos depois do festival woodstock- 3 dias de paz e música

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Assim sendo, a ideia de Artie Kornfeld e Mike Lang de início era montar um estúdio de música. Por isso, decidiram investir no festival para conseguirem arrecadar uma certa quantia de dinheiro. A intenção, aliás, era conseguir o suficiente para montar o estúdio sem sair no prejuízo.

Deste modo, Roberts e Rosenman fizeram o acordo com Kornfeld e Lang e fizeram acontecer o festival.

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Afinal, por que “Woodstock”?

O Woodstock Music & Art Fair, aliás, ocorreu entre os dias 15 e 18 de agosto de 1969.

O festival recebeu esse nome porque aconteceria na cidade Woodstock, no interior de Nova York. Porém, a vizinhança da cidade entrou na justiça e não permitiu que o festival fosse realizado ali.

Por causa disso, o Woodstock acabou sendo transferido para os arredores de Bethel, também em Nova York. Vale ressaltar que essa cidade onde o evento rolou era habitada por pouco mais de 2.500 habitantes.

Como os espaços públicos do município não comportavam o público esperado, o Woodstock acabou sendo transferido para a zona rural. O festival, então, aconteceu em uma fazenda de 600 acres.

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Os bastidores do Woodstock

Inicialmente, os organizadores esperavam vender mais ou menos 50 mil ingressos. As entradas eram comercializadas em lojas de discos e também enviados pelos correios. Mas, no final das contas, foram contabilizados 186 mil ingressos vendidos.

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Só que os ingressos também seriam vendidos na porta do festival. Por isso, a organização preparou tudo para um público estimado em 200 mil pessoas. Ou seja, quatro vezes maior que a estimativa inicial.

No entanto, o público real do Woodstock excedeu 400 mil pessoas. Por causa disso, faltou comida, espaço, banheiros, e o mínimo de infraestrutura, de forma geral.

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Com relação à comida, aliás, os moradores das cidades vizinhas começaram a doar frutas, sanduíches e suprimentos em geral para o público. Os alimentos, inclusive, chegavam ao local por meio dos helicópteros.

Aliás, a granola ganhou destaque nos cardápios após o festival. Basicamente, as granolas era o único tipo de alimento que os seguranças e fazendeiros locais conseguiam oferecer ao público na esperança de saciar a larica de mais de 400 mil pessoas.

Woodstock, a grande dívida

O descontrole de entrada do evento chegou a tal ponto que, no fim, a entrada passou a ser gratuita. Até porque haviam pessoas pulando as grades do festival e seria impossível controlar o número de pessoas que entravam.

Por causa disso, o Woodstock passou de um investimento para uma grande dívida. Seus organizadores terminaram devendo mais de 1 milhão de dólares, valor que só foi quitado por inteiro 10 anos depois.

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Vale ressaltar que, após tamanho sucesso, alguns cineastas decidiram produzir um filme do evento. Graças a esse filme a dívida dos produtores foi reduzida para menos da metade.

No entanto, mesmo com tanta desorganização, os hippies conseguiram ainda fazer do festival o maior de todos os tempos.

Contracultura do “paz e amor”

Em sua maioria, o público do Woodstock era formado por jovens da contracultura americana. Aliás, era esse viés batia de frente com a indústria cultural da época.

Aliás, na época, o lema era “paz, amor, e viagens lisérgicas”. Ou seja, o oposto do estilo de vida padronizado, mundialmente conhecido como “american way of life”. Esse estilo de vida, aliás, tinha como primícias os valores burgueses de “família”, “trabalho” e “disciplina”.

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E as pessoas que viveram o festival realmente levavam à sério o lema de paz e amor. Tanto é que, mesmo diante de um público tão grandioso e da falta de organização, episódios de violência não marcaram o Woodstock.

Aliás, foram registradas três mortes durante o festival: uma por conta de um apendicite, outra decorrente de um atropelamento e, a última, por uso excessivo de heroína.

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Todos os casos, aliás, poderiam ser evitados caso tivessem mais médicos no festival. Inicialmente, haviam apenas 18 médicos e 36 enfermeiras. Durante os demais dias do evento, no entanto, foram levados mais 50 profissionais para ajudarem a cuidar do público.

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Ritmos ideológicos e de contestação

Os valores de não-violência e da vida hippie pregados durante o festival acabaram rendendo cenas, no mínimo, curiosas. A nudez descompromissada se tornou algo normal, assim como o uso de drogas alucinógenas.

Basicamente, o festival foi um misto de música, drogas, sexo, muita lama e, o mais importante, uma indescritível sensação de marco histórico. As pessoas, aliás, estavam ali para ouvirem uma boa música e curtirem o festival como se não houvesse o amanhã.

E, falando em música, o folk e o rock psicodélico foram os ritmos símbolos do festival. Basicamente, as letras da música ressaltavam o lema de paz e amor e serviam ainda de protesto contra a Guerra do Vietnã. Na época, o conflito, liderado pelos Estados Unidos, já se arrastava há 10 anos.

Por causa disso, a  liberdade de expressão se tornou outra forte bandeira do Woodstock. E mais, as pessoas descobriam na música um instrumento de contestação e ferramenta para as mudanças sociais e políticas.

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Estrelas do Woodstock

Resumindo, o evento contou a presença dos melhores músicos e cantores da época. Grandes nomes como Jimi Hendrix, The Who, Jefferson Airplane, Sly & The Family Stone, Santana, Grateful Dead, Creedence, Clearwater Revival e Janis Joplin & The Kozmic Blues Band passaram por lá.

Vale ressaltar que a lenda Jimi Hendrix só conseguiu tocar na manhã de segunda-feira. Ou seja, no quarto dia de festival. Por conta disso, somente 25 mil pessoas assistiram sua apresentação memorável.

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Por outro lado, muitas estrelas da música, apesar do convite, não apareceram para tocar no festival. Led Zeppelin, The Doors, Bob Dylan e Beatles são bons exemplos. A banda The Doors, aliás, se recusou a participar por achar que o Woodstock seria uma imitação do Festival de Monterey.

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Já a banda Led Zeppelin, por outro lado, não queria ser só mais uma banda de festival. Por isso, recusou o convite e decidiu fazer uma turnê solo no mesmo ano do evento.

O cantor Bob Dylan  também foi um dos que não apareceram. Na época, ele justificou a ausência dizendo que seu filho ficou doente, mas chegou a admitir que não gostaria de ver um monte de hippies acampando perto de sua casa.

O caso dos Beatles, no entanto, foi um pouco mais dramático. Na época, a banda já estava separada e não fazia shows há 3 anos.

John Lennon até chegou a pedir que a banda de Yoko Ono, a Plastic Ono Band, também participasse. No entanto, o então presidente do Vietnã, Truong Tan San, não permitia viagens aos Estados Unidos, impedindo que o ex-Beatles e de sua mulher comparecessem.

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Curiosidades sobre o Woodstock

A Ascensão da Warner Bros

Basicamente, a produtora e distribuidora de filmes norte-americana Warner Bros se consagrou após o sucesso do festival. Tudo se iniciou quando Kornfeld pediu dinheiro a um dos executivo da empresa, Fred Weintraub. Por isso, a Warner acabou apostando nessa loucura, que nem tinha previsão de sucesso na época.

A Warner chegou a investir mais de 100 mil dólares na produção do documentário do festival. A direção, aliás, foi assinada por Michael Wadleigh, a edição por Martin Scorsese e Thelma Schoonmaker, e uma equipe de voluntários.

No final de tudo, o longa não só foi um sucesso estrondoso como também levou o Oscar em sua categoria no ano seguinte.

Snoopy & Charlie Brown

O desenho animado criado por Charles Schulz também teve influência do festival. Basicamente, após o Woodstock, a ave amarela e fiel companheira do simpático beagle dos quadrinhos, o Snoopy, ganhou um nome.

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Dizem que o nome foi influenciado por um artigo da Time Magazine e pelo cartaz do evento ali descrito. Schulz, então, decidiu batizar a ave amarela com o nome do festival a partir desse anúncio.

Galeria do Woodstock

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O que achou desses dias memoráveis de paz e música? Você participaria de um evento assim, caso fosse realizado hoje em dia? Comente!

E, falando em músicas capazes de mudar a cabeça das pessoas (nesse caso, de uma forma nada positiva), você deveria conferir ainda: Canção do suicídio: música fez mais de 100 pessoas se matar.

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Fontes: Hypeness, Projeto Pulso, Colunas tortas, Mega curioso

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