3 coisas que todos pensam estar na Bíblia, mas não estão

Você pode até não ser cristão, mas é difícil não conhecer um pouco sobre esse fundamento religioso vivendo do lado da cá do mundo. Isso porque quase tudo em nossa sociedade está baseado nos preceitos morais que a Bíblia prega, mesmo que implicitamente, já que nosso Estado, teoricamente, é laico.

Mas, mesmo que você não seja praticante de nenhuma religião cristã, como dizíamos no início, é possível que você pare para prestar atenção sobre fatos, personagens e acontecimentos da Bíblia. Especialmente se coisas relatadas nessas Escrituras recebem um toque de razão do mundo científico, não é mesmo? Um bom exemplo disso foi a matéria que publicamos aqui, que aponta 5 fatos da Bíblia que a Ciência confirma.

E, se você se sentiu atraído por esse post anterior, o que dizer sobre o assunto que trataremos nesse matéria de hoje? Isso porque vamos mostrar uma pequena lista de coisas que todo mundo acreditou, a vida toda, que estavam na Bíblia, mas que, na verdade, não são citadas em nenhum momento no Livro Sagrado do cristianismo. Tenso, não?

Vale deixar claro que nossa intenção aqui não é confrontar a crença de ninguém. Cada um pode e deve acreditar no que quiser ou lhe fizer bem. Nosso único objeto é elencar personagens e outros fatos, supostamente bíblicos, mas que não constam na Bíblia. Certinho?

Então, caro leitor, nada de estresse. Abra sua mente e mergulhe com a gente nessa lista sucinta, mas bastante intrigante que acabamos de preparar.

Essas 3 coisas você achou que estivessem na Bíblia, mas não estão:

1. Sete pecados capitais

Com certeza, em algum momento de sua vida, você já ouviu falar nos tais 7 pecados capitais, considerados os mais abomináveis e que jamais deveriam ser cometidos: luxúria, ira, inveja, preguiça, gula, soberba e avareza. Mas, sabia que essas tais transgressões não são citadas na Bíblia?

E a explicação para isso é muito simples. Conforme documentações históricas apontam, os tais pecados capitais foram elencados pela Igreja Católica, na Idade Média, com a intenção de controlar e educação a população. Mas, de fato, essa classificação de pecados, ou vícios, como eram considerados antes; já existia antes mesmo do cristianismo.

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Aliás, no século 4, eram 8 e não 7 pecados capitais, já que a lista incluía a vanglória como uma das falhas temíveis. Somente no século 6 é que a lista voltou a ter 7 itens, mas era diferente da conhecida hoje em dia, já que incluía a indolência, ao invés da famosa preguiça.

No século 13, então, depois 8 séculos, é que a preguiça foi inclusa, a indolência retirados e os 7 pecados capitais ficaram listados como conhecemos hoje em dia. O problema é que eles ficaram famosos mesmo só depois da publicação da Divida Comédia, de Dante, por volta do ano de 1321; ao descrever o inferno como divido em 7 segmentos, cada um responsável um desses pecados abomináveis.

2. Maria Madalena, prostituta

Calma, não criemos pânico! A personagem Maria Madalena, a discípula de Jesus Cristo, está sim na Bíblia. O problema é que o Livro Sagrado, em nenhum momento, aponta Maria Madalena como uma prostituta.

Como todos podem conferir se tiver um Bíblia em mãos, o que as Escrituras contam é que Maria Madalena era uma pecadora. Tudo daí para frente, como o fato de ser tida como prostituta, de ter sido a preferida de Jesus e assim por diante, se trata de interpretações falhas dos próprios fieis… que a Igreja não corrigiu, é verdade.

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Como sabemos, essa não é a única história mirabolante que contam sobre a personagem. Por anos disseram que ela foi esposa de Jesus e que tiveram até filhos, assunto que foi tema de livros e teorias conspiracionistas, aliás. Documentos históricos, no entanto, já contestaram essa versão história, afirmando que Jesus era mesmo casado, mas não com Maria Madalena.

Mas, voltando ao assunto, há rumores de que Maria Madelena, na verdade, se trata de uma junção de outras Marias e outras inúmeras mulheres que participaram da vida de Jesus, e que foram compiladas em uma só pessoa. Já, sobre o clero jamais ter desmentido os que a chamavam de prostituta, há quem diga que tudo foi proposital, a fim de que as várias sugestões negativas relacionadas à ela reforçassem a exclusão das mulheres dos cargos de comando da Igreja.

3. Purgatório

Você pode até não conhecer o cristianismo a fundo, mas também já ouviu falar em purgatório, não é mesmo? Dizem que se trata de um lugar não muito agradável, onde as pessoas ficam, depois da morte, até que suas almas purifiquem todos os pecados cometidos na Terra e consigam o paraíso ou, então, até que se decida que elas vão mesmo é para o fogo do inferno.

Até aí tudo bem. O problema, no entanto, é que esse tal de purgatório não existia até o século 15 e, por isso, não há lugar na Bíblia onde ele é mencionado. Ele foi “criado” pelo Concílio de Florença, para explicar o que acontecem com os que morrem e não vão direto para o céu, já que essa parece ser uma missão quase impossível.

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Mas, o problema sobre o purgatório e toda as demais classificações da Bíblia que tratam da vida após a morte não explicam o que aconteceu com as almas das pessoas que passaram dessa para melhor antes da chegada de Cristo. Não há explicação também para o destino das almas das crianças que morrem sem o batismo.

É aí que entra o conceito, também criado, de Limbo, uma espécie de lugar para os espíritos perdidos. Mas esse é um assunto para depois.

E, por falar na Bíblia, é melhor começar a rezar. Aprenda a identificar 15 sinais de possessão demoníaca.

Fonte: Cracked, Mega Curioso