Biografias

Zagallo, biografia e carreira da lenda da Seleção Brasileira

Mário Jorge Lobo Zagallo, ex-jogador e técnico, conquistou nada mais, nada menos que quatro Copas do Mundo vestindo as cores do Brasil.

Para o torcedor brasileiro, Zagallo é daqueles nomes que dispensa apresentação, mas que faz necessário o registro da vida de um campeão por natureza que ajudou a tornar a Seleção Brasileira o time mais vitorioso no futebol mundial.

A história do Velho Lobo começou no ano de 1931, em Atalaia, estado de Alagoas. Com apenas 17 anos, Zagallo estreou como jogador profissional pelo América do Rio de Janeiro. O jovem ponta-esquerda era considerado moderno para seu tempo por auxiliar na recomposição defensiva do meio-campo.

Vamos saber mais sobre sua história a seguir.

Biografia de Zagallo

Mario Zagallo, nasceu em 9 de agosto de 1931 em Maceió, é um ex-jogador e treinador de futebol brasileiro. Ele é amplamente considerado como um dos jogadores de futebol e treinadores de maior sucesso no futebol mundial. Seu último trabalho foi o de técnico da seleção brasileira entre 2003 e 2006 e, desde então, se aposentou oficialmente do futebol.

Apelidado de “Professor” por seus jogadores, o ex-técnico fez parte de quatro dos cinco títulos mundiais do Brasil como jogador, técnico e diretor técnico, além de ser o primeiro homem a vencer o Mundial tanto como jogador (1958, 1962 ) e como técnico (1970) da Seleção Brasileira, conquista que só Franz Beckenbauer (1974/1990) e Didier Deschamps (1998/2018) viriam a realizar.

Meio-campista e atacante, Mario Zagallo jogou pelo América Rio de Janeiro entre 1948 e 1950, e depois por seis anos a partir de 1951 pelo Flamengo Rio de Janeiro. Foi lá que conquistou o campeonato carioca de 1953 a 1955.

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Posteriormente, de 1958 a 1965, jogou pelo Botafogo, com o qual conquistou o campeonato nacional mais duas vezes (1961, 1962). Ele também foi o vencedor do Torneio Rio-São Paulo com o Botafogo em 1962.

Desse modo, Zagallo fez 33 jogos internacionais e marcou cinco gols pela seleção brasileira de futebol. Como ponta-esquerda, foi peça-chave da seleção brasileira que venceu a Copa do Mundo por duas vezes consecutivas, em 1958 e 1962.

Além disso, ele marcou na final de 1958 contra a Suécia e na estreia de 1962 contra o México. Em ambos os torneios, a linha de ataque desta equipe foi composta por Garrincha, Didi, Vavá, Pelé (depois de sua lesão em 1962) e Zagallo.

Carreira de jogador de futebol

Zagallo começou sua carreira no América em 1948, depois jogando pelo Flamengo e Botafogo. Ele ganhou a Copa do Mundo como jogador com o Brasil em 1962.

Na época do torneio de 1958, Zagallo era jogador do Flamengo, mas no evento de 1962, ele estava no Botafogo. Assim, ele ganhou um total de 33 partidas pelo Brasil entre 1958 e 1964.

Início da carreira de jogador

Zagallo começou a carreira na base do América, do Rio de Janeiro, para onde se mudou ainda jovem. Mas a sua relação com o time só se cruzou por acaso, na Copa do Mundo de 1950.

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Conforme informações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Zagallo era militar na Polícia do Exército quando o Brasil se classificou para a final da competição.

Sabendo da sua paixão pelo esporte, o chefe do esquema de segurança o colocou para trabalhar nas arquibancadas do Maracanã durante Brasil x Uruguai, uma das derrotas mais dolorosas do país.

Zagallo no Flamengo

O “Formiguinha” como era chamado, também foi um dos destaques do Flamengo. Aliás, Zagallo foi convocado para a disputa da Taça Oswaldo Cruz, em 1958. Depois do título, foi para a Copa de 1958, na Suécia, ano do primeiro título da Seleção Brasileira, ao lado de Pelé.

Depois, em 1962, foi bicampeão no Chile. Com a camisa do Brasil, ele ainda conquistou a Taça do Atlântico (1960), a Taça Oswaldo Cruz (1958, 1961 e 1962), a Taça Bernardo O’Higgins (1959 e 1961) e a Copa Roca (1960 e 1963). Fez seu último jogo em junho de 1964.

Zagallo na Seleção Brasileira

Vestindo a camisa verde e amarela, foi campeão mundial em 1958 e 1962, entrando para os livros de história ao lado de Nilton Santos, Djalma Santos, Garrincha, Didi, Pelé e Amarildo.

Pouco antes do primeiro título da Copa do Mundo veio a mudança de clube. Zagallo passou então a defender o Botafogo, que passou a dominar o futebol brasileiro e ser base da própria seleção.

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Zagallo no Botafogo

Com a estrela solitária no peito, o ponta-esquerda foi campeão carioca em 1961 e 1962, além de levantar os troféus do Torneio Rio-São Paulo nas temporadas de 1962 e 1964.

Na equipe alvinegra, formou outra linha histórica com Nilton Santos, Didi, Quarentinha, Garrincha e Amarildo. Tornou-se, assim, um dos maiores ídolos em toda a história do Botafogo.

Carreira de técnico de futebol

Depois de se aposentar como jogador, isso em 1966, iniciou a carreira de treinador da categoria juvenil do Botafogo e logo passou a técnico do time principal. Também passou como técnico pelo Flamengo, Vasco da Gama, Fluminense, Al Hilal, Bangu e Portuguesa.

Técnico da Seleção Brasileira

Após fazer sucesso no comando do Botafogo, onde conquistou o Campeonato Brasileiro de 1966, ele foi chamado de última hora para assumir a seleção na Copa do Mundo de 1970, no México. Lá, o Brasil foi tricampeão mundial.

Em 1974, na Alemanha, ainda como técnico, o elenco terminou na quarta posição do mundial. Depois, o “Velho Lobo” deixou a seleção.

Em 1994, a volta. Foi chamado para ser o coordenador técnico do time, comandado por Carlos Alberto Parreira. Posteriormente, o Brasil foi tetracampeão mundial nos Estados Unidos.

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Ao fim da competição, Parreira deixou o posto, e Zagallo reassumiu. Ele ficou até a Copa do Mundo de 1998, na França, onde o Brasil perdeu o título para a seleção anfitriã.

A lenda saiu, mas retornou novamente no ciclo para a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha, onde a dupla foi repetida: Parreira como treinador e Zagallo, mais uma vez, como coordenador técnico.

Técnico do Botafogo, Fluminense e Flamengo

Como técnico, Zagallo foi campeão carioca (1967 e 1968) e brasileiro (1968) pelo Botafogo, carioca (1971) pelo Fluminense e também carioca (1972 e 2001) pelo Flamengo.

O auge na carreira como técnico, porém, veio também na seleção brasileira. Zagallo foi tricampeão do mundo em 1970, no México, como técnico. E tetracampeão em 1994, nos EUA, como auxiliar.

Outras seleções

Zagallo ainda teve passagens por seleção do Kuwait, Al Hilal (Arábia Saudita), seleção da Arábia Saudita, Bangu, seleção dos Emirados Árabes, Vasco da Gama e Portuguesa.

Fim da carreira de Zagallo

Zagallo deu adeus ao futebol em 2001, aos 79 anos. À beira de campo, comandou o tricampeonato do Flamengo sobre o Vasco. No Maracanã, se apegou à imagem de Santo Antônio, aos 43 da etapa final, viu Petkovic marcar de falta no ângulo de Helton.

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Em 2021, além de ter completado nove décadas de existência, o lendário ex-jogador do Botafogo e da seleção brasileira superou polêmicas da vida e ganhou até documentário da Fifa em seu aniversário de 90 anos.

Curiosidades sobre Zagallo

1. Bordão Nacional

Zagallo tem um currículo cheio de troféus, mas o que importa mesmo é a paixão pelo futebol. Não há quem se esqueça das comemorações vigorosas do treinador e especialmente da frase “vocês vão ter que me engolir”, que virou bordão nacional.

2. Casamento duradouro

Zagallo casou com Alcina de Castro em 13 de janeiro de 1955, na Igreja dos Capuchinhos, no Rio de Janeiro. Eles permaneceram juntos até a morte de Alcina em 5 de novembro de 2012. Além disso, juntos eles tiveram quatro filhos. Alcina morreu aos 80 anos, em 2012, vítima de complicações respiratórias.

3. Apelidos

Zagallo foi apelidado de “O Professor” por seus jogadores ao longo de sua carreira de treinador, devido à sua consciência tática e presença de comando no banco. Além disso, ele também foi apelidado de “Velho Lobo” por causa do seu sobrenome Lobo.

4. O número 13

Com fama de pão-duro e supersticioso, o “Velho Lobo” sempre foi cercado de amuletos, além da famosa fixação pelo número 13. Aliás, uma de suas frases marcantes é: “Brasil campeão, tem 13 letras”.

5. Paixão por barcos

Por fim, além do trabalho como jogador, técnico e auxiliar técnico, o ídolo possui paixão por navegar. Assim, na virada do ano 2019/2020, aos 88 anos, o Velho Lobo mostrou-se bem e passeou de barco em Angra dos Reis, Rio de Janeiro.

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Fontes: E-biografia, Wikipédia, BBC

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