10 invenções de guerra que você usa até hoje

Nem todo mundo sabe, mas muito do comemos e usamos hoje, em nosso dia-a-dia, se tratam de invenções de guerra. A maioria delas, como você vai ter oportunidade de conferir hoje, são coisas tão bobas e aparentemente inexpressivas que fica difícil imaginar como elas poderiam ajudar nos campos de batalha.

Quer um bom exemplo disso? Que tal os chocolates confeitados e coloridinhos que todo mundo ama de paixão? Eles são uma das invenções de guerra que acabaram permanecendo no mercado devido ao sucesso. Dá para imaginar?

E o que dizer do absorvente íntimo feminino? E do café solúvel, que vive salvando sua vida quando bate aquela preguiça de fazer café do jeito tradicional? Até mesmo essas pequenas coisas são invenções de guerra e ninguém sabe.

Viu como a matéria de hoje promete ser surpreendente? Mas, mais inesperado e surpreendente ainda vai ser quando você descobrir que outras coisas, tão ou mais básicas ainda, foram feitas pensando nos soldados que lutavam em diversos conflitos pelo mundo e pela história.

Confira 10 invenções de guerra que você usa até hoje:

1. Café solúvel

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A verdade é que o café solúvel foi criado bem antes, em 1853, mas só se popularizou mesmo no meio da Guerra Civil americana, na década de 1860. Na época, os soldados não tinham acesso a outro tipo de café e foram obrigados a se adaptar ao pó que era comercialmente vendido como “essência de café”. Cada soldado recebia, assim, um saquinho de café solúvel junto com suas rações diárias.

2. Antibióticos

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Uma das maiores descobertas da humanidade, no campo da medicina, com certeza, foi a penicilina, que deu origem aos antibióticos e passou a salvar a vida de centenas de pessoas. E, embora tenha sido descoberta em 1928, pelo cientista escocês Sir Alexander Fleming, foi durante a Segunda Guerra Mundial, em 1941, que os médicos descobriram o potencial da penicilina para tratar as feridas dos soldados. Foi a partir daí que foram realizados experimentos para descobrir os limites e vantagens dos antibióticos.

A aceitação do remédio foi tão grande que cerca de 400 milhões de unidades de antibióticos foram produzidas em 1943. Já em 1945, foram 650 bilhões de unidades por mês.

3. Embalsamento

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Obviamente, o processo de embalsamento remonta ao Egito antigo, quando as pessoas acreditavam que a mumificação fosse o elemento essencial para preservar a alma para a próxima vida. Mas foi só depois da Guerra Civil americana que os ocidentais passaram a fazer uso desse tipo de procedimento, já que a maioria dos soldados morriam nos campos de batalha, longe de suas casas.

Cirurgiões, como o ilustre Thomas Holmes, passaram a tentar o embalsamento com inúmeros tipos de fluídos a fim de manter os cadáveres longe da decomposição até que os corpos fossem entregues aos familiares. O próprio Holmes, aliás, ficou conhecido por ter embalsamado mais de 4 mil soldados falecidos.

4. Fita adesiva

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Ao contrário das anteriores, esta sim foi uma das autênticas invenções de guerra. A fita adesiva foi criada em 1943, por uma mulher chamada Vesta Stoudt. Ela trabalhava em uma fábrica, durante a Segunda Guerra Mundial, inspecionando o acondicionamento de munições.

Foi durante esse período que Stoudt percebeu o quanto as caixas de munições eram trabalhosas para serem abertas devido à vedação e o quanto isso poderia colocar os soldados em risco, nos campos de batalha. É por esse motivo (e porque ela mesma tinha um filho soldado), que Stoudt criou a fita adesiva, que vedava as caixas ao mesmo tempo que se soltavam com mais facilidade, quando necessário.

5. Bancos de sangue

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Antes da Primeira Guerra Mundial os médicos estudavam os vários tipos sanguíneos, suas propriedades e formas alternativas de fazer as transfusões, já que até 1915 isso só era possível de uma pessoa para outra, forma direta e instantânea. Mas, durante a guerra, as duras batalhas forçaram o campo da hematologia a ter uma ação mais rápida e atuante para salvar a vida dos soldados.

Nessa mesma época, por força da necessidade, vários médicos ao redor do mundo descobriram de forma independente que adicionando citrato de sódio ao sangue, ele poderia ser armazenado por dias fora do corpo do doador ou do receptor. O médico Oswaldo Robertson foi uma dos grandes destaques nesse segmento e desenvolveu o primeiro banco de sangue no campo de batalha da França, em 1917. Isso permitiu que vários homens tivessem as vidas poupadas ao receber sangue.

6. Raio-X portátil

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A máquina de raio-x portátil foi um dos grandes achados durante a Primeira Guerra mundial. Embora a tecnologia existisse desde 1895, a possibilidade de transportar um equipamento tão sofisticado só surgiu depois de muito aperfeiçoamento. Na época, o raio-x portátil era carregado em caminhões da Cruz Vermelha, para fazer o atendimento imediato dos soldados nos campos de batalha.

7. Comida enlatada

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As comidas enlatadas são uma das invenções de guerra que vieram para ficar. Elas surgiram em 1795, devido às preocupações do imperador francês Napoleão Bonaparte com a qualidade da alimentação de suas tropas. Na época, “Napô” ofereceu um prêmio de 12 mil francos para qualquer pessoa que criasse uma maneira confiável de conservar alimentos com segurança.

Embora, naquele tempo Nicolas Appert não tivesse mais de 15 anos, foi esse jovem chef que desenvolveu o método de aquecimento, fervura e selagem da comida em frascos de vidro hermeticamente fechados e ganhou o prêmio. Aliás, é o métido usado hoje em dia para fazer os enlatados é o mesmo desde aquele longinquo ano.

Feliz da vida, Napoleão (que nem sonhava em perder a Guerra), enviou frascos e mais frascos de comida às suas tropas, nos campos de batalha.

8. Absorventes íntimos

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Na verdade, os absorventes íntimos são uma das invenções de guerra mais geniais da história. Eles foram desenvolvidos para os curativos dos soldados nos campos de batalha, já que se tratavam de uma solução, prática, barata e higiênica. Mas, por volta de 1920, as pessoas começaram a perceber o grande potencial que esses curativos tinham para o universo feminino e, então, eles passaram a ser vendidos como absorventes higiênicos descartáveis.

9. Sachês individuais de chá

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Durante o período de guerra, os fornecedores tinham que se virar para inovar e criar recursos para entregar mantimentos básicos às tropas, que fossem fáceis de transportar e que atendessem às necessidades dos soldados. Diz a lenda, no entanto, que os sachês individuais de chás, embora sejam invenções de guerra, surgiram por acaso, depois de Thomas Sullivan, um importador de chá, teve a ideia de enviar amostras de seus produtos aos clientes em pequenas bolsas de seda. Encantadas, as pessoas usavam os saquinhos para preparar porções individuais de chá direto nas xícaras.

O sucesso foi tão grande que os saquinhos de chá passaram também a atender os soldados nos campos de batalha. E, no final da Guerra, foram os civis que caíram nas graças e na facilidade dos sachês.

10. Chocolates M&Ms

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Os incríveis chocolatinhos confeitados surgiram na década de 30, durante a Guerra Civil Espanhola. Na época, o empresário americano Forrest Mars criou os confeitos para impedir que o chocolate derretesse e os soldados pudessem consumi-lo nos campos de batalha para repor as energias.

Em 1941, durante a Segunda Guerra Mundial, os M&Ms voltaram a fazer sucesso entre os soldados e foram inclusos na ração diária dos homem no campo de guerra.

Interessante, não? E, falando em invenções surpreendentes, confira também: 9 inventos acidentais que mudaram sua vida.

Fontes: All Day, Mundo Estranho