16 anos depois, assim ficou o bebê que agarrou a mão do médico dentro do útero

Você, provavelmente, já viu pela internet a foto de um bebê que agarrou a mão do médico dentro do útero materno, durante uma cirurgia, não é mesmo? Isso aconteceu há 16 anos e muita gente se pergunta até hoje se aquele registro é verdadeiro ou se trata de uma montagem.

Para acabar com essa dúvida cruel de mais de uma década, a foto é mesmo real. O bebê que agarrou a mão do médico dentro do útero se chama Samuel Alexander Armas e nasceu no dia 2 de dezembro de 1999. Meses antes, no entanto, mais exatamente no dia 19 de agosto, ele passou por um procedimento cirúrgico inédito e foi o primeiro bebê de 21 semanas de gestação a ser operado ainda dentro da barriga da mãe.

Malformação

Isso aconteceu porque Samuel foi diagnosticado com espinha bífida, uma malformação congênita espinhal extremamente rara, que pode ser manifestar de formas diferentes. A doença pode ser diagnosticada a partir de 16 semanas, por meio de ultrassonografia. Ela não tem cura, mas o tratamento pode ajudar a melhorar a qualidade de vida do paciente.

No caso de Samuel, os médicos decidiram por uma cirurgia ainda dentro do útero, como uma tentativa de amenizar esse problema. E foi então que nasceu a fotografia “Mãos da Esperança”, registrada pelo fotógrafo Michael Clancy, que fazia parte de uma comissão especial da cirurgia para a cobertura do jornal USA Today.

Como está o bebê que agarrou a mão do médico dentro do útero

O procedimento cirúrgico experimental, que poderia dar errado, foi um sucesso. Samuel nasceu e já é um adolescente de 16 anos, morador de Douglas Country, próximo a Atlanta, no estado americano da Georgia. Apesar dos aparelhos nas pernas e da cadeira de rodas, que ele usa para percorrer longas distâncias, aquele bebê que agarrou a mão do médico dentro do útero é um garoto normal, que ama nadar e jogar basquete.

Samuel tem mais dois irmão, Ethan, de 12 anos, e Zachary, de 10. O caçula, no entanto, também nasceu com espinha bífida, embora a mesma operação de Samuel não tenha sido possível em Zachary. Conforme os pais dos garotos, o procedimento experimental, desenvolvido pela Universidade de Vanderbilt, está sob responsabilidade dos Institutos Nacionais de Saúde e o irmão de Samuel não foi selecionado como beneficiário.

O que diz a “mão da esperança”

Sobre a operação pela qual passou ainda dentro do útero e sobre sua malformação, Samuel esclareceu tudo o que pensa em uma entrevista recente ao Jornal Atlanta Journal-Constitution.

Segundo ele, se não tivesse nascido com espinha bífida, não conheceria tantas pessoas que hoje conhece e não teria oportunidade de conhecer o basquete em cadeira de rodas, esporte que, como afirmou, mudou completamente quem ele é. Para ele, a espinha bífida não se trata de uma desvantagem, mas uma oportunidade que Deus lhe deu.

História interessante, não achou? E, falando em condições raras com as quais o ser humano pode nascer, você vai ficar impressionado com os casos dessa outra matéria: 8 doenças raras e chocantes que você nunca viu.

Fonte: Minha Vida