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De quem é o rosto nas notas do Real? – História, simbologia, Maçonaria

Sabia que o rosto nas notas do Real é de uma mulher? E que ela representa a República? E, afinal, a maçonaria está ou não envolvida nisso?

Por Thamyris Fernandes

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“Dinheiro na mão é vendaval”, como dizem por aí. Porém, mesmo que sua grana não pare com você, é possível que já tenha notado que existe um rosto nas notas do Real. Não é verdade?

Mas, afinal, se você também já se perguntou de quem era aquele rosto, sem nunca conseguir decifrar sequer seu gênero, a gente ajuda. Na verdade, o rosto nas notas do Real é de uma mulher.

A história por trás do rosto

De acordo com o Banco Central do Brasil, a tal moça se trata de um efígie simbólica. Ou seja, uma figura que representa a República.

Inclusive, o rosto nas notas do Real foi inspirado na pintura Liberdade Guiando o Povo. O quadro original é obra do francês Eugène Delacroix, e ficou muito popular com o liberalismo.

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Como no quadro, a Liberdade (ou, a República) era vista dessa forma romântica. Basicamente, ela foi representada por com as feições de uma mulher empunhando a bandeira francesa.

Contudo, nas cédulas do Real, ela foi usada de forma mais realista: não como uma pintura, mas como uma escultura.

Mas, assim como na versão francesa, a tal moça é representada vestindo um barrete da liberdade. Só para contextualizar, essa espécie de torga era usada como uniforme pelos republicanos da França, durante a queda da Bastilha.

O rosto nas notas do Real e a maçonaria

Mas, segundo contam por aí, a simbologia ligada ao rosto nas notas do Real é ainda mais profunda. Isso porque a mulher do quadro pode ser Marianne. Para quem não entendeu nada, esse é um dos símbolos mais representativos da Maçonaria.

De quem é o rosto nas notas do Real?
Marianne, símbolo maçom da luta pela liberdade

Os próprios maçons, inclusive, são apontados como apoiadores da Revolução Francesa. Segundo conta, eles influenciando até mesmo o lema do momento histórico “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”.

A tal Marianne, portanto, teria sido escolhida pela Maçonaria como o símbolo da luta pela liberdade.

Aliás, a escolha do nome da mulher pela sociedade secreta também é bastante curioso. Resumidamente, ele seria uma junção entre os dois nomes femininos mais populares da França durante esse período histórico, Marie e Anne.

As várias influências de Marianne

Aliás, a tal da Marianne não se infiltrou somente no Brasil, nesse caso como o rosto nas notas do Real. Dizem que ela está representada também em um dos maiores símbolos dos Estados Unidos: a Estátua da Liberdade, em Nova York.

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Inclusive, a estátua foi um presente dos franceses aos americanos, em comemoração aos 100 anos da assinatura da Declaração da Independência do País.

Quanta coincidência, hein?

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Fonte: Banco Central, Mega Curioso.

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