6 bizarrices que a evolução humana deixou em seu corpo

Como você já viu aqui, no Segredos do Mundo, o corpo humano é tão perfeito em seu funcionamento que até assusta (clique para ver). Tudo em nós é milimetricamente pensado e nossas funções estão todas interligadas, de forma que todo nosso corpo funcione bem, quando em perfeita saúde, e de forma sincronizada.

Mas, apesar de toda essa aparente perfeição, o corpo humano conta também com algumas bizarrices interessantes. Como você vai descobrir hoje, boa parte delas se trata de resquícios de nossos antepassados que a evolução humana nos deixou como “presentinhos gregos”. Sabe como é?

São partes de nossos corpos que, depois de séculos de evolução humana, já não servem para muita coisa e ficam por aqui, às espera de, um dia, pararem, completamente, de aparecer em nossos descendentes, em um futuro próximo. Bons exemplos disso, como você vai ver em instantes, são os dentes siso, o apêndice e uma série de outras partezinhas que já não fazem muito sentidos serem “ostentadas” hoje em dia.

Preparado para conhecer tudo o que a evolução humana deixou em seu corpo e que você, de certa forma, já não precisa mais? Então confira nossa lista até o final.

Veja, abaixo, 6 bizarrices que a evolução humana deixou em seu corpo:

1. Arrepios

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Você já deve ter ficado com os pelos do corpo arrepiados várias vezes na vida. Isso porque arrepiamos de frio, de medo, quando nos sentimos ameaçados e excitados. Aliás, esse é um dos resquícios de nossos antepassados que a evolução humana deixou em nossos corpos.

No passado, os homens das cavernas, muito mais peludos que nós hoje em dia, tinham o arrepio dos pelos como uma forma de proteção, de alerta e de ameaça. O arrepio nesse pessoal funcionava como ainda funciona no corpo dos animais, para fazê-los parecem maiores diante de um predador ou outra ameaça, bem como para mantê-los aquecidos.

Nos humanos, pelo menos, essa habilidade é completamente inútil hoje em dia. Sabia?

2. Reação ruins a sons agudos

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Quem nunca sentiu uma irritação aguda, que sobe do íntimo à cabeça, quando se está exposto a sons muito agudos, como o produzido por unhas raspando a superfície de um quadro negro. De acordo com a Ciência, esse também é um resquício da evolução humana em nossos sentidos e se trata de um reflexo bem semelhante aos que nossos antepassados tinham ao ouvir o grito de alerta de um macaco.

Para os homens do passado, antes mesmo da linguagem ser desenvolvida, esse dom estridente e irritante era um importante método de defesa. Era também uma forma de manter o grupo em alerta para os possíveis perigos. Assim, essa irritação é um vestígio dessa reação irritada às chamadas.

3. Pálpebra interna

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Sabe aquele cantinho interno de seu olho, mais gordinho e rosado? Segundo apontam estudos, ele se trata do vestígio de uma pálpebra interna que nossos antepassados tinham no olho. Mas, como a evolução humana, ele não passa de um cantinho do olho, sem muitas funções.

Antes, no entanto, ele tinha a mesma função que ainda tem nos olhos de alguns animais: proteger os olhos e deixá-los úmidos. Nos peixes e outros bichos que passam muito tempo na água, por exemplo, ela é usada para remover partículas que, às vezes, se prendem no globo ocular.

Nas aves, a função da pálpebra interna também são bem parecidas com essas, além de ajudar a proteger os olhos dos filhotes, que ficam expostos aos bicos da mãe, durante a alimentação. Já, em mamíferos, como gatos e cachorros, essa pálpebra interna ajudam a cobrir o globo ocular e fazer com que não se incomodem com a claridade.

4. Mexer as orelhas

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No passado, os músculos auriculares, ao redor do ouvido externo, permitiam que os homens movessem as orelhas para escutar melhor a direção dos sons. Com o passar do tempo, no entanto, isso se tornou uma habilidade pouco útil, já que a visão passou a ser o principal sentido na hora da defesa, do ataque e assim por diante.

Hoje em dia, apenas 15% dos seres humanos ainda podem mexer as orelhas. Isso porque esse é apenas um resquício do passado que a evolução humana deixou em algumas pessoas, já que a habilidade não serve mais para nada. Acredita-se, inclusive, que no futuro, nenhum ser humano será capaz de movimentar as orelhas.

5. Dentes siso

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Sabe para que servem os dentes siso hoje em dia? Para dar trabalho nas bocas em que eles ainda aparecem, já na vida adulta. Isso porque esses dentes são apenas uma das bizarrices que a evolução humana deixou em nossos corpos. Em muita gente, aliás, eles nem chegam a nascer mais.

Já, no passado, os dentes siso eram bastante úteis, especialmente quando nossa alimentação era baseada em grandes quantidades de folhas. Nessa época, os seres humanos tinham mandíbulas mais largas, adequadas para a alimentação de nossos antepassados.

6. Apêndice

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Outro resquício de nossos antepassados que a evolução humana deixou em nossos corpos foi o apêndice, um pedacinho controverso de nós, que fica na extremidade do intestino. Dizem que, no passado, ele ajudava na digestão das folhas, mas, hoje em dia, acredita-se que ele já não tenha mais muita função em nosso organismo, a não ser inflamar e ser retirado por meio de cirurgia. Mas, claro, isso não é uma unanimidade, como você já conferiu aqui, no Segredos do Mundo, nessa outra matéria (clique para ver).